Sempre achei engraçado na dublagem brasileira do Caverna do Dragão um momento em que um pixie chama um "búli -úgui" de "sapo brigão" (vejam aqui).
Conversando com Luke Gygax, ele me passou a seguinte informação:
Hey Rafael. I don’t recall the exact year, but I was probably 8 or 9. We lived in the country outside of the village of Clinton, WI at that time. We had 22 acres of land with a creek running through the back between the house and the barn. I used to spend time in the woods playing. There was a lot of birds, bugs, frogs, lizards and other creatures. One day my dad was talking about monsters he had made up for an adventure.
I enjoyed reading the Monster Manual and making up my own monsters. So I started talking about an idea with him. I liked lizard men so I though why not have frog men. We talked it over and he put the stats to it. And thus the bullywug was invented! In later years I developed the Sobekki for The Lost City of Gaxmoor that we’re essentially tougher lizardmen. My Dad helped me with that too during play testing.
Basicamente ele diz que aos 8 ou 9 anos ele passava um tempo brincando numa região com sapos, insetos,lagartos e criaturas do tipo. Um dia, Gygax estava falando sobre um monstro que havia criado. Luke curtia ler o Monster Manual e fazer seus próprios monstros. Como ele gostava do homem lagarto, pensou que seria legal fazer homens sapos. Assim, junto de seu pai, criaram o bullywug.
Obs: nesse episódio, destaque para a dublagem "versão brasileira" da resposta do Ent, em +/- 2:10.
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quarta-feira, 27 de junho de 2018
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
Appendix N no Brasil - parte 1
Essa ideia tinha me ocorrido a muito tempo, mas os afazeres do dia a dia deixaram ela pra lá. O comentário do colega Crustie Noise me reascendeu essa ideia, e portanto, vamos tentar compilar ao máximo o número de livros que temos por aqui.
Só para os desavisados: "Appendix N" era um dos apêndices no AD&D1ed, em que Gygax relatava livros que o inspiraram na criação do D&D, ou que fossem "leitura obrigatória" para todo fã. A lista completa, em inglês está do lado direito deste blog.
Por fim, esta postagem será atualizada conforme eu conseguir mais informações. Claro, faltam os Conan, Elric e Lankhmar, mas em breve eu os coloco aqui!
Poul Anderson
A Espada Quebrada. Citado diretamente no Appendix N, publicado pela Global Editora e Distribuidora Ltda.

Leigh Brackett
Escritora prolífica no campo da ficção científica, também conhecida como "A Rainha do Space Opera". Aqui temos "A Equação Humana", com participação de Leigh e Ray Bradbury no conto "Lorelei da Névoa Escarlate"
Fredric Brown
Existem muitos livros desse autor, conhecido dentre outras características por histórias curtas, de 1 a 3 páginas. Desconheço ainda qual a ligação dele com o Appendix N, e pelo volume de material, não saberia recomendar nenhum em específico.
Edgar Rice Burroughs
Recomenda-se a "série 'Marte'". Uma Princesa de Marte, Os Deuses de Marte, O Comandante de Marte. E claro, John Carter - Entre Dois Mundos (apesar deste ser escrito tendo o filme como base). A série "Pellucidar" não tem muita representatividade em nossa língua, assim com a série "Vênus". Estes primeiros temos pela editora Aleph.
Edit (10/07/18): Outra série muito importante desse autor é "Pellucidar". Infelizmente não temos os livros desta série por aqui, mas um "spin off" com o Tarzan se passa em Pellucidar (pra quem não sabe, Burroughs é criador do Tarzan). Dois livros e quadrinhos contam essa história.
Gardner Fox
Série "Kothar": Kothar of the Magic Sword ("A Espada das Mil e Uma Mortes"), Kothar and the Demon Queen ("No Reino da Mulher Demônio"), Kothar and the Conjurer's Curse ("A Conjuração dos Feiticeiros". Esse seria adaptado para uma história em quadrinhos do Conan, Kothar and the Wizard Slayer ("O Mago Exterminador", que junto com "No Reino da Mulher Demônio". fora publicada em um "2 em 1")
Até a data de hoje, apenas o primeiro, Kothar: Barbarian Swordsman, não foi traduzido.
Jack Vance
A famosa série Dying Earth conta com apenas duas entradas aqui. O livro A Agonia da Terra, e o conto "Mazirian, o Mágico", da coleção "Isaac Asimov apresenta: Magos - Os Mundos Mágicos da Fantasia"
Edit 2/1/18
E a história Mazirian, o Mago, que tem no livro Magos, está no Agonia da Terra, que apresenta as seguintes histórias:
Turjan de miir, pág. 5
Mazirian o mago, pág. 27
T'sais, pág. 49
Liane, o viandante, pág. 83
Ulan Dhor, pág. 99
Guyal de Esfera, pág. 133
Obrigado Arnóbio W. Filho, do grupo Amantes de Livros de Ficção Científica no Facebook
Só para os desavisados: "Appendix N" era um dos apêndices no AD&D1ed, em que Gygax relatava livros que o inspiraram na criação do D&D, ou que fossem "leitura obrigatória" para todo fã. A lista completa, em inglês está do lado direito deste blog.
