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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Read Magic! A história das miniaturas oficiais de D&D (parte 7)

Em 1999 a Wizards of the Coast (WotC)começou a produzir sua própria linha de miniaturas e é óbvio que todo o esforço foi feito para produzir uma excelente linha de miniaturas da perspectiva de jogo e artística. A WotC trabalhou com muitas das melhores esculturas da época para produzir uma incrível linha de miniaturas, apesar de não terem sido a linha mais popular já feita. Os detalhes das miniaturas eram perfeitos, sem muitos detalhes desnecessários que se tornassem um fardo para o pintor, mas o suficiente para fazer dela um modelo bonito e interessante.

O melhor das miniaturas da WotC é que elas quase sempre pareciam melhor pintadas do que alguém poderia imaginar ao começar a pintá-las. Isto torna o ato de pintá-las muito agradável, pois nada é melhor do que pintar uma mini e pensar "puxa, esta aqui ficou muito melhor do que pensei que ficaria!".

      (Hennet, sorcerer)

Mesmo com estes méritos, a linha da WotC tinha alguns problemas sérios: aquelas feitas para bases plásticas não encaixavam direito na base e muitos modelos tinham muitas peças para montar, mesmo as figuras pequenas que outros fabricantes já haviam feito com apenas um molde.
Isto combinado com a WotC lançando as regras para a 3ª edição de D&D e rumores que miniaturas de plástico eram uma possibilidade futura, serviram para reduzir a popularidade da linha e com isso a linha da WotC não recebeu a atenção que merecia dos colecionadores, o que faz com que estas minis tenham um preço mais baixo em relação à outras séries mais procuradas e fora de catálogo. [N.T: eu particularmente agradeço pelas minis de plástico. São fáceis de guardar, fáceis de achar e na sua maioria com preços acessíveis para quem procura apenas minis para RPG. Claro, mesmo com repaint, nota-se que a qualidade de uma miniatura de plástico é inferior a uma de chumbo lançada nos dias de hoje, mas é um preço a se pagar pela facilidade de ter uma miniatura pintada a um preço baixo]

A WotC produziu três linhas de miniaturas. A primeira foi a linha "TSR Silver Anniversary" em 1999. As miniaturas eram excelentes, tinha bases de metal e não tinham montagem desnecessária de peças. Estas são de longe as miniaturas mais populares da Wotc [N.T: de chumbo, claro] com preços variando de 7-30 dólares. Na época três caixas foram lançadas, uma magnífica caixa "black dragon" e duas de Diablo.

(box Diablo II, Box Monsters e Slayer que vem no box do Diablo II)

Seguindo a linha de aniversário, as miniaturas para a 3ed foram produzidas em 2000 e 2001. Esta linha tinha várias ótimas miniaturas, apesar de sofrerem dos defeitos de base e montagem já comentados acima. Várias caixas forma lançadas. O valor não alcança as do Silver Anniversary, mas podem varia de 5-20 (blister) e 20-40 (box/caixa). As últimas caixas fazem parte da linha Chainmail, e estão detalhadas em outra página.[N.T: ou seja, são o assunto da próxima postagem ;)]

É uma pena que a WotC não tenha continuado com sua linha de miniaturas de metal pois eram miniaturas maravilhas e que prometiam sucesso. Enquanto miniaturas pré-pintadas de plástico são ótimas para jogadores que querem apenas para RPG e não para pintar, seria legal se a WotC continuasse com as de metal para o resto de nós.

      (dragão do box "black dragon")

Algumas miniaturas foram relançadas em plástico e de vez em quando isso ocorre de novo. A linha de minis de plástico da WotC tem algumas figuras ótimas e muitas figuras necessárias para jogar a última edição de D&D, mas se a WotC pudesse apenas lançar elas em metal e colocá-las em blisters...realmente não acho que fazer isso iria atrapalhar seus negócios de plástico, mas eles possivelmente perceberiam que não valeria o tempo deles.
Pelo menos um pintor pode pegar uma miniatura pré-pintada, colocar uma moeda na base (ou melhor, fixá-la propriamente) para que seja derrubada e pintá-la, que é o que muitas pessoas estão fazendo...


[N.T: as fotos deste post são do site "Minibase"]

domingo, 8 de novembro de 2009

Read Magic! - A Estética Mutante do D&D

Pessoal, já faz algum tempo que me deparei com este texto, e posso dizer que me identifico muito com ele, mesmo sendo de 2006. Claro que muitas das afirmações feitas pelo escritor (Trollsmyth) são pontos de vista dele, e não podemos generalizar as coisas. As características apontadas podem estar presentes em ambos os estilos de desenho, mas o fato é que certas características são predominantes em determinados estilos, variando por diversos motivos: público alvo, influências da época, a empresa contratante, etc. Mandei um email para o Trollsmyth falando da possibilidade de traduzir o texto dele, e mediante aprovação, cá estou com este artigo muito interessante! Caso queiram ver o texto original, cliquem aqui. Recomendo também que abram as gravuras em novas abas/janelas, já que o texto é grande.

