quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aventura para Mystara, por Bruce Heard

Como já devem ter percebido, Bruce Heard, um dos maiores nomes na produção de Mystara anda bem ativo na comunidade RPGística.

Em seu blog, "New...and to be improved", Bruce nos brinda com uma excelente aventura (The Dog Days of Rougeain) para o cenário de Mystara, usando as regras do AD&D 1ed (mas facilmente adaptado para outros sistemas). Não tive a oportunidade de jogar, mas a trama é muito interessante, envolvendo nobreza, licantropia e vampiros!

Confiram também o grupo do Facebook "Mystara Reborn" e participem das discussões (e tirem um tempo para fazer suas perguntas ao grande Bruce Heard!)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Review da caixa de Dragonlance 5th Age

Pessoal, trago esse pequeno review do box de Dragonlance 5th Age e do sistema SAGA (que é muito interessante, por sinal).

Não tenho muito o que falar aqui, então assitam o vídeo e comentem aqui, ok?



(percebi que o Youtube me deu alguns minutos a mais...bom, vejam outros reviews aqui)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Bruce Heard sobre Glantri e seu trabalho na TSR

 Pessoal, hoje trago pra vocês um depoimento de Bruce Heard, game designer veterano do tempo da TSR que trabalhou de 1983 até 1993. Dentre seus feitos, temos muitos materiais de Mystara, como Glantri e a série Voyage of the Princess Ark (publicada na Dragon Magazine).

A pergunta foi feita no grupo “Mystara Reborn”, no Facebook:


- Andrea Ciceri pergunta: “ Bruce Heard, você pode, por favor, nos falar sobre a publicação do gazetteer de Gantri? Por favoooor!


- Bruce Heard responde: “Bem, eu consegui um acordo freelance com a TSR (apesar de eu já ser empregado lá) para escrever Glantri. Tive sorte que meu chefe na época (Michael Dobson se bem me lembro) não se importou que eu encarasse um projeto de 96 páginas. Até então, minha experiência passada era com projetos de 32 páginas. Ainda aprecio sua confiança na época. Na época, isso era visto como um projeto “monstruoso” (ha! ha!)

 
Dei uma boa e longa olhada nos primeiros dois Gazetteers e pensei que 64 páginas não eram o suficiente para fazer o trabalho corretamente. Depois, vieram muitas horas de trabalho, dias inteiros de trabalhando e até durante os fins de semana, tentando conceber um sistema e estilo relativamente novos.

Nesta época na TSR, design arrojado e inovador eram vistos apenas nos primeiros suplementos de Dragonlance. Além destes, os produtos da TSR eram relativamente simples em suas expectativas e design. As coisas mudaram rapidamente neste ponto.

Eu lembro que Jeff Grubb uma vez se referiu aos Gazetteers do D&D como projetos “barra de ouro”, não tanto pela renda que produziriam, mas pelo conteúdo oferecido (e provavelmente também pelos custos)

Uma das grandes vantagens de ser da equipe [staff] era a oportunidade de fazer um “brainstorming” com dois dos principais “mapeadores” designados para os Gazetteers. O estilo de mapa estava bem estabelecido até então, mas eu podia realmente entrar nos detalhes do mapa do GAZ 3 [no caso, o livro de Glantri mesmo, o “The Principalities of Glantri”] porque Dave Sutherland e Dennis Kauth estavam excitados com a direção do Gazetteer, e me permitia sentar com eles e ajudá-los (fazendo coisas como pré-posicionar marcações nos mapas para simplificar o trabalho deles). Isso era o máximo. Mapear era “cortar e colar” manualmente em várias camadas de acetato que tinham que ser escaneadas para produzir “azuis” e “chromes”... Oh, que prazer!


 Lançar uma linha de produto como esta era quase como disparar um foguete. Você nunca tinha certeza completa de qual seria o resultado final, e se a coisa explodiria na ignição. A fumaça havia dissipado, e o GAZ 3 seguiu seu caminho feliz. Acho que foi tudo bem :)

Também tive o prazer de trabalhar com Stephen Fabian que fez ilustrações internas, e Clyde para as capas externas. Não existe explicação de como é essa sensação. É puro divertimento e prazer quando tudo se junta e parece maravilhoso. Sou muito feliz de ter tido a oportunidade e o privilégio de trabalhar lá, fazendo as coisas que eu fazia. 