Por fim, esta postagem será atualizada conforme eu conseguir mais informações. Claro, faltam os Conan, Elric e Lankhmar, mas em breve eu os coloco aqui!
Poul Anderson
A Espada Quebrada. Citado diretamente no Appendix N, publicado pela Global Editora e Distribuidora Ltda.

Leigh Brackett
Escritora prolífica no campo da ficção científica, também conhecida como "A Rainha do Space Opera". Aqui temos "A Equação Humana", com participação de Leigh e Ray Bradbury no conto "Lorelei da Névoa Escarlate"
Fredric Brown
Existem muitos livros desse autor, conhecido dentre outras características por histórias curtas, de 1 a 3 páginas. Desconheço ainda qual a ligação dele com o Appendix N, e pelo volume de material, não saberia recomendar nenhum em específico.
Edgar Rice Burroughs
Recomenda-se a "série 'Marte'". Uma Princesa de Marte, Os Deuses de Marte, O Comandante de Marte. E claro, John Carter - Entre Dois Mundos (apesar deste ser escrito tendo o filme como base). A série "Pellucidar" não tem muita representatividade em nossa língua, assim com a série "Vênus". Estes primeiros temos pela editora Aleph.
![]() |
| Editora Nacional (1946), e Editora Record (1964) |
Edit (10/07/18): Outra série muito importante desse autor é "Pellucidar". Infelizmente não temos os livros desta série por aqui, mas um "spin off" com o Tarzan se passa em Pellucidar (pra quem não sabe, Burroughs é criador do Tarzan). Dois livros e quadrinhos contam essa história.
Gardner Fox
Série "Kothar": Kothar of the Magic Sword ("A Espada das Mil e Uma Mortes"), Kothar and the Demon Queen ("No Reino da Mulher Demônio"), Kothar and the Conjurer's Curse ("A Conjuração dos Feiticeiros". Esse seria adaptado para uma história em quadrinhos do Conan, Kothar and the Wizard Slayer ("O Mago Exterminador", que junto com "No Reino da Mulher Demônio". fora publicada em um "2 em 1")
Até a data de hoje, apenas o primeiro, Kothar: Barbarian Swordsman, não foi traduzido.
Jack Vance
A famosa série Dying Earth conta com apenas duas entradas aqui. O livro A Agonia da Terra, e o conto "Mazirian, o Mágico", da coleção "Isaac Asimov apresenta: Magos - Os Mundos Mágicos da Fantasia"
Edit 2/1/18
E a história Mazirian, o Mago, que tem no livro Magos, está no Agonia da Terra, que apresenta as seguintes histórias:
Turjan de miir, pág. 5
Mazirian o mago, pág. 27
T'sais, pág. 49
Liane, o viandante, pág. 83
Ulan Dhor, pág. 99
Guyal de Esfera, pág. 133
Obrigado Arnóbio W. Filho, do grupo Amantes de Livros de Ficção Científica no Facebook
sábado, 7 de outubro de 2017
Jim Ward, Rob Kuntz e a "auto bola de fogo"
James Ward comentou em seu perfil no Facebook sobre uma história divertida.
Jim começou a mestrar no fim dos anos 70, e tinha uma partida logo antes de Gygax. Ou seja, seu grupo era o grupo de Gary, jogadores veteranos e bem vividos nas artes do jogo.
James sabia que eles seriam críticos ferrenhos, e usou de todo seu conhecimento literário fantástico para preparar algo interessante. Em algum livro (que ele não recorda), existia uma criatura chamada "Diss", que na minha leitura parecem as formigas de marte do episódio do Pica Pau :D
James colocou uma bela caixa de teca (um tipo de madeira chique) na encruzilhada da dungeon. Quem a avistasse, perceberia na hora que era um item muito bem feito, de fabricação superior.
Rob Kuntz pegou a caixa e a quebrou, liberando milhares de Diss que o atacaram, causando 3 pontos de dano por rodada. Ele começou a dizer que estava esmagando eles com as mãos, e Jim respondeu que ele conseguia matar 4 por rodada (lembrem que eram milhares!).
"Eu rolo no chão!", gritou Kuntz, em desespero.
"Ok, você matou mais dez dos milhares de insetos que estão te devorando".
"Eu não acredito que vou fazer isso", disse Kuntz, enquanto lançava uma bola de fogo em si mesmo.
E depois disso, nenhuma caixa de teca foi aberta durante o resto da campanha.
