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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Appendix N no Brasil - parte 4

Qualquer um que procure informações sobre os autores do AppN verá que muitos escreviam ficção científica, e que mesmo este gênero era uma grande mistura de outros temas. Vamos dar uma olhada em mais um deles, dentre a coleção de Gygax.

Stanley G. Weinbaum
Não sabemos ao certo o que influenciou Gygax dentre as obras do autor, mas uma das mais difundidas obras é "A Martian Odyssey". Aqui, tivemos a história publicada na coletânea "Para onde Vamos?", vinculada (mais uma vez) a Asimov (editora Hemus, 1979). Recebeu a tradução "Uma Odisséia Marciana".

Mais recentemente (2011), a Não Editora publicou o mesmo conto em seu livro "Ficção de Polpa" #2 com mo título "A Odisséia Marciana".




Acredito que talvez sua influência seja, na verdade, na arte de contar história, ao invés de ter influenciado alguma mecânica em específico. Neste livro (e em outros do mesmo autor), os alienígenas seriam inteligente e acima de tudo, teriam suas próprias motivações que não "conquistar os humanos", "capturar humanos", "ser melhor que os humanos". Eles tem sua própria agenda, e como Joseph Cambpell propôs aos autores da época, eles pensam assim como, ou melhor que os humanos, mas não pensam da mesma forma que os humanos.

Podemos ver, de certa forma, em módulos de 78 (da primeira leva de módulos de AD&D), criaturas neste mesmo intuito, como os kuo toa, drows e gigantes.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Appendix N no Brasil - parte 3


Autores famosos por seus contos tem esse problema: as historias estão espalhadas em diversos livros. Esta lista, a princípio, está completa. Relacionei todos os contos de Howard sobre o cimério, e como podemos ver, apostamos na Pipoca e Nanquim (que tem planos) para que possamos ler em pt alguns contos ainda inéditos aqui.





"The Phoenix on the Sword"  CEeM1 / P7 / CoC1/CoB(PN)
"The Scarlet Citadel" CoC2/ CoB(PN)
"The Tower of the Elephant" CEeM1 / CoC1/ CoB(PN)
"Black Colossus" CEeM2 / CoC1/ CoB(PN)
"Xuthal of the Dusk"' / "The Slithering Shadow" CoC2/ CoB(PN)
"'The Pool of the Black One" CEeM5 / CoC2/ CoB(PN)
"Rogues in the House" CoC2
"Iron Shadows in the Moon" / "Shadows in the Moonlight" CoC2
"Queen of the Black Coast" CEeM4 / CoC1
"The Devil in Iron"  CoC2
“The People of the Black Circle” CoB
"A Witch Shall Be Born" CEeM3
"The Servants of Bit-Yakin" / "Jewels of Gwahlur"
“Beyond the Black River”  CoB
"The Man-Eaters of Zamboula /"Shadows in Zamboula" CoB
“The Hour of the Dragon” CoB
“Red Nails “ PV

Publicadas pós vida
"The Frost-Giant's Daughter" CEeM1 / AFdGdG / CoC1
“Rogues in the House” CEeM1 / CoC2
"The God in the Bowl" CEeM1 / CoC1 /CoB(PN)
"The Vale of Lost Women" CEeM4 / CoC2
“The Black Stranger”
 “Echoes of Valor”
Histórias inacabadas
"The Snout in the Dark" CEeM3
"Drums of Tombalku"
"The Hall of the Dead" CEeM3
"The Hand of Nergal" (fragment) CEeM2

Outros materiais relacionados
"Wolves Beyond the Border"
"The Hyborian Age" CEeM1 / AFdGdG / CoC1/CoB(PN)
"Cimmeria" AFdGdG / CoC1 /CoB(PN)

LEGENDA
AFdGdG: A Filha do Gigante de Gelo
 CEeM: Conan: Espada e Magia
 CoB: Conan, o Bárbaro
CoB(PN): Conan, o Bárbaro (Pipoca e Nanquim)
CoC: Conan, o Cimério
PV: Pregos Vermelhos
 P7: Planeta #7

EDITORAS
Conrad Editora
-Conan, o Cimério Volumes 1 e 2

Editora Três
-Planeta #7

Generale
-Conan: o Bárbaro

Pipoca e Nanquim
-Conan, o Bárbaro

New Comptom Brasil
-Pregos Vermelhos

Red Dragon Books
-A Filha do Gigante de Gelo

Unicórnio Azul
-Conan: Espada e Magia. Volumes 1 ao 5

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Appendix N no Brasil - parte 2




Continuando nossa investigação!

Fritz Leiber
Sua obra mais famosa foi o cenário de Lankhmar, com um bom número de livros. Aqui tivemos um volume em quadrinhos, o conto "Ill Met in Lankhmar"* contando o momento em que Gray Mouser e Fafhrd se conhecem, e "The Snow Women" (As Mulheres da Neve), sobre um jovem Fafhrd ainda na sua tribo bárbara, antes de conhecer seu futuro colega gatuno.