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(26/02 - Atualizado, com um pouquinho mais de informações)


O nome Glantri já existia como parte do Know World do Expert Set. Como o chefe de criação para Mystara, fiz uma lista de Gazetteers e acessórios para D&D, seus conteúdos e estilos, e a ordem em que seriam publicados. Uma vez aprovado, eu tinha total liberdade criativa para fazer o que eu quisesse. Era absolutamente ideal!
Trabalhar com Mystara tinha seus prós e contras. Um problema era que ninguém na equipe estava ao menos um pouco interessado em OD&D ou Mystara, especialmente no início. Por outro lado, isso significava que eu poderia fazer praticamente o que quisesse com esses produtos. O outro fator chave foi que eu também gerenciava as aquisições de freelancers na TSR, permitindo que eu contratasse quem eu queria para qualquer produto que fosse. Naturalmente, escolhi ótimos escritores para os acessórios de D&D. Estrategicamente, eu estava no melhor lugar de todos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Astaroth, o Segundo Senhor dos Infernos


“Acho que está tudo pronto: os círculos estão desenhados, os materiais preparados e as palavras decoradas. Eles perceberão, meu aluno, que meu conhecimento supera em muito o deles, e que em breve seremos muito mais poderosos do que qualquer um!
Não há limites para o que o ouro pode comprar, rapaz...

...mas antes de começarmos, me alcance outra maça. A anterior estava deliciosa! Pensando bem, me dê todas. Não... deixe-as ai e saia! Eu fico com elas. Não preciso de sua ajuda ou de suas mãos podres em minhas preciosas maçãs, SAIA AGORA!”


 
 Astaroth (preguiça, ociosidade, ganância)

Astaroth é dos quatro grandes demônios que governam os infernos, líder de uma imensa horda de criaturas caóticas. Quem confunde sua corpulência e modos calmos com falta de firmeza e sagacidade comete este erro apenas uma vez.


Manifestações do seu poder:

Dificilmente Astaroth se manifesta diretamente no plano comum, visto que há muito que fazer em seu posto. Contudo, é comum amaldiçoá-lo como responsável pelos problemas de saúde decorrentes de uma vida sedentária ou abusiva, como cirrose e gota. Dizem também que ele sussurra palavras doces e suaves para tiranos e déspotas, fazendo com que se preocupem apenas em “engordar” seus cofres e reservas.   


Representação:

Astaroth aparenta ser um homem nu, alto e robusto, com uma barriga protuberante. Seu braço esquerdo é uma serpente gorda e lenta, capaz de regurgitar ouro ou alimentos deliciosos. Estes alimentos são tão saborosos que, se provados, causam dependência imediata, podendo levar a vítima à morte pela simples privação deste prazer.

Um poderoso dragão infernal lhe serve de mascote e transporte, de forma que dificilmente Astaroth desmonta de sua fera.

Seu símbolo profano é uma serpente apontando para baixo, cruzando uma coroa invertida.


Seguidores:

Os seguidores de Astaroth são criaturas glutonas e bárbaras (como alguns gigantes) e senhores de terras ricos e gananciosos. Arcanos e clérigos malignos ocasionalmente se arriscam a entrar em contato com Astaroth em busca de riqueza fácil, preparando inúmeras defesas e proteções mágicas contra os efeitos nefastos deste senhor infernal. Normalmente, sobrevivem apenas aqueles que lhe convém.




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Mais uma vez, somos brindados com uma excelente ilustração do Diego Madia! Visite seu blog para mais desenhos clicando aqui.
Para conferir mais sobre outros demônios, clique aqui!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A dungeon de T1 e a dungeon do DMG

Hoje encontrei um blog legal, chamado "Unfrozen Caveman Dice-Chucker", e uma matéria em especial me chamou a atennção.

Após muito estudo e pesquisa, Timrod (dono do blog) faz uma comparação entre a dungeon que vem como exemplo no Livro do Mestre da 1ed AD&D e a "casa fosso" (Moathouse) do módulo T1- The Village of Hommlet. Ambos foram publicados no mesmo ano, em 1979, e sugestões mostram que ambos mapas vieram da mesma fonte, do mesmo rascunho.

As comparações são muito interessantes, como a descrição semelhante dos arredores, o design (ambas têm uma aprte facilmente acessível por maneiras óbvias e áreas secretas), os ocupantes (na dungeon "óbvia", ocupantes oportunistas, e na dungeon "secreta", ocupantes com uma razão específica de estarem ali) e muitas outras semelhanças.

Um ponto importante é essa comparação entre mapas:
 Em T1, é descrito que existem 12 zumbis ali, e que estão acomodados em pares nas salas. Obesrvem como o desenho da direita, da dungeons do DMG, acomoda muito mais facilmente os 12 zumbis? Em T1, eles estão nas salas e alguns atrás de pilares, e no DMG, caberiam direitinho no corredor.