----
Skipp Williams (que fez parte da mesa de teste do AD&D de Gary, e é um dos criadores da 3ed) disse que a bola de fogo causava "apenas" 6d6, e que vinha de uma varinha. E que nas mesas de Jim, todos deveriam ter um método de auto-imolação :D
Jim começou a mestrar no fim dos anos 70, e tinha uma partida logo antes de Gygax. Ou seja, seu grupo era o grupo de Gary, jogadores veteranos e bem vividos nas artes do jogo.
James sabia que eles seriam críticos ferrenhos, e usou de todo seu conhecimento literário fantástico para preparar algo interessante. Em algum livro (que ele não recorda), existia uma criatura chamada "Diss", que na minha leitura parecem as formigas de marte do episódio do Pica Pau :D
James colocou uma bela caixa de teca (um tipo de madeira chique) na encruzilhada da dungeon. Quem a avistasse, perceberia na hora que era um item muito bem feito, de fabricação superior.
Rob Kuntz pegou a caixa e a quebrou, liberando milhares de Diss que o atacaram, causando 3 pontos de dano por rodada. Ele começou a dizer que estava esmagando eles com as mãos, e Jim respondeu que ele conseguia matar 4 por rodada (lembrem que eram milhares!).
"Eu rolo no chão!", gritou Kuntz, em desespero.
"Ok, você matou mais dez dos milhares de insetos que estão te devorando".
"Eu não acredito que vou fazer isso", disse Kuntz, enquanto lançava uma bola de fogo em si mesmo.
E depois disso, nenhuma caixa de teca foi aberta durante o resto da campanha.
----
Skipp Williams (que fez parte da mesa de teste do AD&D de Gary, e é um dos criadores da 3ed) disse que a bola de fogo causava "apenas" 6d6, e que vinha de uma varinha. E que nas mesas de Jim, todos deveriam ter um método de auto-imolação :D
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Sabedoria de Mike Mornard (parte 4) - Aventurando-se
Para quem não lembra quem é Mike Mornard, sugiro ler as partes anteriores.
[...]Minha aventura favorita foi como um Mago de 1º nível. Eu havia escutado sobre uma entrada que levava ao 3º nível de Greyhawk [N.T.: neste caso, "Greyhawk" era a dungeon que eles jogavam, e não a cidade ou cenário em si] e fui atrás.
Sozinho.
Com 3 PV e a magia Enfeitiçar Pessoas.
Apenas eu.
Um Mago de 1º nível.
No Castelo Greyhawek
Com Gary Gygax como Mestre.
Alcancei o 2º nível no fim da noite com XP suficiente para faltar apenas 1 para o 3º nivel. Eu corri, me escondi, joguei lanternas (fogo, olho e um lugar para segurar em um pacote conveniente!), eu me escondi, e me escondi mais um pouco.Então, tenho ondas de "porra nenhuma de simpatia" por pessoas que reclamam que é chato jogar com Magos de nível baixo.
[...]Minha aventura favorita foi como um Mago de 1º nível. Eu havia escutado sobre uma entrada que levava ao 3º nível de Greyhawk [N.T.: neste caso, "Greyhawk" era a dungeon que eles jogavam, e não a cidade ou cenário em si] e fui atrás.
Sozinho.
Com 3 PV e a magia Enfeitiçar Pessoas.
Apenas eu.
Um Mago de 1º nível.
No Castelo Greyhawek
Com Gary Gygax como Mestre.
Alcancei o 2º nível no fim da noite com XP suficiente para faltar apenas 1 para o 3º nivel. Eu corri, me escondi, joguei lanternas (fogo, olho e um lugar para segurar em um pacote conveniente!), eu me escondi, e me escondi mais um pouco.Então, tenho ondas de "porra nenhuma de simpatia" por pessoas que reclamam que é chato jogar com Magos de nível baixo.
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
AD&D 2Ed e a CA crescente
Ouvindo o excelente podcast do Dead Games Society com David "Zeb" Cook, aprendi algo muito interessante: a 2ed deveria ter sido criada com CA crescente.
Pra começar, aos que não sabem, digo que Zeb Cook é um dos grandes responsáveis por mudanças de regras na vida do D&D. Não apenas o famoso 2ed, mas o Expert Set e o Oriental Adventures também contam no seu currículo, assim como uma vasta gama de aventuras.
Bom, explicando ao público que eles tinham o compromisso de fazer uma 2ed, eles usariam muito do feedback da época, das mesas de grupos e de suas próprias, para oficializar várias house rules, dar um update em algumas regras antigas, e mudanças cosméticas e/ou práticas.
A ideia quanto ao CA era que ela crescesse, pois assim, ela não teria limite. Contudo, uma das ordens da empresa era de manter o jogo familiar ao público. Afinal, eles tinham um depósito cheio de material da 1ed.
