Pessoal, sem mais demoras, vamos lá!
(A propósito, não deixem de conferir o site DnD Lead, pois lá tem galerias com quase todas as miniaturas das empresas que falarei nos artigos)
Em 1977 Minigifs da Inglaterra se tornou o primeiro fornecedor oficial de miniaturas para D&D, apesar de já ter feito miniaturas de fantasia em 1975. Minifigs, como a maioria das miniaturas da época, eram feitas para propósitos de jogo e não de coleção ou como arte, e com isso as esculturas eram meio toscas, faltando detalhes e mal fundidas. Todas as armas, até mesmo armas como lavas e maças eram frágeis e fáceis de quebrar – elas realmente não eram muito boas nem para o jogo.
Algumas de suas figuras de D&D, contudo, têm um estilo único e presença própria, especialmente os demônios grandes como o príncipe demônio Demogorgon. Os preços [N.do T: preços em dólares] para as figuras menores em condições excelentes e sem estarem quebradas (algo raro) são facilmente entre 5-10.00 cada. Os demônios são muito raros, de melhor qualidade, e alguns podem vender facilmente por 100.00 com o Demogorgon sendo de longe o mais valioso, sendo o único Demogorgon feito em metal.
(não é a figura mais assustadora que já ví, mas para a época esta bem feita mesmo -considerando a ilustração do MM, podemos dizer que ele está bem representado!)
As miniaturas da Minifigs D&D são facilmente reconhecidas pela marca na base, que seria duas ou três letras seguidas de um número. Ocasionalmente, uma figura não teria a marca na base, especialmente os demônios. As bases são muito simples, retangulares e na maioria, mas não em todos os casos, a parte de cima da base que tinha a marca. Existem diversas pequenas variações em vários modelos. Em parte é devido à algumas diferenças nas miniaturas feitas para o mercado dos EUA.
(os elfos não tinham orelhas pontudas nas miniaturas, apenas uma estatura um pouco menor que os humanos)
Em adição à linha de D&D, a Minifigs também produziu uma linhas de miniaturas para o “World of Greyhawk” de Gary Gygax. Apesar de não serem miniaturas oficiais de D&D, existem muitas figuras que valem a pena encaixar no mundo de D&D [N. do T: não sei ao certo, mas me parece que ao escrever o artigo, Ernst pensava em D&D apenas como o “básico”, ou seja, o “Know World” de Mystara]. A linha “The World of Greyhawk” tinha muitas miniaturas sem graça mas importantes para uma campanha, como guardas, apesar de também produzir algumas miniaturas muito interessantes e artísticas, como os dragões.
Eles também produziam figuras incomuns como dinossauros para aqueles que gostam de misturar fantasia com paleontologia. Os dinossauros são surpreendentemente colecionáveis atualmente pois muitos colecionadores lutam para conseguir cada monstro do Monster Manual original, que tinha uma vasta gama de dinossauros.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
Read Magic! - A história das miniaturas oficiais de D&D (introdução)
Todos sabem que o D&D é derivado dos wargames, jogos com miniaturas que simulam batalhas em diversas épocas e lugares. A história do jogo em si já foi contada em outros tantos blogs, mas caso alguém não tenha lido, sugiro o blog “Old School” do Daniel Oliveira.
Bom, mas então do que trata esta postagem?
No início da criação do jogo, o uso de miniaturas já era presente. Contudo, ao contrário do que a Wizards of the Coast tenta fazer hoje, elas não eram peças indispensáveis e vinculadas como “unha e carne” no jogo, e serviam apenas para coisas como marcar a ordem da fila no grupo, ou marcar o posicionamento das peças antes de um combate para ter uma visualização melhor. Não havia a preocupação com quantos quadrados poderia andar para dar uma carga, ou por onde mover sem receber um ataque de oportunidade, etc.
Apesar de hoje ser muito mais fácil adquirir miniaturas via internet, e de existirem miniaturas pré-pintadas como as da Wizards of the Coast ou da Reaper, o fato é que miniaturas oficiais de D&D acompanham o jogo desde 1977, tornando muitas delas raríssimas e muito valiosas.
