sexta-feira, 31 de julho de 2015

Começa a campanha pela Marmoreal Tomb!

Pois é galera, praticamente um ano sem escrever!
Mas quem me acompanha no Facebook sabe que estou vivo, e postando curiosidades e afins de nossos amados jogos.

O que me trouxe hoje aqui foi compartilhar com vocês esse produto que promete ser fantástico! Com vocês, The Marmoreal Tomb Campaign.



The Marmoreal Tomb Campaign Starter é uma aventura do tipo “sandbox” (as melhores, na minha opinião) criada por Ernie Gygax (um dos filhos de Gary Gygax, e criador do primeiro mago da história do D&D- Tenser) e Benoist Poire, jogador das antigas que contribuiu para Astonishing Swordsmen & Sorcerers of Hyperborea e, recentemente, material junto à Ernie (em especial, mapas fantásticos!). Não deixem de conferir a GP Adventures, editora old school criada por ambos. 

Do que se trata:
A “Marmoreal Tomb” (Tumba Marmórea) é um módulo auto contido que se encaixa com a campanha da “Hobby Shop Dungeon” (leia mais aqui  e aqui ), e tem a intenção de apresentar o estilo “gygaxiano” de dungeon, usando regras compatíveis com AD&D 1ed (que hoje em dia, chamam de “regras para a primeira edição/first edition rules”), por causa dos direitos do nome e tal. Alias, existem metas para fazer adaptação para Pathfinder e para a 5ed.

Bom, a aventura em si é sobre uma masmorra no subterrâneo de um castelo, clãs de anões e gigantes de pedra. Os construtores do castelo e da dungeon abaixo deste ganharam de sem empregador, o mago Nester De Guyx, um lugar para morar, em cavernas profundas em uma montanha. Apesar de serem advertidos para não cavarem muito fundo, sabemos muito bem sobre famosa ganância anã por ouro, não?

Desta forma, os anões encontram uma tumba selada, pertencente a um gigante de pedra. A profanação da tumba em busca de tesouros foi inevitável, e logo, tremores sobrenaturais invocaram de longas distâncias outros gigantes.
Um campeão entre as criaturas liderou um ataque junto a seus irmãos, praticamente destruindo o forte dos construtores, reclamando para si os artefatos encontrados pelos anões.
  

Os poucos que sobreviveram fugiram para as dungeons que haviam construído, abaixo do castelo encomendado por Nester. Os gigantes acabam se cansando, e abandonando o antigo lar dos anões novamente.
Desta forma, uma variedade de criaturas acabaria por entrar na tumba e tornar o local seu lar. Caberia a uma nova geração de aventureiros, anos depois, explorar o local.
Forças ocultas e muito mais perigosas, derivadas da própria essência do caos, permeiam salões ainda a serem descobertos.

Os objetivos do produto
1- Um jogo Gygaxiano:
Toda a experiência de Ernie ajudando seu pai, e escrevendo seu próprio material, está presente neste módulo.

2-Um cenário não linear:
Esta é a magia do “sandbox”, um tipo mais livre de cenário. O jogo é bem modular e não linear, buscando o que os primeiros módulos da TSR ofereciam ao jogo.

 3- Visual “orgânico”:
Produtos bem organizados, profissionais, mas que também passem a sensação de que foram criados por jogadores para jogadores. Isso se reflete na qualidade gráfica que, profissional, emula certos aspectos saudosos do jogo, como mapas feitos em papel quadriculado e arte nostálgica, como se desenhada a lápis. Tudo buscando uma visão mais “orgânica” do produto.



Além da Tumba, teremos dois pacotes de expansão: o Wilderness, descrevendo os arredores, com chaves para aventura, perigos, npcs e até mesmo uma vila inteira para os jogadores interagirem. Alias, essa vila tem um aspecto meio “Hommlet”, abrigando o grupo após vários incursões em territórios inóspitos.

O Underworld é outro pacote de expansão, trazendo mais perigos das profundezas, interligando ou não o tema principal do módulo. Ela traz um tom mais “sombrio” ao jogo, com espectros  que voltam a vida por influência de algo maligno.

O Player’s Guide to the Marmoreal Tomb é um livro bem bacana, pensando (obviamente) nos jogadores, explicando um pouco melhor os arredores, rumores que os personagens podem ter escutado, e ambientação geral do cenário. Além de uma ficha de personagem bem velha guarda, ehehe.

The Prizmatic Maze of Orum Heb é um produto bacaníssimo, um tipo de dungeon que você gira discos conforme os personagens avançam. Pode ser usado separado, como uma dungeon por si só, ou como parte do conjunto todo do módulo.

Os adicionais incluem miniaturas de papel, música para tocar enquanto joga, e livros de apoio.



Bom, já viram que tem coisa legal pra caramba nesse produto, né?
Quanto ao medo do frete alto, coisa comum para nós brasileiros, não se tem noção ainda do valor, mas ele será cobrado bem depois do produto terminar o prazo no KS. Isso dá um tempo para se preparar financeiramente, não acham?