A Estética Mutante do D&D

Tenho pensado muito recentemente sobre arte e RPG. Ultimamente, os dois se fundiram em uma discussão no RPG.net sobre o surpreendente interesse renovado no 1ed AD&D. Entre as diferenças da 1ª para a 3ª edição que foram discutidas estava o tema da estética adotada pelos respectivos jogos. Se você folhar pelo livro de regras, é nítido ver a diferença da “vibração” de cada jogo, e isso vai muito além de “colorido” vs “preto-e-branco”. Onde os heróis retratados nos livros novos são jovens, bem apresentados e heróicos, a arte da 1ª edição mostra mercenários imundos e gananciosos, geralmente engajados em combate e as vezes até mesmo carregando imundice e cicatrizes esperadas de quem se aventura em dungeons.Existe uma moral ambivalente também. É fácil dizer quem é o vilão e quem é o herói na arte da 3ed. Os caras malvados, sempre NPCs, são sombrios, muitas vezes deformados, com sorrisos maquiavélicos e curvados, enquanto os heróis são altos, entrando em ação, geralmente com cores brilhantes e rostos limpos.A arte na 1ed não é tão clara. Um exemplo clássico é “Emirikol the Chaotic”, do Trampier, encontrada na página 193 do Dungeon Master Guide [N.T: existe uma outra versão desta figura na página 139 do Players revisado da 2ed]. Um mago barbudo galopa por uma rua estreita, seu manto ao vento. Nós assumimos que este seja Emirikol. Ele esta virado para lançar uma magia em um besteiro atrás dele. Um guarda da cidade? Talvez, já que outro sujeito com equipamento semelhante salta da porta do Green Griffon, sacando sua espada para interceptar o feiticeiro. Outro homem barbudo faz uma carranca perante a cena, da segurança da entrada do Green Griffon enquanto outro pobre companheiro arde em chamas no chão, possivelmente outra vítima da magia de Emirikol. Cidadãos apavorados fogem do local. O que esta acontecendo aqui? Por que Emirikol esta correndo numa batalha contra guerreiros? Eles são guardas da cidade, tentando prevenir um crime ou capturar um criminoso? Ou eles são os criminosos tentando assassinar o Emirikol? Quem são os heróis? Quem são os vilões? Existe algum herói, ou todos são vilões? Não há respostas claras. Temos apenas uma cena de ação, desprovida de qualquer contexto moral. Diabos, nem ao menos sabemos se o cavaleiro barbudo é, de fato, Emirikol.

O que segue vem em grande parte de meus posts no RPG.net. Tentei comentar sobre o que vejo como as maiores diferenças em tom alcançadas pela arte da 1ª e 3ª edição do D&D, focando principalmente nos livros do jogador e do mestre. Também dei alguns “chutes” sobre a possível razão destas diferenças.

Sinto que muitas das mudanças na estética podem ser explicadas como uma colisão entre os interesses corporativos da TSR por volta da 2ed e das tendências gerais na literatura fantástica. Do lado da TSR, ouve claramente um afastamento da moral ambivalente da 1ed. A 2ed não apenas assumiu que os PCs seriam heróis bonzinhos, como ativamente enfraqueceu os vilões (não há nada mais patético do que um necromante da 2ed criado pelo Livro do Jogador) e diluiu os poderes do mal. É claro dos primórdios da 2ed que a TSR queria que os “demons” e “devils” da 1ed simplesmente fossem embora, como o Assassino [N.T: por isso, trocaram seus nomes para “Tanar’ri e Baatezu, respectivamente]. Empurrando a idéia de “heróis do bem sempre triunfando sobre o mal” foi uma tentativa de isolar a companhia contra a síndrome da “mãe furiosa”. No fim, o crescimento cultural irrelevante dos RPGs combinaria com esta estratégia para isolar a TSR não apenas das mães furiosas, mas também os consumidores, que sempre ficariam tentados pelos anti-heróis sombrios do “World of Darkness” da White Wolf.

A literatura fantástica na época da 1ed era um gênero sombrio. Apesar do “lugar central” antes ocupado por Tolkien e Lewis, a fantasia foi dominada por heróis populares vindos de revistas. Estes heróis incluem Conan, Elric, e Fafhrd e o Grey Mouser (citados freqüentemente por Gygax como inspiração pessoal). Estes heróis são violentos e sem muitos pudores, intimidadores e muitas vezes sujos e em perigo. A arte da 1ed reflete isso. As tavernas da 1ed estão cheias de mocinhas de formas generosas conversando com heróis festejando (geralmente homens), e as armaduras pesadas, geralmente historicamente corretas ou volumosas, são comuns, e nudez e atos de violência abundam.


Na época em que a 3ed foi lançada, a fantasia havia mudado. Muito. Enquanto alguns da “velha guarda” como Conan e Elric ainda eram respeitados, outros foram esquecidos, como os heróis de Lankhmar de Lieber e Kane de Wagner. Outros foram abertamente insultados, como as novelas de Gor, de Norman. Autores como Robert Jordan, Weis e Hickman, Elizabeth Moon, Marion Zimmer Bradley e Terry Pratchet transformaram o gênero. Onde antes os heróis “pulp” eram aventureiros vigorosos, traçando seus caminhos por mundos indiferentes apenas com suas espadas e perspicácia, os novos heróis eram compassivos e preocupados. Lutavam não apenas riqueza e aventura, mas por causas que eles acreditavam. Muitos eram heróis por acaso, arrancados de suas vidas confortáveis por eventos além de seu controle e colocados no caminho da aventura. A maioria queria simplesmente retornar as coisas a um status quo pacífico e próspero, e viver uma vida calma e despretensiosa.Estes heróis eram na maioria pessoas jovens, incertas de seu papel na sociedade [N.T: podemos observar isso em Tanis, de Dragonlance, ou em Rincewind, de Discworld].


Mais uma vez, a arte reflete isso. A arte da 3ed carece dos vagabundos maltrapilhos da arte da 1ed, substituídos pelas “pessoas belas” da TV e filmes. Também se foi a casual crueldade e grande parte da indecência. Os heróis são alegres e brilhantes, ou carrancudos e determinados. Enquanto os ladrões sem nome da 1ed regojizam-se com um tesouro recém descoberto, o lampejo de avareza claramente em seus olhos e o sangue algumas vezes ainda fresco em suas lâminas, a gatinha halfling alegre sorri para a única, apesar de grande, moeda em sua mão, brilhando com a satisfação de ter derrotado a engenhosa armadilha da arca.A ação tem um estilo mais cinemático e extremo. Enquanto na 1ed você via um heróico grupo espalhado em volta de um dragão, arcos preparados e espadas em ação, na 3ed os aventureiros estão pendurados numa ponte quebrada, ameaçados tanto pelo penhasco abismal abaixo deles quanto pelo dragão furioso acima. E não há uma gota de sangue a ser vista.

Sim, anime e quadrinhos tiveram sua influência, mas não tanto quanto filmes e a TV, creio. Os heróis sem cicatrizes devem mais a “90210” [N.T: aqui, “Barrados no Baile”] do que a “Record of Lodoss War”, em minha opinião. O estilo “mural de ação” que aparece nos livros de Eberron, assim como o efeito descolado de “lentes”, são também um apelo à imaginação cinemática dos fãs de hoje em dia de filmes de ação e jogos de videogame.