* traduzido como "Encontro Fatídico em Lankhmar" no livro Crônicas de Espada e Magia (Arte e Letra), e "Encontro em Lankhmar" na Magazine de Ficção Científica #10 (Revista Globo S.A.)




Andre Norton
Temos um bom número de livros desta autora, mas como não há indicação específica no Appendix N, talvez seja um pouco difícil de identificar algum volume em específico que nos diga respeito.
A série "Witch World" parece ser influente, mas está presente aqui apenas nos sebos.

"Mundo Diabólico" seria o primeiro da saga, "Witch World" (Estcarp Cycle #1). Seguimos com "O Mundo Fantástico de Estcarp (Estcarp Cycle #2).
Em "Encantamentos" (veja anteriormente) temos "Os Sapos de Grimmerdale", um conto da saga (um "spin off" da série);



Andre Norton escreveu "Quag Keep", a primeira novela de D&D já feita (infelizmente, nunca
traduzida).

Edit: Jeff Goad, do excelente "Appendix N Bookclub" me disse que nas recomendações da edição básica de Moldvay, ele especifica a série Witch World.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Ilustrações Clássicas - Khisanth

Não precisaria avisar, mas esse aqui tem muito spoiler!

Vamos lá: temos Khisanth, um dragão negro do cenário de Dragonlance. Ela é tão legal que tem um pocket apenas dela, chamado "The Black Wing". Conta como ela cresceu e se juntou ao exercito de Takhisis, até o ponto fatídico que culmina em seu encontro com os Heróis da Lança. E é sobre este ponto que falaremos.

Artista: Clyde Caldwell
Nome: Dragons of Despair (1984), Captured (1987)
Cenário: Dragonlance

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Khisanth causa problemas na Dragon Army, após acirrada competição de poder. Takhisis a bane para Xak Tsaroth, uma antiga cidade que agora jaz em ruínas. Contudo, seu papel é importante: guardar os Discos de Mishakal, um importante legado divido e um dos motivos da união dos Heróis da Lança.

O combate é letal, e  Khisanth atinge Riverwind (ele nem ta na imagem, ehehe) com seu ácido, o deixando em estado crítico. Não lembro bem dos detalhes, pois li a muitos anos, mas recordo de ser algo meio gráfico, com órgãos aparecendo ou algo assim (ps: parece que ele morre neste momento, pelo que li no DLNexus).

Goldmoon, sua companheira de tribo, cura o pobre coitado, após fugirem do dragão. Mais um monte de coisas ocorrem, e o grupo encontra Khisanth novamente, e nesta oportunidade, é o mago Raistlin quem paga o pato. Contudo, um fogo divido acerta Khisanth, direto do cajado de Goldmoon, e terminando assim com este que sempre foi um dos meus dragões favoritos.

Aliás, é por causa dessa contenda toda que Raistlin consegue o grimório de Fistandantilus, mas essa história é para outra oportunidade!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ilustrações Clássicas - The Moathouse

Bem, essa ilustração não se chama assim, mas curiosamente, foi criada pensando na "casa-fosso", parte importantíssima do módulo "T1- The Village of Hommlet".

Artista: Clyde Caldwell
Nome: Temple of Elemental Evil
Cenário: Greyhawk (ou nenhum, nesse caso)

Original em http://www.munchkinpress.com/cpg149/displayimage.php?album=13&pos=23

Originalmente, a intenção era que esta fosse a capa de "T1- The Temple of Elemental Evil". Mais tarde, com todos os problemas que a empresa enfrentou, Gygax abandonaria o projeto, passando para Frank Mentzer. Nesse meio tempo, T1 virou "T1-4 The Temple of Elemental Evil".

Podemos notar, inclusive, um sapo gigante nos arbustos, sendo este um dos primeiros inimigos que o grupo enfrenta ao avistar a construção. Por fim, a ilustração acabaria por ser usada no suplemento "AC5 - Character Record Sheets".

Comparem a versão do AC5 com a versão de T1 do Trampier:





Sai o sapo, entra a lagosta gigante, presente na dungeon da moathouse. Lareth e capangas dão as caras também, tirando o foco no grupo de aventureiros, e focando nos perigos. Um meio termo seria a capa de Jeff Dee, em uma impressão posterior, que mostra outra trecho (um mais inicial), em que o grupo é atacado por 12 (!) zumbis que atacam em pares!

Depois acham as minhas aventuras para Old Dragon muito difíceis..





segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Monstros da Velha Guarda

Ok, todos sabem (ou pelo menos, deveriam!) que certos monstros e criaturas do jogo foram inspiradas em lendas e fábulas antigas, na maioria européias (trolls, gremlins, elfos, etc). Seja por nome, aparência ou atitude, vários monstros foram assim criados para o Dungeon & Dragons.

Mas vamos falar de alguns monstros diferentes hoje, monstros criados pela “velha guarda” do D&D.

