quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Reverse Dungeon

E aí pessoal, como foram de ano novo?
Aqui foi tudo bem, ao contrário do que pensei. Espero que seja um sinal de que 2010 seja um ano melhor do que 2009 foi!

Bom, o post de hoje foge um pouco do que eu pretendo, pois já trata de uma "aventura" ao invés de um "módulo". Mesmo sendo do meu adorado AD&D 2ed, eu pretendia fazer mais matérias de O/C/B D&D e AD&D 1ed, mas este tem uma razão de ser.

Tenho acompanhado um blog muito bacana, que muitos devem conhecer: A Taverna do Goblin.

Não apenas o Goblin é um goblinóide muito legal como a vontade de fazer o blog crescer com qualidade e interatividade é claramente visível, e achei isso muito cativante.

Pois bem, sem mais delongas, vamos a ela: Reverse Dungeon.



A aventura:

Escrita em 2000, ano que marcaria a vinda do D&D 3ed, Reverse Dungeon é um trabalho dos escritores John D. Rateliff e Bruce R. Cordell (ambos trabalharam para a TSR, Wizards of the Coast e Hasbro em diversas aventuras e linhas de produtos).

O tema é até meio incomum para a época, visto que a segunda edição ficou conhecida por dar início ao "jogo heróico". Talvez fosse um indício da mudança dos tempos que veio junto com o 3ed, onde a "caça as bruxas" do RPG havia dado uma sossegada.

Basicamente, o jogo é dividido em três partes, cada uma dedicada a um monstro que os os personagens devem interpretar e lutar contra os grupos de aventureiros.



A história:


Um mago chamado Blaise se apoderou de um conjunto de cavernas, expandindo-o e transformando-o em sua dungeon. Muito tempo depois, acreditava-se que ele havia morrido, goblins tomavam parte das cavernas e sua torre estava em ruínas. Ledo engano, pois Blaise se tornara um Lich e se apoderou do terceiro nível da dungeon. Os goblins se tornaram um disfarce conveniente, e conforme os anos passaram, as gerações mais novas de goblins nem sabe ao certo que exista um terceiro nível.

A mecânica:

Como dito anteriormente, Reverse Dungeon tem uma história dividida em três partes:

1. Os jogadores interpretam goblins (pelo menos três goblins para cada jogador) usando regras especiais (diferentes do "Complete Book of Humanoids"), e ao ganhar batalhas eles ganham pontos de vida, até que conquistem títulos como "Mogur" (chefe) ou "Kumar" (campeão). O básico desta a parte da aventura é que, depois de alguns saques à uma vila, aventureiros são contratados para acabar com os goblins, que por sua vez devem defender seu lar.



2. O segundo nível da dungeon é infestado de monstros diversos, guardiões de vários itens mágicos e artefatos do lich. Cada jogador pode escolher dentre uma lista de monstros, incluindo beholder, medusa e um anti-paladino, ou o Mestre pode criar a lista que bem entender, dentro de certos conceitos explicados no livro. A explicação para este "freak show" é dada: já que espera-se que toda a torre abandonada tenha um nivel secreto de dungeon, com monstros e tesouros, o mago resolveu que criaria este nivel, "contribuindo" com itens que não eram mais de seu interesse (fala sério, quem não precisa de uma espada vorpal?) e prendendo os monstros através de magia, para que fossem os guardiães dos tesouros. Assim, ninguém se importaria em procurar OUTRO nível secreto, no caso, o dele. Explicação meio conveniente demais, né?



3. No terceiro e último nível temos o lar de Blaise, o lich. Os jogadores interpretam aliados por conveniência (na maioria), como um clérigo vampiro, um mago fantasma, um death knight, etc. Ainda assim, o Mestre pode trocar qualquer tipo de monstro que se enquadre melhor na aventura.



Apesar da história meio forçada, o forte do jogo é jogar com os goblins. As regras especiais fazem com que os jogadores tenham mais uniformidade na hora de montar seu "time goblin". Nos outros níveis, a escolha dos monstros vai depender muito do bom senso, o que pode ser bom ou não. Por exemplo, um dos monstros sugeridos é um beholder, e outro é um mímico. Claro, deve ser divertido ser um baú ou barril, ou seja o que for, que morde as pessoas, mas o charme de ser um beholder megalomaníaco que atira raios para tudo que é lado é tentador.
O fato dos personagens nos níveis 2 e 3 serem escolhidos meio na liberdade demais e sem um play-test pode ser meio problemático para o Mestre, mas também não é nada de outro mundo.

Enfim, Reverse Dungeon é uma ótima pedida para quem quer variar um pouco a campanha, fazendo umas aventuras despretenciosas e divertidas. O jogo em si é meio rápido até, pois os monstros não têm que ficar procurando muito (esse é o papel dos aventureiros, oras!), mas se não ficou clara minha opinião, aqui vai mais uma vez: a parte com os goblins é a melhor de todas, incluindo até mesmo uma invasão goblin à uma vila camponesa! Vale a pena investir mais tempo nesta primeira parte, e até mesmo expandi-la.

3 comentários:

  1. Boa idéia pra variar as coisas.

    A parte dos goblins parece ser a mais interessante mesmo. Ela até te deu a idéia de criar um jogo ao estilo "jogo de tabuleiro" onde os goblins tem que vencer os aventureiros.

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  2. seria muito legal um jogo de tabuleiro assim! na verdade, sei q existe, mas nao bem com as regras como as de D&D. seria uma otima pedida, com goblins ou kobolds

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  3. Já tinha ouvido falar dessa aventura,mas não fazia idéia de como era.Muito legal,achei interressante os PJs serem os monstros!

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