Algumas delas são terríveis, em especial as primeiras, visto que o objetivo era simplesmente marcar o mapa. Com posturas estáticas e má qualidade, as primeiras miniaturas deixavam muito a desejar.
Certo tempo depois (em especial da metade dos anos 80 até o fim dos 90), as figuras tornaram-se obras de arte e artistas foram se revelando, tanto pela escultura quanto pela pintura. Algumas representavam ilustrações famosas no jogo, como as de Jeff Easley, outras apresentavam conceitos muito interessantes como de retratar diferentes estágios na vida de um aventureiro (iniciante, intermediário e avançado, ou montado e a pé).
Um elfo magic-user em 3 estágios de sua vida e "Lord Soth's Charge" com esqueletinhos e tudo.
(Fotos do elfo retiradas do site Otherworld* de Richard Scott, um verdadeiro guia de miniaturas da Citadel e fabricante de miniaturas inspiradas em gravuras do 1ed!)
Enfim, as miniaturas deixariam de ser apenas um substituto do “botão de plástico” para marcar a posição para se tornarem objeto de apreciação e coleção, criando inclusive um novo segmento forte no mercado de jogos.
Introdução feita, aguardem as postagens seguintes que explicarão um pouco sobre o trabalho de cada empresa que teve licença para fabricar miniaturas oficias de D&D, começando em 1977 com as “Minifigs D&D” até as atuais da WOTC.
As informações que postarei daqui pra frente são traduções de partes do excelente site DnD Lead de Ernst Wilhelm, que trás dentre seu conteúdo fotos de várias peças e embalagens originais e dicas de como organizar seu material de pintura.
*Aliás, todas as fotos aqui foram tiradas pelos respectivos donos dos sites creditados, e através de email obtive licença para usá-las. Seria legal sempre que alguem usasse imagens "particulares", que fosse pedida a devida permissão, não acham?
Bom, mas então do que trata esta postagem?
No início da criação do jogo, o uso de miniaturas já era presente. Contudo, ao contrário do que a Wizards of the Coast tenta fazer hoje, elas não eram peças indispensáveis e vinculadas como “unha e carne” no jogo, e serviam apenas para coisas como marcar a ordem da fila no grupo, ou marcar o posicionamento das peças antes de um combate para ter uma visualização melhor. Não havia a preocupação com quantos quadrados poderia andar para dar uma carga, ou por onde mover sem receber um ataque de oportunidade, etc.
Apesar de hoje ser muito mais fácil adquirir miniaturas via internet, e de existirem miniaturas pré-pintadas como as da Wizards of the Coast ou da Reaper, o fato é que miniaturas oficiais de D&D acompanham o jogo desde 1977, tornando muitas delas raríssimas e muito valiosas.
Algumas delas são terríveis, em especial as primeiras, visto que o objetivo era simplesmente marcar o mapa. Com posturas estáticas e má qualidade, as primeiras miniaturas deixavam muito a desejar.
![]() |
| Pobre troll, parece estar derretendo! |
Um elfo magic-user em 3 estágios de sua vida e "Lord Soth's Charge" com esqueletinhos e tudo.
(Fotos do elfo retiradas do site Otherworld* de Richard Scott, um verdadeiro guia de miniaturas da Citadel e fabricante de miniaturas inspiradas em gravuras do 1ed!)
Enfim, as miniaturas deixariam de ser apenas um substituto do “botão de plástico” para marcar a posição para se tornarem objeto de apreciação e coleção, criando inclusive um novo segmento forte no mercado de jogos.
Introdução feita, aguardem as postagens seguintes que explicarão um pouco sobre o trabalho de cada empresa que teve licença para fabricar miniaturas oficias de D&D, começando em 1977 com as “Minifigs D&D” até as atuais da WOTC.
As informações que postarei daqui pra frente são traduções de partes do excelente site DnD Lead de Ernst Wilhelm, que trás dentre seu conteúdo fotos de várias peças e embalagens originais e dicas de como organizar seu material de pintura.
