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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Novidade não oficial sobre Mystara (ou: adoramos Bargle)

Salve pessoal!
Hoje trouxe uma entrevista com Glen Welch, responsável por um projeto muito bacana: um novo livro para o amado cenário de Mystara.

 1- Conte um pouco sobre você, e de onde tirou a idéia para um livro de Mystara?
Sou conhecido como Mr. Welch, o jogador que começou a listar as coisas que foi dito a não fazer no RPG, que chegavam às centenas. Jogo desde os 11 anos, começando com o set básico. Joguei dezenas de jogos diferentes, adquirindo e vendendo incontáveis coleções, e ainda adicionando itens quando tenho oportunidade de jogar.
 
 2- Por que escolheu a linha de tempo do GAZ de 1000 AC?
Mantive a data de 1000 AC por várias razões. Depois da Wrath of the Immortals, o Hollow World se tornou um fator muito importante, mas não quis o incluir por conta da brevidade do livro, que ficaria com mais de 300 páginas. Segundo, o conflito entre Thyatis e Alphatia era uma grande fonte de tensão, e Wrath retirava este importante ponto da trama. Gosto do mistério de Canolbairth, algo que você perde quando os Shadow Elves tomam conta. Também torna os Shadow Elves em vilões, ao invés da raça ingênua e enigmática que são no gazetteer. Por último, após Wrath, Alphatia se foi, e Thyatis se fechou. Não existem mais impérios para ameaçar o continente. Gosto do cenário com impérios grandiosos ameaçando os horizontes.

3- Quais suas expectativas com esse produto?
Minhas expectativas são uma combinação de paciência e pensamento positivo. Eu adoraria que este livro estivesse em todas as lojas. Isso precisaria de muito dinheiro, então um financiamento coletivo ou algo do gênero seria necessário. Contudo, como Mystara continua como propriedade intelectual da WotC, tenho que aguardar a SDR e a OGL que permitam o uso do cenário da DM’s Guild. Se tudo ocorrer bem, estou falando de dois livros dos monstros, um livro sobre uma nação e é claro, aventuras.

Nosso amado/odiado Bargle, junto do barão Black Eagle

4- Diga seu produto favorito de Mystara, e o que você menos gosta.
Meu favorito é Night’s Dark Terror, não há segredo nisso. Para um módulo que começa no nível 1, tem mais aventura e ganchos do que qualquer campanha da 5E até agora. O menos favorito seria Ylaruam. De todos os gazetteers, este é o menos descritivo. Não tem a imersão que os outros proporcionam com detalhes ou personagens. Apresenta apenas um detalhe de uma única cidade, e é bem vago sobre as políticas internas.

5- E sobre arte? Poderia falar mais sobre este trabalho fantástico?
Os dois artistas principais são Rick Hershey e Mischa Jones.
Rick fez a capa, e é um veterano com muita experiência. Ele tem seis artes no livro, na capa e no inicio dos capítulos. Mischa fez a maior parte da arte interna, sendo mais conhecida por seu trabalho em anime e quadrinhos, mas é uma velha amiga e a uso na maioria dos meus projetos.
A arte apresentou alguns problemas, pois muitas coisas nunca foram ilustradas, ou aparecem em preto e branco. Bargle por exemplo, foi apresentado em livros e revistas de cinco formas diferentes. Parte do desafio é trazer coisas apenas descritas à vida.

6- Quando você espera que este projeto esteja pronto? Nossas carteiras estão coçando de emoção.

Fora a arte e o playteste o livro está pronto. Tem 179 páginas, maior do que o Sword Coast Guide. Como eu disse, não posso lançar até que a WotC permita usar cenários além de Forgotten Realms, mas depois de aprovado, vai ao ar no mesmo instante. Desejo algo na faixa dos $20, que para um livro colorido e deste tamanho, está na faixa dos demais no mercado.

7- E o que podemos esperar do livro?
O livro é dividido em cinco capítulos: “Locais e Eventos” tem uma variedade grande de conteúdo, background e trivia para jogadores e Mestres. “Heróis” tem quarto novas raças e mais de 20 arquétipos com novos backgrounds e talentos para você jogar. “Os Imortais” tem detalhes extensos sobre religião e os Imortais, assim como Esferas para clérigos. “Mágica” tem as mudanças mais radicais, além da adição de novas magias tem as artes secretas de Glantri e magia de runas Nórdicas, um poderoso e arriscado novo meio de magia. Por ultimo, a seção sobre comércio tem novas regras para comprar itens mágicos, uma seção gigantesca sobre comida e bebida local e muitos itens mágicos novos.