Seria uma surpresa, então, que os “veteranos” recuem em desgosto? Eles ainda revivem seus sonhos no “Thieves World” de percorrer por tronos brutais e gananciosos, cheios de jóias, em suas sandálias de couro. Desejam entalhar seus próprios caminhos em seus mundos de fantasia com espada e magia, sangue e determinação. Eles atacam os poderes saqueando templos e evitando os guardas da cidade. Eles não querem resgatar os órfãos, ajudar o bondoso rei Lomipop, ou construir casas para os desabrigados. Eles certamente não querem SER os guardas da cidade, inaptos e desajeitados, ou corruptos e cruéis. Pelo menos, é assim que costumava ser...

Onde a 3ed melhorou sobre a 1ed ao limpar certos “joguismos” que nunca fizeram sentido e deram aos guerreiros uma razão para continuar se aventurando além do 10º nível, ela também mantém as pretensões do “bonzinho” da 2ed. O sentimento de luta suja dos anos que passaram foi substituído por contabilidade de Talentos e Classes de Prestígio. Concordo que estes talentos e classes de prestigio resolvem alguns dos problemas da mecânica do AD&D. Mas também mudam o “feeling” do jogo, e como ele é jogado. Aumentaram a complexidade, e tornaram mais difícil para os DMs que criam aventuras na hora, “por instinto”, criar uma aventura a partir de apenas algumas anotações e devaneios diurnos.

A verdade é, o AD&D 1ed é um jogo bem diferente da 3ed, portanto não é de se admirar que as pessoas mantenham fortes opiniões em suas preferências, especialmente quando continuam a nos dizer que o jogo é o mesmo, apenas “melhorado”.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Read Magic! A história das miniaturas oficiais de D&D (parte 8-final)


Em 2000 a Wizards of the Coast (WotC) lançou a linha de miniaturas Chainmail para wargames junto com a linha Dungeons & Dragons Chainmail.

Estas eram grandes linhas de miniaturas se você precisasse de elfos, gnolls, ogros, mortos-vivos, anões, humanos e drows, já que eram muito bem feitas. Os elfos, drows e gnolls eram particularmente maravilhosos. Estas miniaturas tinham os mesmos problemas de montagem e de base da outra linha da WotC: as figuras não encaixavam direito na base e tinham muitas peças para serem montadas
.
   (gnome infiltrator)

Por esta razão e também devido a rumores que a WotC tinha idéias de criar miniaturas de plástico e um novo jogo “skirmish” [N.T: skirmish, ou escaramuça, é um tipo de batalha em pequena escala e que as peças são vistas como “indivíduos”, e não como “grupos” – como no jogo War, onde cada peça representa vários soldados], muitos jogadores não quiseram investir pesado nesta linha. Isto é uma pena já que o jogo Chainmail é um dos melhores jogos de batalha de mesa já criados. Ele varia de outros jogos bem sucedidos como Warhammer no aspecto de que as batalhas envolvem pequenas escaramuças ao invés de batalhas gigantescas. Se desejado, uma série de escaramuças poderia facilmente estar envolvida numa sessão de batalhas ou campanhas e por isso era um jogo divertido e imaginativo. Felizmente para aqueles que gostariam de experimentar o Chainmail, os conjuntos de iniciação e miniaturas são fáceis e baratos de encontrar no eBay.



As miniaturas Chainmail, como suas contrapartes da WotC são facilmente identificáveis pelo selo da WotC e o ano 2000 ou 2001 estampados na tira da miniatura que se fixa à base. A base em si não apresenta marcas e é bem genérica.
Assim como as outras miniaturas WotC, as minis de Chainmail são esculpidas pelos melhores na indústria e isso é aparente, especialmente quando pintadas.

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RECAPITULANDO:
1977 Minifigs D&D: primeira empresa a produzir oficialmente minis de d&d
1979-1982 Heritage Dungeon Dwellers: ganhou a licença para produzir mas os negocios acabaram sendo cancelados. Produziu as minis planejadas como d&d com onome “Dungeons Dwellers”.
1980-1982 Grenadier: pegou a licença logo após a Heritage. Sua linha era conechecida como “Solid Gold”.
1983-1984 TSR: a TSR se aventura num terreno perigoso, e resolve passer abola pra frente em pouco tempo.
1985 Citadel: a Citadel produz uma linha de qualidade muito superior à da TSR.
1987-1997 Ral Partha: uma das empresas mais conhecidas pelos fãs, a Ral Partha fez um excelente trabalho por quase uma década..
1999-2001 WOTC: a Wizards of the Coast começa a produzir miniaturas logo após comprar a TSR. Três linhas de produtos surgem: TSR 25th Anniversary (1999); 3rd Edition Dungeon and Dragons Miniatures (2000 - 2001); e a linha Chainmail de D&D (2000 – 2001).

Bom pessoal, com isso acabamos nossa jornada sobre matéria sobre as miniaturas oficiais de D&D. Espero que tenham gostado!
Os textos desta série foram traduzidos e editados com a devida permissão do autor. Para maiores detalhes, visite http://dndlead.com/default.htm

sábado, 22 de agosto de 2009

Read Magic! A história das miniaturas oficiais de D&D (parte 6)

Após anos competindo contra fornecedores oficiais de miniaturas D&D, a Ral Partha ganhou os direitos para produzi-las, começando em 1987. Novas esculturas surgiram e em 9 anos a maior linha de miniaturas de D&D de metal seria esculpida. Durante os nove anos de produção de miniaturas para Dungeons & Dragons a 2ed de Advanced Dungeons & Dragons havia sido lançada.
Quando a 2ed saiu, Ral Partha mudou as embalagens adicionando apenas "2nd edition", portanto a mesma miniatura pode ser encontrada com a embalagem "AD&D" ou "AD&D 2nd edition".