Enfim, é um texto muito interessante de ler, e que revela muito do que Gygax pensava sobre a construção de dungeons. Com certeza, a lógica por trás disso tudo é fora de série.

(leia a matéria completa aqui)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Three Castles Award 2012

Como já comentei antes, o 3CA é uma premiação entregue para o melhor produto de RPG do ano, escolhido por um grupo de juizes que soma mais de 200 anos de RPG nas costas. A premiação ocorre durante a North Texas RPG Convention, e a primeira edição do prêmio ocorreu ano passado,e o vencedor foi o excelentíssimo "The Dungeon Alphabet", de Michael Curtis.



Este ano temos os seguintes concorrentes:

-ASE1 - Anomalous Subsurface Environment, por Patrick Wetmore


88 páginas, versões em pdf e impressa, feito para o sistema Labyrinth Lord (ou seja, fácilmente adaptado aos sistemas "D&D like"). Descreve um cenário futurista (li no Grognardia algo como "The Dying Earth" encontra Thundarr, o Bárbaro") e o primeiro nível de uma megadungeon. A capa, muito old school por sinal, é obra de Brian "Glad" Thomas, um dos meus ilustradores favoritos.



 
Realms of Crawling Chaos, por Daniel Proctor 
64 páginas, versões em pdf e impressa, feito para o sistema Labyrinth Lord. Um suplemento Lovecraftiano de Dark Fantasy, bem descrito pelo Fabiano Neme aqui. O pdf tem um preço bem convidativo também.


 

Stars Without Number, por Kevin Crawford 

É um sistema de RPG de ficção científica com regras amistosas aos sistemas old school. Adota um sistema "sandbox" de aventura, e tem uma versão gratuíta em pdf, com 210 páginas, além da versão impressa. Dizem que pode ser comparado com uma mistura de OD&D e Traveller.




Tome of Adventure Design, por Matt Finch
Feito para ser usado pelo Swords & Wizardry e pelo Pathfinder, o livro tem 308 páginas e versões em pdf e impressa. Este livro conta com mais de 400 tabelas para auxiliar na craição de aventuras




O evento ocorre em junho e foca em sistemas pré-1999, além de dar suporte aos retro clones (mesmo assim, qualquer sistema é bem-vindo). Vale a pena ler um pouco mais sobre cada um , escolher o favorito e torcer!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Campanha, Aventurando-se em Greyhawk e Mudança de Rumo

Não sei se é de conhecimento de alguem, mas recentemente meu grupo (eu + um jogador = vários personagens) terminou o módulo The Keep on the Boderlands.
O resultado foi bom, considerando que um henchman morreu, todos os hirelings morreram, e um pc converteu-se para o Caos (após roubar itens profanos) e virou um npc, abandonando o grupo.

Seguimos agora, após alguma aventuras, no sétimo nível (na verdade, eu dei os níveis. Em nosso ritmo de jogo, prefiro dar nível após uma "campanha" do que ir somando XP. Mas isso, apenas para esse caso em particular), na cidade de Greyhawk.

Utilizando as aventuras prontas que vem na caixa, o grupo estava investigando o misterioso sumiço de funcionários nas docas. Em apenas algumas aventuras (lembrando que nossas aventuras duram de uma hora a uma hora e meia, uma vez por semana), o grupo conseguiu um mapa do esgoto logo abaixo das docas, subornando um funcionário da Guilda dos Tratadores dos Esgotos.

O engraçado foi o seguinte: o grupo se dividiu para tentar consegui um mapa. Parte foi para o Departamento de Mapas e o resto para a Guilda dos Tratadores. Na hora de descrever a atendente do Dep de Mapas, sem querer comentei que ela mencionara que estava em vias de ser promovido. Isso fez com que, no meu julgamento, ela não colocasse em risco sua promoção ajudando o grupo. Resultado: eles conseguiram o mapa pela Guilda.

É fascinante como às vezes, como Mestre, uma palavrinha pode mudar o rumo das coisas. Saber se adaptar é importante, com certeza!

Bom, hoje eles entraram no esgoto, e lutaram contra "Scrags" (trolls de água doce), sem saber que de fato, eram trolls. A surpresa de "ah...acho que são trolls" foi impagável, logo após que a cabeça da criatura decaptada mordeu o clérigo do grupo. O jogador comentou "e eu que pensava em levar a cabeça como prova de que haviam monstros no esgoto!", e foi muito engraçado.

Eles ainda estão enfrentando as criaturas, e em breve, relato como foi o desfecho de "A Far Cry From the Swamp".

