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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Jim Ward sobre a morte dos personagens

Postado no perfil de Jim Ward ( Facebook, 12/11/2018)





A Morte de Personagens

Nesta semana mestrei quatro jogos e todos os personagens morreram durante a sessão. Eu tenho a reputação de matar todos os personagens dos meus jogadores e esta reputação não me agrada. Eu poderia facilmente desenvolver uma aventura onde todo mundo sobrevive até o fim sem problemas. Contudo, não acha este estilo de jogo interessante.
Sempre criei várias brechas na partida para aqueles que procurarem por eles possam sobreviver. Deixe-me dar alguns exemplos:

No primeiro jogo de Metamorphosis Alpha o líder temporário disse “faça o que fizerem, não atirem em distância corpo a corpo”. Parecia bem lógico pra mim. O grupo inteiro de jogadores ignorou essa regra desde o início e começaram a perder seus personagens um a um. O mesmo grupo encontrou um poderoso robô militar que queria conversar com eles. Imediatamente, começaram a atirar nele com seus rifles de plasma. A criatura atirou de volta com poderosas rajadas energéticas.
Ao invés de correrem após verem o quão poderosos os raios eram, eles permaneceram e morreram em uma chuva de raios.
Em meu jogo Dragonscales eles chegaram até uma porta. Eu disse que era obviamente altamente mágica. Notifiquei que haviam 4 barras de ferro na porta. Tentaram empurrar a porta e naturalmente o relâmpago os matou.

Eu joguei com Gary Gygax e morri várias vezes no início de minha carreira de aventureiro. Morri cada vez menos conforme fui aprendendo a ser cuidadoso. Jogadores não são nem um pouco cuidadosos e parecem surpresos quando coisas obviamente fatais matam seus personagens.
Finalmente, um dos meus grupos encontrou uma medusa. Um dos personagens foi transformado em pedra, e os outros poderiam ter fugido. Ao invés, cinco do grupo foram transformados em pedra. Enfim, atualmente sempre dou avisos aos jogadores para serem cuidadosos nos meus jogos. Digo que jogadas inteligentes permitirá que sobrevivam. Mestrei o mesmo jogo de MA para 11 amigos algumas semanas atrás. Jogaram cautelosamente e somente 4 morreram. Pode acontecer de personagens sobrevivam.

sábado, 7 de outubro de 2017

Jim Ward, Rob Kuntz e a "auto bola de fogo"

James Ward comentou em seu perfil no Facebook sobre uma história divertida.
Jim começou a mestrar no fim dos anos 70, e tinha uma partida logo antes de Gygax. Ou seja, seu grupo era o grupo de Gary, jogadores veteranos e bem vividos nas artes do jogo.

James sabia que eles seriam críticos ferrenhos, e usou de todo seu conhecimento literário fantástico para preparar algo interessante. Em algum livro (que ele não recorda), existia uma criatura chamada "Diss", que na minha leitura parecem as formigas de marte do episódio do Pica Pau :D

James colocou uma bela caixa de teca (um tipo de madeira chique) na encruzilhada da dungeon. Quem a avistasse, perceberia na hora que era um item muito bem feito, de fabricação superior.


Rob Kuntz pegou a caixa e a quebrou, liberando milhares de Diss que o atacaram, causando 3 pontos de dano por rodada. Ele começou a dizer que estava esmagando eles com as mãos, e Jim respondeu que ele conseguia matar 4 por rodada (lembrem que eram milhares!).

 "Eu rolo no chão!", gritou Kuntz, em desespero.
"Ok, você matou mais dez dos milhares de insetos que estão te devorando".

"Eu não acredito que vou fazer isso", disse Kuntz, enquanto lançava uma bola de fogo em si mesmo.

E depois disso, nenhuma caixa de teca foi aberta durante o resto da campanha.

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Skipp Williams (que fez parte da mesa de teste do AD&D de Gary, e é um dos criadores da 3ed) disse que a bola de fogo causava "apenas" 6d6, e que vinha de uma varinha. E que nas mesas de Jim, todos deveriam ter um método de auto-imolação :D

terça-feira, 18 de julho de 2017

O tapa na cara de James Ward - DragonStrike

Estava escutando um antigo podcast do Save or Die (meu novo vício), e em uma entrevista, perguntam a James Ward, criador de uma porrada de coisa na TSR, sobre sua participação especial no vídeo do Dragon Strike (1993), um projeto bizarro de boardgame com pitadas de rpg e uma fita VHS.

Ele conta que estava no set, certificando-se que as coisas ao menos pareceriam com algo relacionado a RPG (visto que praticamente ninguém ali sabia), quando comentou "seria legal trabalhar com isso".
Após essas palavras, o diretor se aproximou e convidou-o a participar.

Em dado momento, seu personagem leva um tapa no rosto, mas a atriz foi muito delicada. O diretor diz "corta!", e James fala que ela pode dar com mais vontade, visto que ele era um "cara crescidinho". E assim, o tapa foi repetido, mas ainda não a contento do diretor, que fez a cena se repetir mais 7 vezes!

No fim, Jim Ward estava com uma bela marca vermelha.

Assistam o video aqui (e a porrada de Jim em 3:15)  :
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"WildSpace" seria a continuação, baseada em Spelljammer. Contudo, o produto nunca evoluiria além deste trailer:

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Dragon Ball Z e Jim Ward


“Assisti 457 episódios de DBZ e sete filmes [os episódios especiais] diferentes.”

Dai ele conta como as regras deram certo, até a empresa entregar o jogo para dois caras que não manjavam nada de card games, e o jogo quase morreu. A empresa voltou com as regras antigas, e o jogo continuou a fazer sucesso.

Putz, mais de 400 episódios para fazer o jogo!! Isso que é dedicação.  Penso que quando montamos uma aventura, é interessante pesquisar temas que se relacionam a ela. Se existem muitas aranhas na trama, ler um pouco sobre vários tipos de aranhas pode dar um brilho especial a aventura.

Ter confiança do material que você está apresentando aos jogadores pode fará com que todos aproveitem mais o jogo.

(leia mais sobre James "Jim" Ward aqui)

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Como James Ward conheceu Gygax

Encontrado originalmente aqui.
Tradução livre abaixo do original

James Ward, sobre como conheceu Gygax:
One fateful Tuesday, I was poring through the racks, picking up the newest Conan and Arthur C. Clarke novels. When I reached the end of the racks, I had seven books in my hand. There was a gentleman doing the very same thing beside me. When he got done, he and I had the exact same books in our hands. We laughed at the coincidence and he started talking about a game he had just invented where a person could play Conan fighting Set. I was instantly hooked on the idea. A few weeks later I was regularly going over to Gary Gygax’s house to learn the game of Dungeons & Dragons.

Numa terça feira, eu estava procurando novidades de Conan e Arthut C. Clarke. Quando cheguei ao fim da prateleira, tinha sete livros em minhas mãos. Tinha um senhor fazendo a mesma coisa ao meu lado. Quando ele terminou, tínhamos os mesmo livros em mãos.
Rimos da coincidência e começamos a falar sobre um jogo que ele tinha recém inventado onde uma pessoa poderia jogar no cenário do Conan. A idéia me fisgou na hora. Algumas semanas depois eu estava indo regularmente na casa de Gary Gygax para aprender a jogar Dungeons & Dragons.