Como uma linha oficial de miniaturas D&D, a linha Ral Partha é a mais bem avaliada, com várias figuras com um valor aproximado de 100 dólares, e muitas na faixa de 50-80 dólares- elas são ridiculamente caras. As caixas variam de 40 a 120 dependendo da série vendida. Dois dragões em edição limitada, sendo um Takhisis, alcançam um valor muito maior.


Existem algumas razões para as miniaturas da Ral Partha serem tão caras:

-Eles fizeram miniaturas oficiais de AD&D por muitos anos, logo são bem conhecidos;
-Eles produziram monstros nunca antes feitos por outras empresas;
-As miniaturas eram Ral Partha [N.T: o autor se refere a ótima qualidade das miniaturas Ral Partha]
-Talvez o aspecto mais importante, existem rumores de que muitos dos moldes e cópias "master" [N.T: "master" é uma cópia de catálogo, feita para mostrar o produto. Geralmente são superiores às feitas em grande escala] foram destruídas e portanto não há chance de serem produzidas novamente.


Muitos esperam que estes rumores não sejam verdadeiros e que algum dia elas serão postas mais uma vez em produção. Em 1997 a Wizards of the Coast adquiriu a TSR e junto com isso, todos os direitos para as miniaturas de D&D. Com planos de criar sua própria linha de miniaturas, a Wizards acabou com os direitos de licença da Ral Partha, e dizem os rumores que pediu que toda a linha de moldes e masters fossem destruídas.
Perder a linha AD&D foi um grande golpe para a Ral Partha, e combinado com o fato de algumas outras empresas de jogos (que requisitavam a produção de miniaturas para suas linhas) saírem do mercado na mesma época deixaram a Ral Parta muito vulnerável, e pouco após seu negócio faliu.

Colecionadores têm sentimentos mistos em relação à linha Ral Partha. Enquanto existem muitos monstros maravilhosos e personagens, alguns, especialmente os primeiros, parecem um pouco estáticos em suas poses. As últimas miniaturas, contudo, são fantásticas. Um dos aspectos mais populares da linha era a grande variedade de monstros e personagens das novelas de Dragonlance e Forgotten Realms. Estes personagens são muito populares e vendem a um preço bem alto- considerando que são, em grande maioria, apenas variações de figuras humanas [N.T: o autor se refere ao fato do trabalho de fazer a miniatura. Mesmo sendo personagens únicos, o trabalho é quase o mesmo de fazer um Raistlin e um mago "genérico", por exemplo].

("the sword mage", de Birthright)


(gladiadores de Darksun)


("mercykillers", de Planescape)


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Nota do tradutor:
O que acho mais fantástico, como já dito pelo autor, são as miniaturas ligadas diretamente a um "mundo" em específico. Além das linhas Dragonlance e Forgotten Realms, também existia a Dark Sun, Planescape, Ravenloft, Birthright e Concil of Wyrms (este último, na verdade, é apenas um monte de dragões genéricos), além de miniaturas com o logo "Battle System", usando o cenário criado para este sistema.
Outro fato a ser notado é a criação de caixas temáticas ligadas a aventuras, como "Ravenloft- Castle Forlorn" e de imagens consagradas, como "Lord Soth's Charge" .



(personagens de Forgotten Realms)

(drows de Menzoberranzan)

Visitem a página DnD Lead e vejam todas, são fantásticas!

Apenas por curiosidade, "Ral-Partha" é o nome de um personagem de um amigo de Tom Meier (um dos fundadores da Ral Partha). Tom era um prodígio na escultura, tendo fundando junto com outros a empresa aos 16 anos. Foi pioneiro em esculpir miniaturas com massa epóxi (aquelas que vem em duas partes, secando e endurecendo após misturadas). No mesmo ano de sua criação (1975), a Ral Partha vendeu TODO seu estoque na GenCon VIII.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Read Magic! A história das miniaturas oficiais de D&D (parte 5)

Em 1985, por um curto período de 18 meses, a Citadel produziu uma linha fantástica de miniaturas AD&D. Foram produzidos aproximadamente 100 blisters, duas caixas e duas caixas de dragões. Isto é um monte de miniaturas para produzir em um pouco mais de um ano, considerando também as diversas variações das figuras. A Citadel elevou o padrão das miniaturas de D&D e pela primeira vez todas as miniaturas era muito bem esculpidas.



(este box vinha com aventureiros, mas reparem numa coisa: a cruz que o clérigo carregava foi substituída por um "ankh", uma cruz tipo egípcia. provavelmente a medida tenha sido tomada em função de problemas com as comunidades religiosas da época. além disso, sem ter nada a ver, a cabeça da maça também foi modificada)

Pela primeira vez as miniaturas vinham com bases de plástico. Apesar de muitos jogadores não gostarem das bases de plástico que precisam ser coladas na miniatura, isso permitia aos de natureza mais artística brincarem com as bases e criarem posições interessantes. Talvez a melhor coisa, e com certeza a coisa mais única sobre as miniaturas da Citadel fosse a criação dos personagens em três estágios - a mesma figura era fabricada em diferentes poses e com diferentes roupas, corte de cabelo, armadura e equipamento para mostrar o crescimento de um humilde aventureiro para um herói próspero e bem-sucedido.


(observem a maga: nos níveis iniciais, sua roupa esta gasta e ela mal tem equipamentos. Logo após, ela já tem uma varinha, uma capa melhor e até mesmo sua adaga é mais elaborada. Finalmente, no últi estágio ela apresenta vários itens diferentes, roupas mais elaboradas e um cajado)

Para aqueles que jogam a 4ªedição de Dungeons & Dragons, estas miniaturas são perfeitas para usar pois na 4ªed. existem três estágios de personagens: Heróico (1º ao 10º nível), Paragon (11º ao 20º nível) e Épico (21º nível e acima). Mais tarde, Ral Partha usaria a mesma idéia.
Algumas miniaturas de personagens ao invés de virem como "personagem em 3 estágios" vinham como "pacote de aventura", com uma figura de pé e a outra versão em uma montaria.

(este bardo é muito engraçado, parece vindo do Shrek!)