*Aliás, todas as fotos aqui foram tiradas pelos respectivos donos dos sites creditados, e através de email obtive licença para usá-las. Seria legal sempre que alguem usasse imagens "particulares", que fosse pedida a devida permissão, não acham?
terça-feira, 16 de junho de 2009
Ilusionists - David A. Trampier
Nova seção pessoal, dedicada aos ilustradores e suas obras! "Illusionist" é o cara que nos mostra algo que parece real, mas não é . Foi a melhor maneira que encontrei de nomear estes artistas que nos empolgam com suas ilustrações, contando histórias diferentes cada vez que as observamos.
Ilusionista de hoje: Dave Trampier
"O Misterioso Desaparecimento de David A. Trampier!"
Este foi o título de um texto que encontrei num site enquanto procurava informaçõe sobre este grande artista dos tempos da TSR.
David A. Trampier, também conhecido como "Tramp" e "DAT", nasceu no ano de 1954, em Missouri.
Dizem que Dave frequentava o mesmo bar que alguns funcionários da TSR, e contra a vontade dos donos do bar, desenhava nas mesas e paredes. Um dia seu trabalho foi notado e foi então convidado a trabalhar como artista da equipe, em 1977.
Trampier tem muitos trabalhos conhecidos, mas dois dos meus favoritos são:
-Emirikol the Chaotic (1ed AD&D, Dungeon Master Guide, página 193)

Um homem fugindo a cavalo, enquanto aventureiros saem da taverna e se preparam para enfrentá-lo! Um cidadão cai pegando fogo e outros fogem de medo. Um guarda é acertado no peito por um raio mágico!
Bom, pelo menos é assim que eu vejo.
Essa é a magia das ilustrações presentes nos livros mais antigos. Você não tem bem como saber quem é "bandido" e quem é "mocinho". Alias, os próprios "mocinhos" as vezes são meio "bandidos", e vice-versa!
Emirikol nunca teve um background, mas muitos anos depois, uma aventura para 2ed chamada "A Paladin in Hell" (que por sinal, é inspirada numa outra gravura da 1ed) traz um wild mage de 24 nível chamado Emirikol, sem maiores backgrounds.
Em 2003 a Wizards of the Coast deu para os membros da RPGA um dado de 20 faces chamado "Fist of Emirikol", que em jogo seria um item mágico com poderes aleatórios, a la "deck of many things". Além do dado real, eles disponibilizaram um dado em pdf para imprimir e também uma versão virtual. (Clique aqui e confira)
-Capa do Players Handbook (1ed AD&D, Players Handbook, capa..óbvio)

As chances alguem ter visto esta estátua são boas: ela aparece na 1ed, 2ed, 3ed e até no Hackmaster!
O tão sonhado "rubi do tamanho de um punho - ou cabeça-" está ao seu alcance! Basta entrar num templo, matar alguns homens-lagarto e pronto!
Nesta figura, parece que o grupo esta decidindo o que fazer: estaria procurando outras salas ou o caminho para casa?
Na gravura da 2ed, os aventureiros entram pela janela, logo o caminho para fora parece meio óbvio. A 3ed tem duas gravuras, uma de uma briga de taverna, onde a estátua seri
a um tipo de fogueira, e outra um "close" de alguem roubando o olho da estátua (capa do Players Handbook II).
No Hackmaster eu ví a muito tempo, mas se a memória não me falha, está num tipo de livro dos monstros, e fala que seria uma estátua de um deus do fogo. Talvez seja um tipo de golem, não recordo ao certo.
A Otherworld Miniatures, especializada em miniaturas feitas a partir de ilustrações anteriores ao 2ed, conta também com uma representação desta misteriosa estátua.
Dave Trampier trabalhou para a TSR de 1977 até 1988. Além de ilustrações internas e capas, Tramp é responsável pelo Wormy, uma tirinha que aparecia na Dragon Magazine (da edição 9 até a 132) sobre um dragão e seus comparsas, tentando dar golpes nos outros e ficar com seus tesouros.
Mais uma vez, a TSR não soube tratar seus funcionários como deveria, e insatisfeito com a maneira que a TSR lidava com o Wormy como sua propriedade intelectual, David Trampier parou de enviar material para a revista. Apesar de alguns movimentos de fãs tentarem ajudar com a volta de Wormy e de Dave, as coisas nãod eram certo e ele simplesmente desapareceu.