Desta forma, acabaram por fazer o sistema do Thac0 como o conhecemos hoje, uma maneira mais elegante do que as tabelas da 1ed. Independente do caro leitor gostar ou não (Rafael Vivian está por ai?),foi uma saida inteligente para um problema da época.
Mais tarde, como podemos ver com a troca da 2ed para a 3ed, essa questão ficou menos evidente, e tivemos muitas mudanças, e o trabalho de adaptar se tornou maior.
EXTRA
Uma postagem antiga minha, perdida na internet:
Mesmo assim, é ótimo ler o real intuito do autor.
Pra começar, aos que não sabem, digo que Zeb Cook é um dos grandes responsáveis por mudanças de regras na vida do D&D. Não apenas o famoso 2ed, mas o Expert Set e o Oriental Adventures também contam no seu currículo, assim como uma vasta gama de aventuras.
Bom, explicando ao público que eles tinham o compromisso de fazer uma 2ed, eles usariam muito do feedback da época, das mesas de grupos e de suas próprias, para oficializar várias house rules, dar um update em algumas regras antigas, e mudanças cosméticas e/ou práticas.
A ideia quanto ao CA era que ela crescesse, pois assim, ela não teria limite. Contudo, uma das ordens da empresa era de manter o jogo familiar ao público. Afinal, eles tinham um depósito cheio de material da 1ed.
Desta forma, acabaram por fazer o sistema do Thac0 como o conhecemos hoje, uma maneira mais elegante do que as tabelas da 1ed. Independente do caro leitor gostar ou não (Rafael Vivian está por ai?),foi uma saida inteligente para um problema da época.
Mais tarde, como podemos ver com a troca da 2ed para a 3ed, essa questão ficou menos evidente, e tivemos muitas mudanças, e o trabalho de adaptar se tornou maior.
EXTRA
Uma postagem antiga minha, perdida na internet:
David “Zeb” Cook sobre “perícias”.
David “Zeb” Cook é um dos principais game designers
responsáveis por obras como o 2ed AD&D, o cenário de campanha Planescape e
os suplementos Taladas e Oriental
Adventures, dentre vários outros feitos.
Apesar do uso de perícias ser sugerido anteriormente, foi
em Oriental Adventures que a esta regra das perícias comuns começaria a se
desenvolver no forma que conhecemos hoje no 2ed.
Vamos ler algumas sábias palavras de Zeb, quando
perguntado no fórum Dragonsfoot sobre perícias:
“Acho que elas foram uma coisa boa. Uma das coisas que
faltavam no AD&D era qualquer senso de que seu personagem tivesse uma vida
real além das habilidades de classe. Elas davam ao jogador um modo de criar um
background mais informado culturalmente para seus personagens.
Bem usadas e aplicadas, as perícias eram a maneira de
dizer coisas como “Este é o resultado de ter sido criado por
fazendeiros/lobos/clérigos/piratas.” Levava as pessoas a pensarem sobre seus
personagens como algo além de um ser que brotou pronto da testa de Zeus. Agora,
as perícias não funcionaram tão bem quando elas se tornaram apenas desculpas
para fazer coisas especiais em combate. Neste ponto elas perderam o sentido de
fazer seu personagem mais do que uma classe e se tornaram outra maneira de
‘bombar’ ele.”
Podemos ver então que a intensão das perícias não era de
criar uma muleta, mas sim, de dar um sabor diferenciado aos personagens, uma
cor diferente através de ajustes menores nas regras. Acredito que as perícias
não foram uma mecânica muito feliz pelo problema exposto no fim do comentário.
As pessoas não compravam “fazer potes de barro”, mas sim “lutar no escuro”.
Talvez se as regras fossem um pouco diferente, separando as perícias em
“perícias de profissão”, “perícias de hobby” e assim em diante, as coisas
poderiam ter um resultado diferente.
Me criei com o sistema de perícias, apesar de não
utilizá-lo mais, e vejo uma ótima idéia com uma executão não tão boa.
terça-feira, 16 de maio de 2017
A arte completa da caixa vermelha
Um dos grandes ícones do D&D é a red box de Frank Mentez. Com o intuito de adequar o jogo ao publico iniciático nos RPGs, a TSR lançaria novamente uma versão básica do jogo (um contraponto a outra série concomitante, o "Advanced" Dungeons & Dragons.
Frank Mentez comentou em sua linha de tempo sobre esta arte, e achei bem interessante:
Frank Mentez comentou em sua linha de tempo sobre esta arte, e achei bem interessante:
[...] Os conceitos iniciais para a capa eram semelhantes aos anteriores, com um grupo de aventureiros enfrentando um dragão. Isto quase foi usado, mas incomodava Gary, Depois que as cores estavam prontas para serem finalizadas em óleo, depois de muitos planos feitos, Gary mudou o curso. Ele pediu para Larry [N.T.: Elmore] para focar a ação em apenas um guerreiro e um dragão...e a mundialmente famosa capa da Red Box havia surgido.[...]