Já que estes itens estiveram em produção por apenas 18 meses, são difíceis de achar e por isso são meio caras, apesar de não astronomicamente caras como as Ral Partha. Personagens no blister variam de 15 a 20 dólares, e o blister com os 3 estágios ficam em torno de 30,00. Os monstros melhores já foram vistos a 40 dólares, enquanto monstros comuns como orcs e kobolds, assim como humanos, ficam entre 2-3 dólares fora do blister.


(claro que a ótima pintura ajuda, mas mesmo assim, a qualidade das miniaturas era muito melhor. As bases foram modificadas nestas fotos, pois elas não apresentam estas pedras tipo dungeon, é  a parte preta mesmo)

A linha Citadel não foi tão popular quanto merecia, não tão popular quanto as linhas Grenadier ou Ral Partha, e por isso não tem muitos colecionadores, o que impede que os preços subam. Poucos sabem como as miniaturas são, isso se ao menos ouviram falar delas. Recentemente, Richard Scott (finalmente) completou seu website [N.T: é o Otherworld, já citado na primeira parte desta matéria] e todos podem saciar seus apetites pela linha Citadel de miniaturas AD&D, então pode ser que algumas miniaturas se tornem mais valiosas.
As miniaturas da linha AD&D da Citadel sã facilmente identificadas pelo logo TSR impresso na base. A maioria das miniaturas também apresentam o nome da miniatura impresso.

A Citadel/Games Workshop [N.T: a Citadel Miniatures foi criada como parte da Games Workshop] podem se gabar de ser a única produtora de miniaturas a produzir uma linha de miniaturas D&D e ainda estar no ramo nos dias de hoje, assim como ser a produtora de miniatura mais antiga ainda existentes. A Games Workshop começou a produzir miniaturas nos anos 70 e é uma das mais bem sucedidas produtoras de miniaturas nos dias de hoje graças ao jogo Warhammer. (A Wizards of the Coast ainda produz miniaturas, mas somente de plástico e pré-pintadas, então iremos considerar que ela está fora do negócio de produção de miniaturas pintáveis).

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Read Magic! A história das miniaturas oficiais de D&D (parte 4)

Depois de descontinuar a licença com a Grenadier, em 1983 a TSR começou a produzir sua própria linha de miniaturas. Produziu várias caixas, incluindo uma de Dragonlance e duas do Conan, baseadas nos filmes. A arte nas caixas era deficiente [N.T: não sei bem o que o autor quis dizer com deficiente, mas creio que seja no sentido de que é arte reaproveitada de outros módulos e produtos da TSR] assim como a imagem das miniaturas na parte de trás da caixa, mas as caixas em sí tinham compartimentos grandes de espuma, junto com uma "folha" de espuma que protegia a parte de cima e de baixo, cumprindo um ótimo trabalho em proteger as miniaturas- melhor do que as primeiras da Grenadier. Opa, mas isto é sobre miniaturas: as miniaturas não eram muito boas, infelizmente.

(olha a espadinha do paladino da direita, pronta para deixar o dono na mão!)

Muitos detalhes eram mal feitos e as armas eram muito fininhas, com espadas em escala, o que significa lâminas de 1/4 mm que estavam apenas esperando para quebrarem. Algumas miniaturas eram bem feitas e detalhadas e pintadas de maneira notavelmente bem. Em fato, muitas miniaturas pareciam melhor pintadas do que alguem poderia imaginar, o que fazia da pintura algo divertido e compensador. De modo geral, eles lançavam muitos aventureiros e poucos monstros nas caixas. Contudo, os monstros que eles produziam em suas caixas pareciam tão diferentes dos do Monster Manual que talvez fosse melhor que não fizessem mais monstros...


(da caixa "Monster Tribes", nota-se que os trolls não tinham nada a ver, muito menos o orc officer com gigantismo)

Além das caixas, a TSR produziu 12 blisters com personagens e 12 com monstros, sendo estes de maneira geral melhores dos que muitas figuras que vinham nas caixas. Os monstros eram muito melhores e muito úties com algumas espécies sendo produzidas pela primeira vez por uma empresa.

A linha da TSR foi a linha de miniaturas menos popular já lançada devido a baixa qualidade e fragilidade das armas. Obviamente muito dinheiro foi destinado ao design já que as embalagens eram excelentes. Os blister tinham até "dungeon tiles" [N.T: tipo aquelas cartolinas com cenário impresso] no verso para serem usados em jogo. Se apenas suas miniaturas fossem tão boas quanto...

Mesmo assim, existiam várias que valia a pena ter e usar em jogo e qualquer um pode achar pelo menos algumas figuras da TSR que seja de seu agrado. A melhor série e mais popular era o Basic Figure Set. Esta caixa tinha algumas figuras interessantes, alguns monstros e as figuras ficavam muito boas quando pintadas. Esta série vale por volta de 50 dólares de todas as armas estiverem intactas. Lacrada, a caixa pode subir para 60-70. A maioria das caixas valem somente 10-20 dólares cada mesmo se estiverem lacradas.



As séries GenCon RPGA Set, ambas do Conan e a de Dragonlance alcançam facilmente 35-60 dólares cada. Algumas poucas séries (Champion e Expert) eu nunca vi e portanto não faço ideia do valor apesar de suspeitar que seria pelo menos 50.00. Blister são mais baratos, algo como 3.00-7.00 cada. Poucas delas são difíceis de achar, como Druidas, Fighters e Half-Elves que podem valer um pouco mais. Como mencionado, os blisters tinham boas miniaturas e são uma barganha por estes preços.



(apesar do Sturm bizarro -quem pintou não devia ter uma figura dele-, a ideia de um baaz leader é muito boa!)