O que mais posso dizer? Leiam mais, acompanhem a página do produto e tirem dúvida com os autores. Estou juntando minhas peças de ouro, porque não quero ficar fora dessa!



domingo, 3 de agosto de 2014

Swordsmen and Sorcerers' Guild of America

A Swordsmen and Sorcerers' Guild of America (ou SAGA) foi um grupo informal de escritores que tinham algumas obras do gênero "Sword & Sorcery". Não necessariamente este seria o gênero predominante do autor, como é o caso de Poul Anderson e Jack Vance conhecidos principalmente por suas obras de ficção científica.

Lin Carter, conhecido por trabalhos tanto no "campo" de Conan quanto do horror de Lovecraft, era um dos principais movimentadores do grupo. Eles se encontravam em eventos de literatura e convenções "nerds" (ao menos, o que seria um nerd da década de 60). O grupo inicial tenha apenas 8 membros, e não tinha grandes pretensões de aumentar este número.

O fato é que publicaram alguma antologias, compilações de contos de espada e feitiçaria, como "The Spell of Seven" e a coleção "Flashing Swords!". O grupo criaria ainda o "Gandalf Awards", premiando autores por grandes feitos na literatura de fantasia. O vencedor inicial seria o próprio Tolkien, falecido um ano antes (1973) da primeira premiação. Após, alguns membros da SAGA ganhariam este prêmio, como Lin Carter e Fritz Leiber.


Bom, eu trouxe isso hoje porque cada vez me interesso mais no gênero. Mais do que isso, gostaria de compartilhar a ideia de que os leitores interessados no tema saissem um pouco dos autores mais "comuns", como Robert E Howard, Fritz Leiber e Michael Moorcok. Claro, estes são nomes gigantescos no gênero, mestres na arte da criação. Mas ao terminar uma aventura de "Kothar", o bárbaro (por Gardner Fox), convido vocês, leitores, a procurarem por outros autores e observarem como este mundo do S&S é fascinante e diverso. Mesmo nos "pastiches" de Conan (como no caso de Kothar), o autor consegue fazer algo único e divertido.

E não é isso que nós, como jogadores e Mestres, queremos em nosso jogos?

Sobre a SAGA: http://en.wikipedia.org/wiki/Swordsmen_and_Sorcerers%27_Guild_of_America
Sobre o Gandalf Award: http://en.wikipedia.org/wiki/Gandalf_Award

terça-feira, 15 de julho de 2014

Lawrence Schick sobre Corellon Larethian

(read the interview in english here: http://tinyurl.com/mt3pcwf)

Wow...quase dois meses sem postar!

Bom, já sabem que ando bem ocupado com os projetos e atividades do Old Dragon, mas ainda assim gosto de manter o blog porque acho que muita coisa legal foi dita. Além do mais, consegui umas informações bem legais de Lawrence Schick, autor de White Plume Mountain (um dos meus módulos favoritos) e "Loremaster" do Elder Scrolls (http://youtu.be/JOAkXVXiI6U), sobre Corellon Larethian, divindade central do panteão élfico. Confiram!



1) Qual foi sua inspiração para Corellon e Gruumsh, e a relação entre eles?

Em cada caso - e isso se aplica a todas as deidades não humanas- eu quis que os deuses humanoides fossem a epítome do que aquelas raças representam. Então foi apenas uma questão de analisar o que cada raça representava em termos do D&D, e então criar uma figura "suprema/maior" que personificava essas qualidades. Fiz com que Gruumsh tivesse apenas um olho para que fosse visualmente interessante, muito mais do que um orc grandão. O ódio entre Gruumsh e Corellon Larethian - e seus seguidores - não era mencionado no Deities & Demigods, sendo adicionado por designers/escritores seguintes. Uma boa ideia, na verdade - eu aprovo.

2) Você os criou para Deities & Demigods ou eram produto de sua campanha pessoal?

Tom Moldvay e eu tivemos a ideia de divindades não humanas em nossa campanha em Ohio, no cenário original que se tornaria o Know World, e depois Mystara. Quando estava editando o Deities & Demigods, pensei que seria uma boa oportunidade de adicionar alguns deuses para os não humanos, para mostrar que não eram apenas os humanos que tinham deuses e religião. Propus para Gary Gygax que eu deveria adicionar este capítulo sobre Deidades Não Humanas, e ele concordou. Escrevi o capítulo e inventei todas as deidades, menos Lolth e Blibdoolpoolp, que eram criações de Gary.

3) Se você tivesse que descrevê-lo fisicamente hoje, pensa que ele talvez tivesse outra "forma"? Pergunto porque as ilustrações de fantasia daquela época tinham um "feeling" dos anos 80. Você mudaria algo nele hoje?