Lição tirada nas aventuras deste arco, até agora: dando mais "vida" aos npcs, podemos nos surpreender como o rumo das coisas pode mudar. O mestre tem que estar sempre "ligado" no jogo, pois a qualquer momento ele pode "sem querer" alterar o rumo de algo planejado na aventura.

(ps: aqui vai o video resenha que fiz da caixa "City of Greyhawk", para o blog Vorpal.)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Read Magic! A história das miniaturas oficiais de D&D (parte 7)

Em 1999 a Wizards of the Coast (WotC)começou a produzir sua própria linha de miniaturas e é óbvio que todo o esforço foi feito para produzir uma excelente linha de miniaturas da perspectiva de jogo e artística. A WotC trabalhou com muitas das melhores esculturas da época para produzir uma incrível linha de miniaturas, apesar de não terem sido a linha mais popular já feita. Os detalhes das miniaturas eram perfeitos, sem muitos detalhes desnecessários que se tornassem um fardo para o pintor, mas o suficiente para fazer dela um modelo bonito e interessante.

O melhor das miniaturas da WotC é que elas quase sempre pareciam melhor pintadas do que alguém poderia imaginar ao começar a pintá-las. Isto torna o ato de pintá-las muito agradável, pois nada é melhor do que pintar uma mini e pensar "puxa, esta aqui ficou muito melhor do que pensei que ficaria!".

      (Hennet, sorcerer)

Mesmo com estes méritos, a linha da WotC tinha alguns problemas sérios: aquelas feitas para bases plásticas não encaixavam direito na base e muitos modelos tinham muitas peças para montar, mesmo as figuras pequenas que outros fabricantes já haviam feito com apenas um molde.
Isto combinado com a WotC lançando as regras para a 3ª edição de D&D e rumores que miniaturas de plástico eram uma possibilidade futura, serviram para reduzir a popularidade da linha e com isso a linha da WotC não recebeu a atenção que merecia dos colecionadores, o que faz com que estas minis tenham um preço mais baixo em relação à outras séries mais procuradas e fora de catálogo. [N.T: eu particularmente agradeço pelas minis de plástico. São fáceis de guardar, fáceis de achar e na sua maioria com preços acessíveis para quem procura apenas minis para RPG. Claro, mesmo com repaint, nota-se que a qualidade de uma miniatura de plástico é inferior a uma de chumbo lançada nos dias de hoje, mas é um preço a se pagar pela facilidade de ter uma miniatura pintada a um preço baixo]

A WotC produziu três linhas de miniaturas. A primeira foi a linha "TSR Silver Anniversary" em 1999. As miniaturas eram excelentes, tinha bases de metal e não tinham montagem desnecessária de peças. Estas são de longe as miniaturas mais populares da Wotc [N.T: de chumbo, claro] com preços variando de 7-30 dólares. Na época três caixas foram lançadas, uma magnífica caixa "black dragon" e duas de Diablo.

(box Diablo II, Box Monsters e Slayer que vem no box do Diablo II)

Seguindo a linha de aniversário, as miniaturas para a 3ed foram produzidas em 2000 e 2001. Esta linha tinha várias ótimas miniaturas, apesar de sofrerem dos defeitos de base e montagem já comentados acima. Várias caixas forma lançadas. O valor não alcança as do Silver Anniversary, mas podem varia de 5-20 (blister) e 20-40 (box/caixa). As últimas caixas fazem parte da linha Chainmail, e estão detalhadas em outra página.[N.T: ou seja, são o assunto da próxima postagem ;)]

É uma pena que a WotC não tenha continuado com sua linha de miniaturas de metal pois eram miniaturas maravilhas e que prometiam sucesso. Enquanto miniaturas pré-pintadas de plástico são ótimas para jogadores que querem apenas para RPG e não para pintar, seria legal se a WotC continuasse com as de metal para o resto de nós.

      (dragão do box "black dragon")

Algumas miniaturas foram relançadas em plástico e de vez em quando isso ocorre de novo. A linha de minis de plástico da WotC tem algumas figuras ótimas e muitas figuras necessárias para jogar a última edição de D&D, mas se a WotC pudesse apenas lançar elas em metal e colocá-las em blisters...realmente não acho que fazer isso iria atrapalhar seus negócios de plástico, mas eles possivelmente perceberiam que não valeria o tempo deles.
Pelo menos um pintor pode pegar uma miniatura pré-pintada, colocar uma moeda na base (ou melhor, fixá-la propriamente) para que seja derrubada e pintá-la, que é o que muitas pessoas estão fazendo...


[N.T: as fotos deste post são do site "Minibase"]