Morgan Ironwolf (aquela da 'chain shirt'), a futura capa do projeto!

sábado, 11 de maio de 2013

Um pouco sobre o box Champions of Mystara

Salve pessoal!
Hoje temos um video curtinho sobre o box Champions of Mystara, de 1993, escrito por Bruce Heard e Ann Dupuis.



ps: Ao contrário do que deixei a entender no video, a série Voyage of the Princess Ark não esta na íntegra neste box, o que é uma pena  :(

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aventura para Mystara, por Bruce Heard

Como já devem ter percebido, Bruce Heard, um dos maiores nomes na produção de Mystara anda bem ativo na comunidade RPGística.

Em seu blog, "New...and to be improved", Bruce nos brinda com uma excelente aventura (The Dog Days of Rougeain) para o cenário de Mystara, usando as regras do AD&D 1ed (mas facilmente adaptado para outros sistemas). Não tive a oportunidade de jogar, mas a trama é muito interessante, envolvendo nobreza, licantropia e vampiros!

Confiram também o grupo do Facebook "Mystara Reborn" e participem das discussões (e tirem um tempo para fazer suas perguntas ao grande Bruce Heard!)

domingo, 4 de dezembro de 2011

X1 - The Isle of Dread

 
 
Estou trabalhando numa ambientação inspirada no módulo X1- The Isle of Dread, que tenho faz algum tempo e até então nunca tinha lido mais a fundo.

A idéia por trás do módulo não é original, mas não menos bacana por causa disso.

Publicada em 1981 e escrita por David “Zeb” Cook (o “papai do 2ed AD&D) e Tom Moldvay (responsável pelo D&D Básico que sucedeu o de Holmes e antecedeu o de Mentzer), esta talvez seja a segunda aventura mais jogada em sua época (perdendo apenas para B2- The Keep on the Borderlands), justamente por acompanhar o caixa de expansão “Expert” do D&D (tanto a deMoldvay quanto a de Mentzer). Ela também fora vendida isoladamente.

Capa da 1ª impressão
 
A história é simples: um grupo de aventureiros encontra um pergaminho em suas aventuras, mas este é encharcado por uma chuva repentina. Ao chegar a Specularum (este módulo é ambientado no cenário de Mystara), eles acabam descobrindo que o pergaminho, após secar no fogo, revela intrigantes informações sobre a Isle of Dread, com promessas de tesouros e um mapa incompleto. Dito isso, a “ação” da aventura comece em um navio, em busca da ilha.

Parte disso se deve ao fato que o Expert acrescentava regras para aventuras ao “ar livre”, com regras para exploração, navegação, etc. Na verdade, ele é descrito como um módulo introdutório à aventuras na “wilderness” (regiões selvagens).

 Bom, fora esta motivação, não existe muita história que obrigue o grupo a ficar na ilha. Contudo, vejo isso como um ponto forte, e é o que pretendo fazer com meu projeto,  “A Ilha Perdida de Harmak”.

Você tem vários elementos interessantes, como seres primitivos, piratas, dinossauros, raças exóticas e elementos de um “mundo perdido”. Como o usuário “rogueattourney” do Dragonsfoot disse, “é como King Kong sem o macaco gigante”. Você tem xamãs, criaturas pré-históricas e certo misticismo incomum no lugar que são ganchos prontos para o DM, bastando acrescentar um pouco de imaginação.

Capa da 2ª impressão

Outro grande ponto a favor do módulo X1 foi a descrição (incluindo mapas) de algumas regiões do cenário de Mystara, ainda não tão bem explorado na época.

Por fim, ainda somos brindados com boas artes vindas de Jeff Dee, Erol Otus, David Sutherland e outros nomes da época.

Recomendo para aqueles que desejam criar algo neste estilo, pois vale a pena.

(obs: existem adaptações para outras edições do D&D, a maioria para 3ed - publicadas na Dungeon Magazine)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Um pouco sobre Mystara

Mystara é mais um dos “mundos” criados para o D&D, mas talvez seja o mais confuso de entender sua origem e relação com outros produtos, visto que originalmente este não era seu nome.
Vamos tentar, então, “começar pelo começo”:

“O Mundo Conhecido”

O mundo básico onde se passavam os jogos de D&D não tinha nome, e as referências geográficas nos módulos eram bem genéricas. Os módulos “Expert” (X), “Companion” (CM), “Master” (M) e alguns Gazeteers* (GAZ) usavam termos genéricos como “mundo”, “continente”, ou “mundo de campanha” para definir o que viria a ser Mystara.