Em 2004, um jornal fez uma entrevista com David Trampier, um taxista de Illinois. Sem mencionar nada sobre RPG ou arte, a matéria falava sobre a vida de um taxista norturno na cidade.

Contudo, uma foto de Dave acompanhava o artigo, e o mesmo fora reconhecido por pessoas mais chegadas, como Gary Gygax. Alguns chegaram a contatá-lo, mas Trampier disse que não tinha mais interesse nessa indústria e pediu educadamente que o esquecessem.
É uma pena, pois sua arte realmente sabe contar boas histórias!
Ilusionista de hoje: Dave Trampier
"O Misterioso Desaparecimento de David A. Trampier!"
Este foi o título de um texto que encontrei num site enquanto procurava informaçõe sobre este grande artista dos tempos da TSR.
David A. Trampier, também conhecido como "Tramp" e "DAT", nasceu no ano de 1954, em Missouri.
Dizem que Dave frequentava o mesmo bar que alguns funcionários da TSR, e contra a vontade dos donos do bar, desenhava nas mesas e paredes. Um dia seu trabalho foi notado e foi então convidado a trabalhar como artista da equipe, em 1977.
Trampier tem muitos trabalhos conhecidos, mas dois dos meus favoritos são:
-Emirikol the Chaotic (1ed AD&D, Dungeon Master Guide, página 193)

Um homem fugindo a cavalo, enquanto aventureiros saem da taverna e se preparam para enfrentá-lo! Um cidadão cai pegando fogo e outros fogem de medo. Um guarda é acertado no peito por um raio mágico!
Bom, pelo menos é assim que eu vejo.
Essa é a magia das ilustrações presentes nos livros mais antigos. Você não tem bem como saber quem é "bandido" e quem é "mocinho". Alias, os próprios "mocinhos" as vezes são meio "bandidos", e vice-versa!
Emirikol nunca teve um background, mas muitos anos depois, uma aventura para 2ed chamada "A Paladin in Hell" (que por sinal, é inspirada numa outra gravura da 1ed) traz um wild mage de 24 nível chamado Emirikol, sem maiores backgrounds.
Em 2003 a Wizards of the Coast deu para os membros da RPGA um dado de 20 faces chamado "Fist of Emirikol", que em jogo seria um item mágico com poderes aleatórios, a la "deck of many things". Além do dado real, eles disponibilizaram um dado em pdf para imprimir e também uma versão virtual. (Clique aqui e confira)
-Capa do Players Handbook (1ed AD&D, Players Handbook, capa..óbvio)

As chances alguem ter visto esta estátua são boas: ela aparece na 1ed, 2ed, 3ed e até no Hackmaster!
O tão sonhado "rubi do tamanho de um punho - ou cabeça-" está ao seu alcance! Basta entrar num templo, matar alguns homens-lagarto e pronto!
Nesta figura, parece que o grupo esta decidindo o que fazer: estaria procurando outras salas ou o caminho para casa?
Na gravura da 2ed, os aventureiros entram pela janela, logo o caminho para fora parece meio óbvio. A 3ed tem duas gravuras, uma de uma briga de taverna, onde a estátua seri
a um tipo de fogueira, e outra um "close" de alguem roubando o olho da estátua (capa do Players Handbook II).No Hackmaster eu ví a muito tempo, mas se a memória não me falha, está num tipo de livro dos monstros, e fala que seria uma estátua de um deus do fogo. Talvez seja um tipo de golem, não recordo ao certo.
A Otherworld Miniatures, especializada em miniaturas feitas a partir de ilustrações anteriores ao 2ed, conta também com uma representação desta misteriosa estátua.
Dave Trampier trabalhou para a TSR de 1977 até 1988. Além de ilustrações internas e capas, Tramp é responsável pelo Wormy, uma tirinha que aparecia na Dragon Magazine (da edição 9 até a 132) sobre um dragão e seus comparsas, tentando dar golpes nos outros e ficar com seus tesouros.