As miniaturas da TSR são identificáveis muito facilmente por terem a marca TSR e a data 1983 ou 1984. Sua linha de miniaturas durou apenas dois anos, e em 1985 interrompeu a produção e licenciou a Citadel/Games Workshop para produzir suas miniaturas. Estas miniaturas continuam a ter o selo TSR.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Read Magic! A história das miniaturas oficiais de D&D (parte 3)

A Grenadier foi uma das primeiras produtoras de miniaturas, começando a produzir em 1975. Em 1976 eles lançaram a linha Wizzards & Warriors, que consistia de algumas caixas e muitos blisters. Em 1980 após conseguir a licença para produzir miniaturas de AD&D, a Grenadier re-editou a arte das caixas da linha Wizzards & Warriors, mudando algumas miniaturas e lançando elas como miniaturas oficiais de AD&D em embalagem dourada/amarela, chamando a linha de “The Solid Gold Line” (Linha de Ouro Sólido) inferindo que suas miniaturas de chumbo valiam como se fosse ouro para o jogador de D&D. (“Esqueça as peças de ouro” sussurrava o ladrão para seu aprendiz, “pegue estas minis de chumbo e vamos cair fora daqui!”).

(a proporção era mais ou menos essa: existiam caixas grandes e caixas pequenas)

Em adição à reembalagem das caixas, a Grenadier produziu muitas outras caixas e vinte blisters entre 1980 e 1982. Algumas miniaturas dos blisters de Wizzards & Warriors foram trazidas para a linha AD&D, apesar da maioria ter sido deixada para trás por seus detalhes serem inferiores comparados com os novos padrões dos anos 80. A Grenadier continuou com a mesma estratégia de embalagem que haviam usado com sucesso em sua linha Wizzards & Warriors- as caixas tinham uma boa arte e acolchoamento de espuma que realmente protegia as miniaturas. Muitas pessoas usavam as miniaturas da Grenadier em suas campanhas pela simples razão que as caixas eram atrativas e permitiam uma organização fácil e proteção suficiente para as miniaturas pintadas.

(é interessante notar como os anões na época fugiam um pouco do conceito "quadrado-encorpado", muito comum na linha Warhammer. vejam como eles se assemelham aos anões de diversas ilustrações feitas para o universo de Tolkien, como "O Hobbit")

A qualidade e o charme das miniaturas de AD&D da Grenadier variam muito. Muitos dos humanos e demi-humanos como os anões eram muito parecidos- armas diferentes, algumas roupas diferentes, mesmo rosto..., sem muita diversão em pintar ou jogar, mas elas cumpriam sua parte. Muitas outras figuras, como os monstros, eram muito bem feitos. A caixa Dwellers Below é talvez o set de monstros criados pela Grenadier predileto e normalmente alcança o preço mais alto da categoria de caixas pequenas com 10 figuras. As caixas grandes variam entre 30 e 50 dólares e as pequenas entre 20 e 35. Miniaturas em blister podem alcançar até 80 USD, mas o preço normal varia de 20 a 40. Fora do blister, essas miniaturas geralmente valem entre 2 e 5 dólares cada, apesar de algumas das melhores, como o Xorn, terem sido vendidas entre 15 e 30 USD.

                                                                (miniaturas da caixa "Dwellers Below")

As miniaturas das caixas são muito comuns, enquanto as dos blisters são mais raras e podem levar anos para um colecionador achar toda as miniaturas de blister, comparando com alguns meses para colecionar todas as caixas.
As miniaturas de AD&D da Grenadier vem marcadas com “Grenadier 1980/1981/1982” [N. do T: ou seja, dependia do ano] ou não vinham com nenhuma marca.

(lizardmen, vindos de um blister)

Depois de descontinuar a linha de AD&D, em 1983 a Grenadier colocou nova arte na maioria de suas caixas de AD&D e com a marca da linha “Dragon Lord”, que continuou até se tornar sua maior e melhor linha de miniaturas. As miniaturas de AD&D em blister foram esquecidas em sua maioria, apesar de algumas terem sido embaladas para a linha “Fantasy Classics”.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Read Magic!- A história das miniaturas oficiais de D&D (parte 2)

Em 1974, Jim Oden, o importador dos EUA das Minifigs, deixou a Minifigs para começar a Heritage Models.
As figuras Heritage estavam um passo a frente da maioria das outras miniaturas produzidas na época e eles tiveram a boa sorte de produzir a linha do Senhor dos Anéis e a do John Carter of Mars [N. do T: John of Mars era um veterano de guerra que é trasnportado para Marte, onde enfrenta muitos perigos. Leia mais neste trecho da Wikipédia].

No fim dos anos 80 a TSR começou as negociações com a Heritage para produzir uma linha Dungeons and Dragons, contudo, as coisas não se acertaram a tempo e a TSR acabou dando a licença para a Grenadier para fazer as miniaturas oficiais de AD&D. Heritage continuou e produziu as miniaturas propostas chamando a linha de Dungeon Dwellers. A produção começou em 1979.

Dungeon Dwellers era uma linha fabulosa de miniaturas com muitas figuras parecendo exatamente como seus sketches do Monster Manual. As figuras eram artísticas, duráveis, mas com a fundição um pouco “bruta” e as vezes um pouco cômicas, mas não de maneira negativa, mas de uma maneira charmosa.


No começo dos anos 80, o Dungeon Dwellers da Heritage eram as miniaturas mais caras disponíveis. Elas ainda vendem bastante e a maioria das figuras é relativamente fácil de encontrar nos dias de hoje, apesar de algumas serem quase impossíveis de achar. Figuras comuns, humanos, orcs, etc, valem de 2.00-3.00 USD cada. Figuras maiores valem de 4.00-10.00. Gigantes podem ir de 15-20.00; dragões, hidras, wyverns, etc 25-50.00.
Demônios valem geralmente 15-25.00 exceto pelos imps pequenos que valem apenas alguns dólares. Alguns demônios são bem caros, Asmodeus pode ir de 50-80.00 se estiver em ótimas condições, e Orcus de 25-45.00 e tem ainda dois outros demônios que podem chegar a 100.00.
Lobos são os mais raros, com um ou dois sendo tão raros que ninguém sabe o valor deles pelo simples fato de que não há registro deles sendo vendidos em anos recentes e nem um único colecionador Heritage mostrou uma foto de um dos lobos pois ninguém os tem em suas coleções!

Dungeon Dwellers são relativamente fáceis de identificar pois vem estampados com um “HM”, a data de 1979-82 e um número de quatro dígitos começando com 12. O número normalmente era seguido de uma letra: A,B,C,D para diferenciar as variações de escultura do mesmo tipo de monstro. A maioria das miniaturas vinha marcada com o ano “1980”, com algumas poucas com anos anteriores e anos seguintes.