Bem, não seria minha decisão. Corellon, Gruumsh e todos os outros mudaram em cada edição de D&D para equiparar ao tom do que quer que estivesse acontecendo com o jogo naquele momento. Acho que o D&D está em boas mãos com o time atual da WotC, e tenho certeza que a visão deles sobre estes deuses será boa.

4) Gosto da ideia de que Corellon possa ter o gênero "masculino" ou "feminino". É estranho pensar que um deus tenha um gênero,  uma vez que...bem, eles não são como os mortais! Comentários sobre isso?

Como mencionei acima, quando estava criando deidades não humanas, pensei nas características de cada raça, e no que elas acreditavam. Os Elfos sempre pareceram combinar os melhores atributos das mulheres e dos homens, então ao criar o líder de seu panteão pensei que seria apropriado que ele/ela fosse andrógeno, sem um gênero específico, mas uma combinação transcendente de ambos. Eu esperava que a ideia de misturar os gêneros fosse causar algum impacto, mas em retrospectiva possivelmente fui muito ambicioso para a época. Contudo, fico feliz que a ideia tenha ficado com o personagem, até que surgiu o dia em que ele poderia ser útil como exemplo da ideia de variedade de interpretação de gêneros.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Novas aventuras para o D&D Next

Nem vou postar aqui as novas capas do D&D 5ed (ou melhor, o D&D Next). Com certeza todos já viram a essa altura, então queria apenas deixar um parecer sobre as aventuras oficiais "Hoard of the Dragon Queen" e "The Rise of Tiamat".

O lance destas aventuras é que fazem parte do mega evento "Tyranny of Dragons", que engloba material digital para MMO, livros de RPG e miniaturas. E todas elas serão criadas por outras empresas. A Wizkids, já famosa pelas minis da família "Clix" e a Kobold Press (material de Pathfinder, 13th Age e D&D 4ed) são duas empresas muito competentes no que fazem (a do jogo digital eu não conheço, até por não jogar esse tipo de RPG), e creio que pelo menos no que diz respeito a qualidade, estaremos satisfeitos,.

Uma curiosidade é notar na página da Wizards que os autores desta duas aventuras são o "Wizards RPG Team", razão desconhecida por mim. Nomes como Wolfgang Baur (trabalhos em Planescape, Birthright e Al-Qadim) e Steve Winter (materiais diversos da TSR, como o Marvel Super Heroes, Gangbusters e Top Secret) são nomes grandes na história do D&D e na história do RPG, e não vejo o porque de não colocar seus nomes nos créditos, na apresentação do site.

Mike Mearls, um dos chefões do D&D na Wizards, diz que as aventuras foram criadas como se fossem "episódios", o que facilitaria para os DMs fazerem todo o lance de "from zero to hero" (começar fraquinho até se tornar um herói lendário), existe um grande nível de flexibilidade e liberdade para acomodar as aventuras nas campanhas dos Mestres.

Vamos esperar para ver. Tenho a impressão de que as aventuras do Next serão mais interessantes do que o Next em si, apesar de não gostar dessa coisa meio "Michael Bay" que o uso dos dragões no D&D se tornou.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Maquete do módulo G1

Uma reprodução incrível do mapa do módulo G1- Steading og the Hill Giant Chief. De tirar o chapéu, com certeza!






domingo, 11 de maio de 2014

Trivia Game (por Glen Orbik)

Muitas vezes vemos uma ilustração, gostamos, mas não fazemos ideia sobre o nome do artista. Pois bem, ajudando um colega no Facebook, descobri que Glen Orbik é o responsável por tantas capas "realistas" que adoro. No site dele (http://www.orbikart.com/), encontrei a peça inteira de um jogo de perguntas e respostas da TSR, e para os saudosos, a fonte de uma cartinha de Spellfire (quem sabe qual é?). Pois é, a TSR além de reutilizar suas imagens, também usava pedaços de obras maiores. Enfim, nunca tinha visto essa ilustração assim, "limpa".

clique para ampliar

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Mapa gigantesco do cenário de Greyhawk

Ok, apenas alguns dias depois do meu aviso de inatividade, algo me forçou a voltar aqui e mostrar pra vocês: um mapa gigante de Greyhawk!


Fiquei sabendo graças ao Felipe PEP, que me avisou da foto compartilhada pelo Alan "Cachorro Samurai" no Facebook.
A história, segundo Ernie Gygax, é a seguinte:

Russell E. Ingram Jr. é o dono desta relíquia. Veio da TSR, alguns anos após a saída de Gygax. Russell era amigo e companheiro de Gygax em vários jogos. A 20 anos atrás, Russell pagou 400 dólares na peça, e talvez tenha que vender por causa da condição de sua mãe. Já ofertam mil dólares até agora.
Por enquanto, ainda não confirmado, o comprador deve disponibilizar para apreciação pública, o que me faz imaginar que pode ser alguém relacionado aos documentários de D&D.