Isto mudaria em 1988 no GAZ6 (Rockhome) ao chamar o mundo de “D&D® game’s Known World”, e mais tarde no GAZ10 (The Orcs of Thar) apenas como “Known World” (algo como “Mundo Conhecido”).

“O que diabos é Mystara?”

De acordo com o Set 5: Immortal Rules (1986), o nome do planeta seria “Urt”, mas pelo visto decidiram ignorar este fato e renomear o planeta como Mystara (alguns acreditam que a origem do nome “Mystara” vem de “Mystery Star”, o que na minha opinião é uma hipótese no mínimo engraçada). De qualquer maneira, Mystara acabou sendo um mundo onde vários cenários de diferentes autores acabaram se juntando para criar um mundo único, com diferentes níveis de sucesso na empreitada.


“Blackmoor”

Originalmente, Blackmoor era o cenário criado por Dave Arneson para seus jogos de miniaturas e que mais tarde também seria usado como cenário teste para o que se tornaria o D&D.
Sua primeira publicação foi em 1975 como segundo suplemento para o OD&D (1974). Apesar do título, não incluía nenhuma informação sobre o cenário, a não se a aventura “Temple of the Frog”, que mais tarde ganharia seu próprio módulo.

Mystara - Módulos de D&DMystara - Módulos de D&D

A confusão começa no instante em que é decidido que Blackmoor seria parte tanto do Known World (Mystara) quanto de Greyhawk, criado por Gary Gygax.

Blackmoor em Mystara

Como parte de Mystara, Blackmoor existiu no passado distante do mundo, a mais de 4 mil anos, e cuja civilização após atingir seu ápice tecnológico destruiu a si mesma numa catástrofe global.
A princial ligação entre Mystara e Blackmoor acaba sendo viagens no tempo e/ou aventuras onde artefatos tecnológicos são descobertos, como pistolas e espadas laser. Os eventos que ocorrem nas aventuras em Blackmoor podem alterar o presente em Mystara, o que é uma sacada muito bacana. A ambientação em Blackmoor deu-se principalmente devido aos módulos da série “DA”: Adventures in Blackmor, Temple of the Frogs, City of the Gods e Duchy of Ten (este último foi o único que não veio nas notas de campanha de Arneson).

Blackmoor em Greyhawk

Já em Greyhawk, Blackmoor ocupa uma posição bem menos intrigante. Começou como uma piada interna na mesa de Gygax e também como uma maneira de homenagear seus colegas escritores e suas criações. De certa forma, a existência de Blackmoor em mais de um mundo permitia que personagens como Mordenkainen (Gygax) e Robilar (Kuntz) pudessem aventurar-se tanto no Castle Greyhawk como na City of the Gods de Blackmoor, numa mesma campanha.
Apesar desta idéia de “cenário interligado”, Blackmoor saiu oficialmente em Greyhawk como um pequeno reino ao norte do continente, habitado predominantemente por humanos.

“Certo, mas como ficou afinal?”

No final, temos os seguintes nomes mais importantes para entender um pouco sobre Mystara:

-Mystara: nome do planeta (antes chamado de Urt e de Known World)
-Known World: conjunto de nações num nível tecnológico e cultural o da Terra por volta do séc. XV, mas sem a pólvora.
-Savage Coast: a 2000 milhas oeste do Known World, está a Savage Coast, uma área que começou no módulo X9 The Savage Coast e que foi expandida até a 2ed do AD&D, publicada na caixa “Red Steel” e mais tarde online (tem tanta coisa pra falar de Savage Coast que merece uma postagem só pra falar das coisas boas, ruins e bizarras!).
-Hollow World: isso mesmo, dentro de Mystara existe um mundo inteiro, pois o planeta é “oco”. O nível de civilização e cultura é parecido com o dos antigos egípcios, gregos e astecas/maias/incas (ainda não sei diferenciá-los, me desculpem). Iluminado por um sol vermelho no centro de Mystara, o Hollow World é um mundo a parte, onde civilizações extintas “do lado de fora” do planeta se refugiaram e prosperaram.

Por fim, isso é Mystara: uma curiosa amálgama de projetos e cenários, com características próprias e peculiares e uma boa legião de fãs!

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*Gazeteers eram livros que descreviam lugares, reinos e povos. Alguns traziam além de informação sobre o mundo, mapas, aventuras e marcadores.

Algumas informações foram pesquisadas por efnisien do fórum Dragonsfoot

Consegui muitas informações sobre Mystara com o Havard, já que o mesmo é um grande fã que entende muito do cenário. Ele também é dono do fórum “The Piazza”, dedicado a antigos mundos de D&D. Confiram o fórum e o site pessoal dele, “The Blackmoor Era”.