Mais uma vez, a TSR não soube tratar seus funcionários como deveria, e insatisfeito com a maneira que a TSR lidava com o Wormy como sua propriedade intelectual, David Trampier parou de enviar material para a revista. Apesar de alguns movimentos de fãs tentarem ajudar com a volta de Wormy e de Dave, as coisas nãod eram certo e ele simplesmente desapareceu.
Em 2004, um jornal fez uma entrevista com David Trampier, um taxista de Illinois. Sem mencionar nada sobre RPG ou arte, a matéria falava sobre a vida de um taxista norturno na cidade.

Contudo, uma foto de Dave acompanhava o artigo, e o mesmo fora reconhecido por pessoas mais chegadas, como Gary Gygax. Alguns chegaram a contatá-lo, mas Trampier disse que não tinha mais interesse nessa indústria e pediu educadamente que o esquecessem.
É uma pena, pois sua arte realmente sabe contar boas histórias!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
S4- The Lost Caverns of Tsojcanth
The Lost Caverns of Tsojcanth
The Lost Caverns of Tsojcanth foi um módulo de 64 páginas escrito por Gary Gygax e publicado em 1982, com o código "S4" (o último da série de módulos de torneio "Special"). Como seus antecessores vinha com dois livros ,mas desta vez, ao invés de um livro de ilustrações, apresentava um livro com a aventura em sí (32 páginas) e outro com monstros e ítens mágicos (também com 32 páginas).Na edição 116 da revista Dungeon (2004), foi qualificado como a 22ª melhor aventura de todos os tempos.
História
Os aventureiros ouvem boatos que ao sul de Perrenland, nas Yatil Montains, um grande tesouro está escondido, e que já tomou a vida de muitos bravos que tentaram achá-lo. Trata-se de uma parte da imensa fortuna da arquimaga Iggwilv, ex-soberana de Perrenland, que supostamente morreu nas mãos do demônio Graz'zt, a quem ela aprisionara e impôs à servidão.
Muitos perigos e desafios esperam pelos bravos avenureiros que se arricarem a reclamar este grande tesouro!
Sobre a aventura:
Este módulo é uma revisão do " The Lost Caverns of Tsojconth", módulo escrito por Gary Gygax para a WinterCon V de 1976. Uma das dungeons de Robert Kuntz foi usada como base para certas partes deste módulo.
Metade da aventura se passa ao ar livre, enquanto a outra metade ocorre dentro de uma caverna.
Após muitos encontros,os heróis terão uma surpresa caso cheguem no tesouro principal Iggwilv: o "tesouro" dela é Drelzna, sua filha guerreira vampira!
A aventura em sí é difícil, considerando os padrões (altos!) de Gary Gygax.
Uma coisa muito bacana que tem no segundo livro (o de criaturas e novas magias) são ilustrações de diagramas mágicos, símbolos que servem para conjurar demônios e controlá-los.
Imaginem os pais de uma criança no começo dos anos 80 chegando no quarto e vendo o filho desenhando pentagramas com os amiguinhos?
Hoje não teria muito problema, já que as pessoas estão um pouco mais esclarecidas em relação ao jogo (e mesmo assim...), mas na época a aceitação não era muito fácil.
Este tipo de coisa seria banido depois, com a 2ed. Não é a toa que "demons" e "devils" viraram "tanar'ris" e "baatezus".
The Lost Caverns of Tsojcanth tem um evento com uma leve ligação com outro módulo, o WG 4-The Forgotten Temple of Tharizdun (1982).
Este módulo assim como seus antecessores da série "S" foram revisados e incluidos no super-módulo S1-4: Realms of Horror, que tenta com pouco sucesso ligar as quatro aventuras em uma campanha. Apesar de não ter sido muito bem sucedido, a raridade deste super-módulo faz com que ele atinja preços muito altos no mercado!
Em 2007, a Wizards of the Coast publicou para a edição 3.5 do D&D uma revisão desta aventura chamada Iggwilv's Legacy: The Lost Caverns of Tsojcanth como parte de uma série de três aventuras.