Grande parte vinha em “blisters” [N. do T: aqueles cartelas com um plástico transparente], apesar de também existirem em caixas, mas seu conteúdo era na maioria o mesmo dos blisters.



A caixa “Lair of the Dragon” era a exceção e continha um bebê dragão, pilha de tesouro, donzela e um matador de dragões que não estavam disponíveis em blisters, e também não tinha o código de 4 números, e sim um estranho código de 5 números começando com 35.

[N. do T: o trecho a seguir foi suprimido por mim, pois tratava apenas de códigos de diferentes linhas da Heritage. Caso alguém tenha interesse, não deixe de visitar o site original de onde vem este texto, o DnD Lead ]

Em 1993, a recém formada companhia Reaper Miniatures compraria os direitos da linha Dungeon Dweller e começaria a produzir a linha “Reaper Dungeon Dwellers”, cujo catálogo pode ser baixado da seção Catálogos deste site [N. do T: do site DnD Lead, claro :p]. A Reaper mudaria as bases das figuras, das ótimas bases "pavimentadas" [N. do T: é com se na base tivesse a marca de pedras de calçada] que a Heritage usava para bases mais simples como as usada na linha Dark Heaven.

                                                 (foto do catálogo, com bases mais simples)



Depois de trazer a linha Dungeon Dweller de volta a vida, a Reaper começou a linha Dark Heaven com a intenção de fazer esculturas melhores mas continuar a linha Dungeon Dwellers, com miniaturas novas porém mais simples, contudo o sucesso da linha Dark Heavens acabou dando um descanso para o Dungeon Dwellers.


Os direitos de produção, miniaturas “master” e moldes do Dungeon Dwellers da Heritage foram vendidos e por isso continuam disponíveis. Tom Dye da Games Figures Inc. tem os direitos e muitas miniaturas estão disponíveis em seu site (Asmodeus, com o nome Greater Devil, está apenas 9.95!). Colecionadores séries de miniaturas Heritage devem notar que várias das figuras de Tom Dye são as produções da Reaper sem a base "pavimentada".

Tom Dye também teve permissão de Michael Thomas da Classic Miniatures para produzir várias das miniaturas Dungeon Dwellers da Heritage para ajudar colecionadores a completar suas coleções.
Os moldes de Michael são excelentes e com um ótimo preço. Enquanto somente uma fração dos Dungeon Dwellers pode ser obtida destas duas fontes, elas são um bom lugar para começar e você pode conseguir algumas que são quase impossíveis de achar e que custariam uma fortuna no eBay, caso as achasse.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Read Magic! - A história das miniaturas oficiais de D&D (parte 1)

Pessoal, sem mais demoras, vamos lá!
(A propósito, não deixem de conferir o site DnD Lead, pois lá tem galerias com quase todas as miniaturas das empresas que falarei nos artigos)

Em 1977 Minigifs da Inglaterra se tornou o primeiro fornecedor oficial de miniaturas para D&D, apesar de já ter feito miniaturas de fantasia em 1975. Minifigs, como a maioria das miniaturas da época, eram feitas para propósitos de jogo e não de coleção ou como arte, e com isso as esculturas eram meio toscas, faltando detalhes e mal fundidas. Todas as armas, até mesmo armas como lavas e maças eram frágeis e fáceis de quebrar – elas realmente não eram muito boas nem para o jogo.

Algumas de suas figuras de D&D, contudo, têm um estilo único e presença própria, especialmente os demônios grandes como o príncipe demônio Demogorgon. Os preços [N.do T: preços em dólares] para as figuras menores em condições excelentes e sem estarem quebradas (algo raro) são facilmente entre 5-10.00 cada. Os demônios são muito raros, de melhor qualidade, e alguns podem vender facilmente por 100.00 com o Demogorgon sendo de longe o mais valioso, sendo o único Demogorgon feito em metal.


(não é a figura mais assustadora que já ví, mas para a época esta bem feita mesmo -considerando a ilustração do MM, podemos dizer que ele está bem representado!)

As miniaturas da Minifigs D&D são facilmente reconhecidas pela marca na base, que seria duas ou três letras seguidas de um número. Ocasionalmente, uma figura não teria a marca na base, especialmente os demônios. As bases são muito simples, retangulares e na maioria, mas não em todos os casos, a parte de cima da base que tinha a marca. Existem diversas pequenas variações em vários modelos. Em parte é devido à algumas diferenças nas miniaturas feitas para o mercado dos EUA.


(os elfos não tinham orelhas pontudas nas miniaturas, apenas uma estatura um pouco menor que os humanos)

Em adição à linha de D&D, a Minifigs também produziu uma linhas de miniaturas para o “World of Greyhawk” de Gary Gygax. Apesar de não serem miniaturas oficiais de D&D, existem muitas figuras que valem a pena encaixar no mundo de D&D [N. do T: não sei ao certo, mas me parece que ao escrever o artigo, Ernst pensava em D&D apenas como o “básico”, ou seja, o “Know World” de Mystara]. A linha “The World of Greyhawk” tinha muitas miniaturas sem graça mas importantes para uma campanha, como guardas, apesar de também produzir algumas miniaturas muito interessantes e artísticas, como os dragões.

Eles também produziam figuras incomuns como dinossauros para aqueles que gostam de misturar fantasia com paleontologia. Os dinossauros são surpreendentemente colecionáveis atualmente pois muitos colecionadores lutam para conseguir cada monstro do Monster Manual original, que tinha uma vasta gama de dinossauros.

sábado, 20 de junho de 2009

Read Magic! - A história das miniaturas oficiais de D&D (introdução)

Todos sabem que o D&D é derivado dos wargames, jogos com miniaturas que simulam batalhas em diversas épocas e lugares. A história do jogo em si já foi contada em outros tantos blogs, mas caso alguém não tenha lido, sugiro o blog “Old School” do Daniel Oliveira.

Bom, mas então do que trata esta postagem?