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Margaret Weis sobre Dragonlance
Na sua linha de tempo no Facebook, M. Weis explicou algumas coisas bem legais sobre DL:
- A história que os romances de DL (a primeira trilogia) teria vindo de uma sessão de jogo é uma lenda urbana que persiste. A história foi criada por Laura e Tracy Hickman,enquanto viajam de carro de Utah para Wisconsin para trabalhar na TSR. Eles imaginaram cavaleiros montados em dragões, e vieram com os três primeiros personagens: Tanis, Kitiara e Laurana.
-Depois dos romances, o grupo criativo se encontrou uma única vez para jogar DL em AD&D. Tracy era o Mestre (e criou Bupu), Margaret jogava como Goldmoon e Terry Phillips como Raistlin. Terry teria inventado a voz rouca e o aspecto peculiar de Raist.
- Este mesmo time (desconheço por enquanto quem seria o time completo) criou o nome "Raistlin" ("wasted man", algo como "homem devastado") e Caramon ("caring man", algo como "homem que se importa").
- A parte em que Raistlin controla a mente de Bupu veio de uma partida de AD&D.
- A primeira vez que o grupo testou os personagens na aventura, eles morreram em Xak Tsaroth. Tanis deixou cair o cajado de cristal azul enquanto era descido pelo poço, e umas pedras caíram na cabeça de Khisanth (a dragoa negra). "Teria dado um livro curto", comenta Margaret.
-Origem dos kenders: o time de design queria uma raça tipo um halfling que fosse ladrão. Tracy não gostou da ideia de uma raça de ladrões, então criou os kenders, que roubam não por ganancia, mas por curiosidade.
-A ideia de ter um produto orientado para dragões veio quando a TSR contratou um grupo de consultoria, que após alguns estudos, constatou que o jogo tinha mais "dungeons" do que "dragons". Foi neste momento que Tracy contou sobre sua ideia.
Não sei se todas, mas a maioria das informações estão no "Annotated Chronicles, livro que apresenta a trilogia inicial, com notas dos autores.
- A história que os romances de DL (a primeira trilogia) teria vindo de uma sessão de jogo é uma lenda urbana que persiste. A história foi criada por Laura e Tracy Hickman,enquanto viajam de carro de Utah para Wisconsin para trabalhar na TSR. Eles imaginaram cavaleiros montados em dragões, e vieram com os três primeiros personagens: Tanis, Kitiara e Laurana.
-Depois dos romances, o grupo criativo se encontrou uma única vez para jogar DL em AD&D. Tracy era o Mestre (e criou Bupu), Margaret jogava como Goldmoon e Terry Phillips como Raistlin. Terry teria inventado a voz rouca e o aspecto peculiar de Raist.
- Este mesmo time (desconheço por enquanto quem seria o time completo) criou o nome "Raistlin" ("wasted man", algo como "homem devastado") e Caramon ("caring man", algo como "homem que se importa").
- A parte em que Raistlin controla a mente de Bupu veio de uma partida de AD&D.
- A primeira vez que o grupo testou os personagens na aventura, eles morreram em Xak Tsaroth. Tanis deixou cair o cajado de cristal azul enquanto era descido pelo poço, e umas pedras caíram na cabeça de Khisanth (a dragoa negra). "Teria dado um livro curto", comenta Margaret.
-Origem dos kenders: o time de design queria uma raça tipo um halfling que fosse ladrão. Tracy não gostou da ideia de uma raça de ladrões, então criou os kenders, que roubam não por ganancia, mas por curiosidade.
-A ideia de ter um produto orientado para dragões veio quando a TSR contratou um grupo de consultoria, que após alguns estudos, constatou que o jogo tinha mais "dungeons" do que "dragons". Foi neste momento que Tracy contou sobre sua ideia.
Não sei se todas, mas a maioria das informações estão no "Annotated Chronicles, livro que apresenta a trilogia inicial, com notas dos autores.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
O Bulette de Tim Kask
É muito estranho quando eu juro que escrevi sobre algo, e quando vou procurar no blog, não encontro!
O pessoal do excelente "Tomos de Sabedoria" fez uma postagem sobre a criatura, usando como referência os vídeos de entrevista com o pai da criatura, Tim Kask. Procurei nas minhas notas, e encontrei o que eu havia escrito, mas aparentemente, nunca publicado.
Vejam também essa postagem de Tony DiTerlizzi sobre o Bulette e seus irmãos de Hong Kong:
http://diterlizzi.com/home/owlbears-rust-monsters-and-bulettes-oh-my/
O pessoal do excelente "Tomos de Sabedoria" fez uma postagem sobre a criatura, usando como referência os vídeos de entrevista com o pai da criatura, Tim Kask. Procurei nas minhas notas, e encontrei o que eu havia escrito, mas aparentemente, nunca publicado.