Como não poderia faltar, em 2004 a KenzerCo fez sua adaptação para o Hackmaster, sistema de jogo que ficou conhecido por causa dos quadrinhos dos Knights of the Dinner Table (Cavaleiros da Mesa de Jantar, que por sinal teve o número 1 -e acho que será o único, infelizmente- publicado pelo Devir a algum tempo). O módulo chama-se S4- Lost Caverns.
EXTRAS
No site Greyhawkonline, mais especificamente numa das seções de Alan "grodog" Grohe, existe uma série de textos incríveis sobre este módulo, com teorias muito bem embasadas sobre a história presente e passada. O site em sí já é excelente, vale a pena ao menos dar uma olhada. Garanto que não serão apenas os apaixonados por Greyahwk que adicionarão o site aos favoritos!
http://www.greyhawkonline.com/grodog/gh_s4.html
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Suplementos - Fiend Folio
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Recebi esta semana um livro muito bacana que achei por acaso no Mercado Livre: o Fiend Folio do 1ed.
Não apenas o livro está em excelente estado, como paguei 30 reais com frete incluso. Eu diria que foi um achado por este preço!
Publicado em 1981, este livro de 128 páginas contém muitos monstros criados para a coluna "Fiend Factory" da revista White Dwarf (na época, a Games Workshop tinha direitos sobre as publicações do D&D no Reino Unido).
Algumas criaturas foram desenvolvidas por nomes bem famosos, como Ian Livingstone (co-fundador da Games Workshop e escritor de muitos livros da série Aventuras Fantásticas) , Tom Moldvay (além de várias aventuras, é o da caixa "magenta", lembram?) e Charles Stross (que criou não apenas os githyanki/githzerai como também os death knights).
O nome “Fiend Folio” ainda seria usado mais duas vezes: uma para a 2ed (1992) e outra para o 3ed (2003).
Este livro introduziu algumas critauras como os Slaadi (plural de Slaad, os “demônios-sapo”), os Death Knight e os Drow .
Quando falo dos drow, digo oficialmente como “drow” mesmo, já que são citados no Monster Manual de 77 como uma lenda – drows ou Black Elves-, e depois em algumas aventuras como uma ameaça real, pelo nome próprio, mas sem ficha em algum livro dos monstros.
A arte também foi muito aprimorada desde o primeiro Monster Manual, contendo ilustrações de Erol Otus, David Sutherland, Jeff Dee e outros.
O livro em si é bacana, mas na minha opinião, nada do tipo “não pode faltar na sua coleção!”. Muitos dos monstros são meio “sem sal”, ou até meio bobos como o Flumph, um tipo de mãe-d’agua lawful good que flutua no ar. O Monster Manual I e o II são muito melhores para suprir as necessidades de monstros e demônios.
Contudo, eu queria fazer algumas observações sobre 4 entradas: os Princes of Elemental Evil, githyanki/zerai, slaad e o death knight.
Bom, os príncipes não tem muito o que discutir, né? Tudo que é cara mauzão, único e cheio de lacaios só pode fazer bem para as campanhas! Os githyanki, githzerai e os slaad pra mim tem muito pano pra manga. São um prato cheio para qualquer DM que queira misturar raças meio "demoníacas-alienígenas/extra planares". Agora,os death knights...
Criados por Charles Stross, os death knights podiam fazer não apenas wall of ice à vontade e uma fireball de 20d6, como podiam fazer "gate" para invocar demônios!!! Nem o Lord Soth faz isso (claro, eles tiraram o "gate" na segunda edição, ehehe).
Após os atributos, o “flavor text” dele é realmente enigmático, digno de ser mostrado para os jogadores como um “pergaminho perdido”:
“O death knight – e sabe-se da existência de somente doze destas terríveis criaturas- são uma forma horrível de lich criado pelo príncipe demônio (acredita-se que seja Demogorgon) a partir de um humano paladino caído.”
Claro, com o tempo e novas publicações, esta “lenda” foi expandida em revistas, livros e romances. Mas ver a primeira entrada sobre eles foi muito fascinante.
Resumindo, é um livro bacana e vale a pena adquirir caso consigam um bom negócio. Se você procura monstros para suas aventuras de 1ed, aconselho os Monster Manual I e II que com certeza trarão desafios satisfatórios para qualquer mestre e grupo de aventureiros.
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