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terça-feira, 5 de junho de 2018

Frank Mentzer sobre Beholders

Retirado do Facebook, com autorização do Frank Mentzer.


Venho usando Beholders desde 1979, e eu era o perito em 1ed de 81 a 86. O texto a seguir vem da grande experiência, mas é basicamente apenas minha opinião:

1- Os outros 7 efeitos também são raios?
Todos os efeitos são originários de um olho e se espalham um pouco. O olho frontal se espalha significantemente; os outros permanecem menos abrangentes (como raios laser), apesar deles ficarem mais largos com a distância.

2- Como o raio anti magia funciona na prática?
Como os dez outros olhos, ativando a vontade. Os efeitos cônicos se espalham rapidamente, distância de 140’

3-Como o raio anti magia interage com resistência a magia?
Depende da Resistência. A padrão é inata, focada em um poder de 11º nível*. O olho central  do Beholder é muito mais poderoso e não dependente de nível, 100% chance de sucesso sem modificadores!

(*Exemplos de Resistência a Magia: usuário nível 5 tenta usar mísseis mágicos em um demônio com 10% de RM. Modificador de dano: 11-5= 6, x 5%=30% bônus por causa do nível, adicionado a uma base de 10%, então 40% de chance que o míssel mágico falhe)

4- Especificamente sobre (sono, medo e lentidão), vocês os considerariam como raios que atavam um único alvo, ou uma área?
Eles não são magias per se, e não estão sujeitas as regras dos usuários de magia (tempo de execução, componentes, are de efeito, etc). Eles são raios, e afetam apenas um alvo (lembre que 5 +DV.são imunes a Sono).

5- (Pergunta sobre Área de Efeito, e…) Or, ainda, os raios atingem apenas um alvo?
Como na resposta #4.
Determinação por nível é necessária, como pode notar. Trate o Beholder como (PV dividido 4.5) Dado de vida/nível para calcular a duração, etc.

6- Sua maior fraqueza aparenta ser sua baixa mobilidade (3”). Eles podem ser seus próprios alvos (telecinese) para aumentar essa velocidade?
Um Beholder nunca atira em si mesmo. Sim, o Mv é sua principal fraqueza, mas sua inteligência é excepcional, portanto sempre mantenha isso em mente (em um dos filmes do D&D, podemos ver Beholders do lado de fora. Suicidas, óbvio, já que podem ser abatidos com flechas muito além do alcance de seus raios).

7- Os efeitos dos raios necessitam de jogadas de ataque?
Não. Trate-os como varinhas usadas por um PC; nenhuma jogada de ataque, mas o alvo (geralmente) pode jogar uma proteção.

8- Eles podem usar os olhos na mesma rodada em que mordem?
Sim, mas qualquer Beholder meia boca nunca entraria em combate corpo a corpo, nunca chegando perto o suficiente para morder, a menos que o grupo surja com algo realmente surpreendente. Ele planeja sua dungeon e suas rotas de acordo, e não os abandona (80% encontrado no lar).


NÃO perguntadas:

a) Os raios são invisíveis?
Você que decide. É muito injusto e não divertido quando você pede ao jogador fazer uma jogada de proteção para seu personagem versus desintegração, e eles não sabem por que e não conseguem ver nada. Sugiro uma cor diferente para cada raio, de forma que eventualmente os oponentes saibam que raios estão acontecendo.

b) Os efeitos dos olhos secundários podem afetar vitimas dentro do raio Anti Magia do olho central?
Não! Este é o problema com o raio central, ele não pode atacar em nenhuma outra direção. Portanto, você pode assumir tranquilamente que ele usa o raio frontal apenas para combater efeitos conhecidos ou vistos de magias, e normalmente assumindo uma postura de ataque ao invés de ficar na defensiva.

c) Como ele planejaria para melhor utilizar suas habilidades?
Meu pior: ele esta abaixo de você, em um fosso vertical. Você olha para baixo, e dez raios vêm na sua direção.
O fosso vertical (muito difícil de escalar), acessa corredores laterais e nichos onde ele pode emboscar perseguidores.

d) Como lidar com locais de acerto e PV?
 Primeiro role 1d20 para local de acerto: 1-15 = corpo (CA 0), 16-17 = Olho central (CA 0), 18-19 hastes (CA 2), 20 olho menor (CA 7). Compare então o ataque com a classe de armadura apropriada (PV para as partes dados na descrição).


Táticas:
“Lentidão” em Guerreiros, “Desintegrar” em usuários de magias (clérigos, druidas, etc) e “Causar Ferimentos Graves” em Magos.
Ignore “Dormir”, os atacantes provavelmente serão imunes.

  

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Sabedorias de Frank Mentzer - Dragões

No grupo "BECMI" do Facebook (Basic, Expert, Champion, Master e Imortal, que sãos os módulos de instrução do D&D desenvolvidos pelo Frank Mentzer), um membro questionou que achava muito forte um dragão sempre acertar seu ataque de Baforada, dependendo apenas do personagem passar ou não no teste de proteção.

Frank Mentzer responde:

É complicado.
Primeiro eu interpreto o dragão, reagindo ao ocorrido.

Desde pequenos, eles aprendem a regra 1: não se envolvam em combate com aventureiros. Mantenha sua distância. Estes cretinos só querem seu tesouro. Gaste-o se precisar. Fuja, o céu é seu amigo.


Mas uma nota ao DM: é fácil de imaginar a defesa ou reação perfeita, então dê um jeito que o inimigo cometa alguns erros, geralmente com conhecimento limitado.


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sabedoria de Mike Mornard (parte 5)

Mais um post resgatado do Vorpal. Esse é de Maio de 2011!

Leiam as outras partes aqui.

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Bom, antes de tudo quero pedir desculpas aos leitores pelo ritmo lento das postagens. A boa razão por trás disso é que muito trabalho tem sido feito em prol do Old Dragon, e por isso, o tempo para o blog deu uma reduzida. Mas não se sintam abandonados, ok?

Gronan é um jogador das antigas. Tão das antigas que participou das três primeiras campanhas: Blackmoor, Greyhawk e Tékumel. Participando em fóruns tipo o RPG Net, com humor e certo sarcasmo, Michael Mornard deixou algumas pérolas de sabedoria, e trago duas hoje para vocês.

Sobre role-playing:
Adicionávamos por conta. Não existiam regras sobre isso porque ninguém pensava que existia a necessidade; as regras eram para os “malucos” por mecânicas.
A noite que Ernie (Gygax) convenceu uma chimera a não nos atacar, dependia do quão bem Ernie falaria, não de alguma regra. Na noite em que meu Balrog de 3º nível fingia ser um fotógrafo para a revista “Balrog Times”, nosso sucesso dependia de quão bem conseguiríamos divertir o juiz.
As regras eram escritas com uma atitude “Tudo não proibido é permitido”.


Sobre as regras escritas:
Existem duas maneiras completamente diferentes que as pessoas abordam as regras de um jogo (RPG ou outros):
1. Qualquer coisa não especificamente proibida é permitida
2.Qualquer coisa não especificamente permitida é proibida
Qual destas você aceita faz uma diferença incrível em como um jogo funciona. Muitas pessoas parece ter o ponto de vista #2


Existem ainda muitas boas histórias em relação à criação do D&D, mas deixarei para a próxima. Abraço a todos e muito obrigado pelas visitas!