-Criado por
Tim Kask, sua origem vem de um monstrinho de plástico encontrado em lojas tipo
“1,99”. A pronúncia correta de seu nome é “bu-lêi”. O nome foi dado em função
do formato do brinquedo, que parecia uma bala, sendo inclusive chamado “the
bullet”. Como estavam passando por um período de crítica a qualquer coisa que
fosse francesa (década de 70), o nome “bulette” surgiu como uma brincadeira com
a língua.
-Tim queria
criar um monstro para aventuras ao ar livre, e por isso pensou que seria
interessante que o bulette se alimentasse de cavalos e pôneis, mas que
realmente apreciasse um bom halfling escondido em sua toca.
Recentemente (20/02/2017), Tim me disse que estava ficando muito comum nos jogos os personagens terem "dwarven poneis", pois estes enxergavam no escuro e podiam carregar grandes cargas e eram destemidos. Eles caíram na preferencia dos jogadores, e a pequeno pônei se espalhou como uma praga pelas mesas de RPG. Tim afirma ter criado o bulette para acabar com isso.
-O apelido “landshark” é uma referência a sua barbatana, vista durante seu ataque enquanto o corpo ainda estaria enterrado. Outra referência ao nome veio de um quadro do programa “Saturday Night Live”, em que um tubarão batia na porta das pessoas dizendo ter um telegrama para elas. Em algum momento, ele era referido como “landshark”.
Recentemente (20/02/2017), Tim me disse que estava ficando muito comum nos jogos os personagens terem "dwarven poneis", pois estes enxergavam no escuro e podiam carregar grandes cargas e eram destemidos. Eles caíram na preferencia dos jogadores, e a pequeno pônei se espalhou como uma praga pelas mesas de RPG. Tim afirma ter criado o bulette para acabar com isso.
-O apelido “landshark” é uma referência a sua barbatana, vista durante seu ataque enquanto o corpo ainda estaria enterrado. Outra referência ao nome veio de um quadro do programa “Saturday Night Live”, em que um tubarão batia na porta das pessoas dizendo ter um telegrama para elas. Em algum momento, ele era referido como “landshark”.
Vejam também essa postagem de Tony DiTerlizzi sobre o Bulette e seus irmãos de Hong Kong:
http://diterlizzi.com/home/owlbears-rust-monsters-and-bulettes-oh-my/
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Ilustrações Clássicas - Tysiln San e o Vale dos Magos
Voltando com explicações sobre imagens bacanas do D&D da TSR, achei meio sem querer essa aqui. Quer dizer, eu já conhecia a imagem, possivelmente por causa do Spellfire, mas lendo as explicações da aventura no D&D Classics (DMs Guild, agora), me deparei com a explicação.
Artista:Roger Loveless
Nome*: Vale of the Mage
Cenário: Greyhawk
Tysiln San é uma drow foragida do Vault of the Drow, um lugar nem um pouco amistoso, como o nome sugere. Depois de muitas dificuldades e perigos, ela acaba se tornando protetora do vale. O elefante, por sinal, também serve pra proteger, e possivelmente ele é um dos dois elefantes encantados por um "Animal Friendship".
O vale fica encostado no "Barrier Peaks", o mesmo lugar que a aventura "Expedition to the Barrier Peaks".
Além da drow, temos elfos, elefantes, gnomes, corujas gigantes e um grande numero de criaturas. Torres de guardas, vigias e patrulhas são alguns dos empecilhos de tentar entrar no Vale.
Tysiln aparece pela primeira vez no livro Greyhawk Adventures.
* Muitas imagens não tem nome, ou mesmo, ganham nome após anos de publicação. Por isso, acho melhor colocar o nome do produto, ou um dos produtos, que a imagem aparece.
Artista:Roger Loveless
Nome*: Vale of the Mage
Cenário: Greyhawk
Tysiln San é uma drow foragida do Vault of the Drow, um lugar nem um pouco amistoso, como o nome sugere. Depois de muitas dificuldades e perigos, ela acaba se tornando protetora do vale. O elefante, por sinal, também serve pra proteger, e possivelmente ele é um dos dois elefantes encantados por um "Animal Friendship".
O vale fica encostado no "Barrier Peaks", o mesmo lugar que a aventura "Expedition to the Barrier Peaks".
Além da drow, temos elfos, elefantes, gnomes, corujas gigantes e um grande numero de criaturas. Torres de guardas, vigias e patrulhas são alguns dos empecilhos de tentar entrar no Vale.
Tysiln aparece pela primeira vez no livro Greyhawk Adventures.
* Muitas imagens não tem nome, ou mesmo, ganham nome após anos de publicação. Por isso, acho melhor colocar o nome do produto, ou um dos produtos, que a imagem aparece.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
A Sucubus que saiu da Playboy
Todos conhecem a "arte pirata de Greg Bell", certo?