WEMIC
 


Essa criatura “meio centauro-meio leão” apareceu pela primeira vez num produto chamado “Monster Cards Set 3”, para AD&D 1ed em 1982, e logo em seguida no Monster Manual II do AD&D 1ed, em 1983. Seu criador foi David C. Sutherland, que além de game designer é conhecido por diversas ilustrações feitas para o jogo, incluindo a capa mais famosa do Dungeon Masters Guide (a de 79).


HOOK HORROR

 

O monstro gancho é um dos meus favoritos. Além dos livros, podemos vê-los em um dos episódios de Caverna do Dragão (pra quem tem Ulbra TV, passa todo o domingo pela manhã).

Sua primeira aparição foi na revista White Dwarf número 12 (1979) na coluna “Fiend Factory”. Seu criador foi Ian Livingstone, o “cara do livro jogo”. Mais tarde (1981), ele seria mais um dos monstros que se tornariam famosos ao serem introduzidos no Fiend Folio.

BEHOLDER

 

Nosso estimado monstro voador é um dos poucos monstros a aparecerem em TODAS as edições do jogo. A idéia surgiu inicialmente de Terry Kuntz, irmão de Robert Kuntz e jogador por trás do guerreiro “Terik”, companheiro de aventureiros como “Robilar” (Rob Kuntz) e “Tenser” (Ernie Gygax, filho do Gary). Depois de lançada a idéia, Gary Gygax trabalhou-a e a desenvolveu no monstrinho simpático que aprendemos a amar e temer.


BÔNUS!

Uma trívia rapidinha:


A “Sword of Kas” , cuja primeira aparição foi no livro Eldritch Wizardry, (1976), era uma espada que pertencia a um dos personagens de Tim Kask, o primeiro funcionário oficial da TSR (editor). Ele a descreve como “just a really good sword” (‘apenas uma espada muito boa’) no fórum Dragonsfoot, e a inserção de pequenas menções de suas campanhas era uma maneira própria de “alcançar um tipo de imortalidade”.

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Ok pessoal, continuando com os monstros “crássicos” : Slaad, Death Knight e Githyanki.

Charles Stross criou e publicou estes monstros entre as décadas de 70 e 80 na revista White Dwarf, para depois serem publicadas “oficialmente” no Fiend Folio de 81.

Slaad



  
A semelhança com um dos temas de Lovecraft (seres devotados ao caos, com um tipo de forma anfíbia/aquática) surgiu ao acaso: Stross só iria ler algum conto de Lovecraft anos mais tarde. Estes seres extra-planares vindos do Limbo me enganaram por muitos anos, pois sempre achei que eles vinham de algum pântano, brejo, ou qualquer lugar meio aquático (e eu detestava aventuras marinhas, sabe-se lá por que). Assim como as edições do jogo foram mudando, as cores que representam o poder das castas foram sendo acrescentadas. Independente das cores, quem manda nos slaadi são os Slaad Lords. Agora, por falar em mudanças e acréscimos, existe uma coisa que li, creio que num livro de Planescape, que eu preferia não ficar sabendo (e manter o mistério criado por Charles Stross): na época de acasalamento, os slaadi se reúnem num local “sagrado” e acasalam uns com os outros, pois são hermafroditas. Eles “fertilizam o saco de ovos internos uns dos outros”. Cara….eu podia ter ficado sem essa (e talvez vocês também).


Death Knight

 

Bom, não achei muito sobre a origem do death knight, mas de uma forma ou de outra, eles sempre causam impacto nas campanhas que surgem. Talvez o mais famoso seja Lord Soth, de Dragonlance, mas eu já falei sobre isso na matéria sobre o Fiend Folio (veja com mais detalhes aqui). O que me chama atenção na história do Lord Soth é que não há um demônio que o encante/perverta, ou algo assim, e que venha a lhe transformar num death knight. De certa forma, a esposa dele rogou um tipo de praga por seus atos maléficos que culminaram em sua transformação em um cavaleiro morto-vivo. Acaba sendo um tipo de maldição rogada, e não de corrupção. Claro, isso que estou falando é a história até a 2ed do AD&D. Sabem como o pessoal gosta de inventar coisa depois, espremendo a última gota da casca da fruta ($$$).


Githyanki

Aprendi a gostar dessa raça com o tempo, e é engraçado isto, visto o potencial que uma raça de seres militares extra-planares pode ter numa campanha. Talvez fosse o cabelinho de sorvete italiano, não sei…



A idéia veio do livro de George R. R. Martin “Dying of the Light” (1977). No livro de Martin, os Githyanki possuem fortes poderes psíquicos, e foram usados por outra raça alienígena para lutar contra a humanidade. Ao contrário da raça que conhecemos no D&D, estes githyanki mal apresentavam consciência. George Martin só ficou sabendo do uso do nome em 2000!



BÔNUS!

Fiéis leitores, aqui vai mais um bônus, só pra quem tem paciência de acompanhar meus posts:

O nome do Aparelho [Apparatus] de Kwalish vem do primeiro personagem mago criado por Tim Kask, “Kwalish”