De acordo com Mike Mornard, as arte de Bell era horríveis, a ponto dele questionar Gygax do motivo de ter escolhido este artista (que na época, era um adolescente ajudando o amigo com seu jogo maluco). A resposta foi simples: "Porque Greg trabalhava a 2$ por ilustração".
Insatisfeito, Mornard encontrou Sutherland no SCA, um grupo internacional dedicado a preservar e estudar costumes principalmente da Europa medieval (muitos escritores famosos como Diana Paxson , Poul Anderson e Steve Jackson - pelo menos, o americano- faziam/fazem parte). Assim, o contato com Gary foi feito e fomos presenteados com algumas artes de David Sutherland.
Bom, o motivo dessa postagem na verdade nem tem bem a ver com isso, mas como adoro descobrir coisas da história do D&D, estou compartilhando com vocês.
A Succubus desenhada por Sutherland, no MM do AD&D 1ed foi inspirada na garota do poster da Playboy de maio de 77, Sheila Mullen. Concluímos, então, que de certa forma, devemos agradecer a arte pirata de Greg Bell.
De acordo com Mike Mornard, as arte de Bell era horríveis, a ponto dele questionar Gygax do motivo de ter escolhido este artista (que na época, era um adolescente ajudando o amigo com seu jogo maluco). A resposta foi simples: "Porque Greg trabalhava a 2$ por ilustração".
Insatisfeito, Mornard encontrou Sutherland no SCA, um grupo internacional dedicado a preservar e estudar costumes principalmente da Europa medieval (muitos escritores famosos como Diana Paxson , Poul Anderson e Steve Jackson - pelo menos, o americano- faziam/fazem parte). Assim, o contato com Gary foi feito e fomos presenteados com algumas artes de David Sutherland.
Bom, o motivo dessa postagem na verdade nem tem bem a ver com isso, mas como adoro descobrir coisas da história do D&D, estou compartilhando com vocês.
A Succubus desenhada por Sutherland, no MM do AD&D 1ed foi inspirada na garota do poster da Playboy de maio de 77, Sheila Mullen. Concluímos, então, que de certa forma, devemos agradecer a arte pirata de Greg Bell.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Ilustrações Clássicas - The Gorgon contra Michael Roele
Birthright.
Esta ai um cenário fantástico que teve pouquíssimo crédito, graças a uma série de fatores que levaram a TSR pro brejo. Mas como o assunto não é a TSR, vamos falar um pouco dessa cena fantástica!
Artista: Tony Szczudlo
Nome:?
Cenário: Birthright

Resumindo bem, os deus resolveram travara uma grande batalha, reunindo forças de humanos, elfos, monstros, etc, para lutarem ao seu lado. A grande batalha acabou com a morte dos deuses, e sua essência caiu sobre todos os combatentes sobreviventes, o que lhes imbuiu, em forças diferentes, com poderes divinos.
A cena em si é da luta entre Michael Roele, o último Imperador de Anuire, sendo derrotado pelo poderosíssimo regente conhecido como "O Gorgon". No cenário de Birthright, você pode roubar o poder da linha de sangue (de alguém que o possua), aumentando o seu próprio.
Este esquema "Highlander" é um dos chamarizes do cenário, e o Gorgon queria aumentar o seu. Contudo, antes do golpe fatal (não é decapitação, mas perfurar do coração) que transferiria seu poder para a criatura, o último Imperador transfere (sabe-se lá como) seu poder para a própria terra, frustrando os planos do inimigo.
Logo após, Michael seria dividido em dois pela espada do Gorgon.
Artista: Tony Szczudlo
Nome:?
Cenário: Birthright

Resumindo bem, os deus resolveram travara uma grande batalha, reunindo forças de humanos, elfos, monstros, etc, para lutarem ao seu lado. A grande batalha acabou com a morte dos deuses, e sua essência caiu sobre todos os combatentes sobreviventes, o que lhes imbuiu, em forças diferentes, com poderes divinos.
A cena em si é da luta entre Michael Roele, o último Imperador de Anuire, sendo derrotado pelo poderosíssimo regente conhecido como "O Gorgon". No cenário de Birthright, você pode roubar o poder da linha de sangue (de alguém que o possua), aumentando o seu próprio.
Este esquema "Highlander" é um dos chamarizes do cenário, e o Gorgon queria aumentar o seu. Contudo, antes do golpe fatal (não é decapitação, mas perfurar do coração) que transferiria seu poder para a criatura, o último Imperador transfere (sabe-se lá como) seu poder para a própria terra, frustrando os planos do inimigo.
Logo após, Michael seria dividido em dois pela espada do Gorgon.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Ilustrações Clássicas - o cara tipo Elric
Sempre achei muito massa essa imagem, antes mesmo de fazer ideia de quem era Elric de Melniboné.
Algo nessa espada negra, com brilhos como se tivesse um universo inteiro dentro dela....uau!Bill Willingham foi um dos primeiros ilustradores da TSR, responsável por várias artes muito inspiradoras, e cheias de movimento. A capa de "S2- White Plume Mountain" (a versão colorida) é de Jeff Dee, e a contra capa de Bill.
Artista: Bill Willingham
Nome: ??? (1980)
Cenário: Greyhawk
Não tem muito o que contar sobre a imagem, pois o principal não é o homem segurando a espada, mas a espada em si. "Blackrazor" se tornaria uma arma icônica em muitas mesas.
Assim como a "Stormbringer" de Elric, Blackrazor é uma espada inteligente que almeja sugar a alma de seus adversários, deixando seu usuário mais forte.
No fundo, o que parece ser a White Plume Mountain compõe o cenário.
Curiosamente, a espada aparece no jogo Baldur's Gate II, que se passa no cenário de Forgotten Realms. Acho legal imaginar que certos artefatos podem ser interplanares, ou que os cenários são alternativas dimensionais de uma mesma realidade, ou que alguém muito poderoso levou o item de GH para FR...as possibilidades são limitadas pela imaginação do mestre!
Para ler mais sobre o módulo S2 (e os outros módulos desta série), clique aqui.
Curiosidade: a imagem que conhecemos é apenas uma parte do que seria o quadro inteiro. Encontrei esta versão no excelente blog "Black Gate".
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
A capa de "Dave Arneson's True Genius"
Já falei antes sobre este livro (clique aqui), mas hoje descobri que ele inclusive já tem capa.
Não temos outras novidades, mas achei legal postar a capa. O que esperar deste livro?
Ainda não tenho ideia, mas não gostaria que fosse algo cheio de mágoas e ressentimentos, como alguns trechos do livro da Judges Guild.
Não temos outras novidades, mas achei legal postar a capa. O que esperar deste livro?
Ainda não tenho ideia, mas não gostaria que fosse algo cheio de mágoas e ressentimentos, como alguns trechos do livro da Judges Guild.
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sábado, 24 de dezembro de 2016
Novo documentário e o primeiro mago de RPG
Do vindouro documentário sobre Blackmoor, Dave Arneson e a criação do RPG.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Gygax sobre magos de baixo nivel
Mais uma postagem perdida, resgatada:
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Recentemente na lista do Old Dragon o assunto “magos” veio a tona. Eles são fortes, fracos, desbalanceados, equilibrados, com armas, sem armas, etc. Como hoje Gygax faria 73 anos (parabéns, Grande Mestre!), eu estava lendo um antigo Q&A e achei algo legal que gostaria de dividir com vocês (e também, algo que comentaram na lista).
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Recentemente na lista do Old Dragon o assunto “magos” veio a tona. Eles são fortes, fracos, desbalanceados, equilibrados, com armas, sem armas, etc. Como hoje Gygax faria 73 anos (parabéns, Grande Mestre!), eu estava lendo um antigo Q&A e achei algo legal que gostaria de dividir com vocês (e também, algo que comentaram na lista).
Uma vez perguntaram para Gary Gygax o “por que magos são tão
fracos no primeiro nível?”. A resposta foi precisa, ao estilo Gygax:
Magos fracos no primeiro nível? Há! Essa é uma pergunta
velha, e que posso responder facilmente usando as regras do OAD&D [N.T.
AD&D 1ed], a principal origem do mago em jogo. Questionador, você é um
ogre, um monstro grande e forte de 4º nível [N.T. 4 dados de vida]. Eu sou um
pobre mago fraquinho. Estamos a 9 metros de distância. Você se move para
atacar, eu lanço a magia Sono. Você perde. Agora, eu serei qualquer outro tipo
de personagem, e você continua sendo o ogre. Você ganha…a menos que meu
personagem seja bem sucedido em fugir.
Magos de baixo nível geralmente são armas de um ou dois
disparos, mas a “artilharia” é potente. Isto se enquadra bem com um grupo
equilibrado de personagens de baixo nível, onde nenhum é verdadeiramente forte
sozinho.
Podemos observar também algo que eu já disse antes: seu
personagem é o que você faz dele. Eu particularmente não acho fácil começar a
jogar RPG logo como “mago”. Muito disso se deve ao conceito que temos de magos
poderosos, e por isso, imagino que deva ser comum pensar em mago e associar ao
Merlin, Gandalf ou seja lá quem for. Mas e os magos novatos? Rincewind, por
exemplo (da série Discworld), era um mago que tinha que saber se virar SEM
magia. O próprio Raistlin no começo do romance de Dragonlance sabia apenas meia
dúzia de magias (e vejam como ele utiliza bem o mesmo exemplo de Gary, o
“Sono”).
Não é um caminho fácil, mas com certeza a recompensa é
grande!
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