No início da criação do jogo, o uso de miniaturas já era presente. Contudo, ao contrário do que a Wizards of the Coast tenta fazer hoje, elas não eram peças indispensáveis e vinculadas como “unha e carne” no jogo, e serviam apenas para coisas como marcar a ordem da fila no grupo, ou marcar o posicionamento das peças antes de um combate para ter uma visualização melhor. Não havia a preocupação com quantos quadrados poderia andar para dar uma carga, ou por onde mover sem receber um ataque de oportunidade, etc.

Apesar de hoje ser muito mais fácil adquirir miniaturas via internet, e de existirem miniaturas pré-pintadas como as da Wizards of the Coast ou da Reaper, o fato é que miniaturas oficiais de D&D acompanham o jogo desde 1977, tornando muitas delas raríssimas e muito valiosas.

Algumas delas são terríveis, em especial as primeiras, visto que o objetivo era simplesmente marcar o mapa. Com posturas estáticas e má qualidade, as primeiras miniaturas deixavam muito a desejar.

Pobre troll, parece estar derretendo!
 Certo tempo depois (em especial da metade dos anos 80 até o fim dos 90), as figuras tornaram-se obras de arte e artistas foram se revelando, tanto pela escultura quanto pela pintura. Algumas representavam ilustrações famosas no jogo, como as de Jeff Easley, outras apresentavam conceitos muito interessantes como de retratar diferentes estágios na vida de um aventureiro (iniciante, intermediário e avançado, ou montado e a pé).



Um el
fo magic-user em 3 estágios de sua vida e "Lord Soth's Charge" com esqueletinhos e tudo.
(Fotos do elfo retiradas do site Otherworld* de Richard Scott, um verdadeiro guia de miniaturas da Citadel e fabricante de miniaturas inspiradas em gravuras do 1ed!)

Enfim, as miniaturas deixariam de ser apenas um substituto do “botão de plástico” para marcar a posição para se tornarem objeto de apreciação e coleção, criando inclusive um novo segmento forte no mercado de jogos.
Introdução feita, aguardem as postagens seguintes que explicarão um pouco sobre o trabalho de cada empresa que teve licença para fabricar miniaturas oficias de D&D, começando em 1977 com as “Minifigs D&D” até as atuais da WOTC.

As informações que postarei daqui pra frente são traduções de partes do excelente site DnD Lead de Ernst Wilhelm, que trás dentre seu conteúdo fotos de várias peças e embalagens originais e dicas de como organizar seu material de pintura.

*Aliás, todas as fotos aqui foram tiradas pelos respectivos donos dos sites creditados, e através de email obtive licença para usá-las. Seria legal sempre que alguem usasse imagens "particulares", que fosse pedida a devida permissão, não acham?

sábado, 30 de maio de 2009

Read Magic! - Erac's Cousin, parte 3 (Final)

De volta às masmorras de Greyhawk, Erac’s Cousin e o guerreiro Ayelerach [N.T: personagem de Mark Ratner] encontraram uma Linda face que chorava lágrimas douradas. A face contou aos aventureiros a história de seu aprisionamento e os feitos heróicos necessários para a libertar. Os aventureiros concordaram em recuperar a The Urn of Moon Dust (“A Urna de Poeira Lunar”) de um grupo de homens-ursos. Erac’s Cousin e Ayelerach recuperaram a urna com sucesso, e para completar a missão, eles espalharam a poeira lunar na imagem chorosa.

A face era na verdade o príncipe demônio da enganação, Fraz-Urb’luu, que havia sido aprisionado pelo louco arquimago Zagyg séculos atrás. O término da missão resultou em sua libertação. Quando ele assumiu sua verdadeira forma os aventureiros atacaram o demônio, tentando concertar a tolice que fizeram. O demônio enfurecido contra-atacou ferozmente. Desesperado, Erac’s Cousin usou a magia Gate (“Portal”) vinda de um pergaminho que ele tinha para invocar Zeus, mas para o horror e choque deles, o deus decidiu ignorar o pedido de ajuda. O demônio rapidamente levou a si e aos aventureiros de volta ao seu plano natal onde estranhas forças locais drenaram a magia de todos os itens que Ayelerach e Erac’s Cousin carregavam incluindo as estimadas espadas Vorpal. Fraz-Urb’luu rapidamente subjugou os aventureiros aprisionados e eles sofreram torturas indescritíveis nas suas mãos antes de eventualmente conseguirem escapar.

Erac’s Cousin culpou aos deuses pelo sofrimento que havia sofrido nas mãos do demônio, assim como a perda de seus valiosos itens. Ele amargamente deus as costas aos poderes do bem que havia prestado homenagens no passado, e escolheu si mesmo um caminho maligno. O arcano sem nome invocou o archfiend of Hell (“Arquidemônio do Inferno”) Asmodeus [N.T: que pra quem não sabe, é o big boss dos devil –ou tanar’ri na 2ed.] e um pacto fora feito. A anteriormente poderosa força do bem era agora um dos grandes campeões do Inferno. Para ajudar em seus esforços, e como parte do pacto, Erac’s Cousin ganhou um imp como familiar. Contudo, ele não confia no imp, e teme que Asmodeus o tenha enganado de alguma forma.

Deste ponto em diante, Erac’s Cousin se tornou um assassino psicótico. Ele rapidamente assassinou todos seus antigos associados e empregados, roubou todos seus bens e magias, queimou sua fortaleza e se tornou um andarilho, viajando somente com seu imp, na forma de um rato, como companheiro.

Erac’s Cousin tomou várias poções da longevidade e parece muito jovem. Ele é capaz e mortal, mas também paranóico e evita qualquer situação que julgue arriscada.
Desde que o arcano sem nome descobriu o corpo de Erac, ele o guardou em sua posse. Originalemnte ele havia guardado o corpo escondido num local secreto, mas agora o carrega junto de si, guardado num Buraco Portátil. Ocasionalmente Erac’s Cousin ainda pensa em ressucitar Erac.



Bom pessoal, e assim concluímos a montanha russa que foi a história do Primo de Erac! Assim ela foi contada como ocorreu em jogo, mas ela se torna um pouco diferente quando teve que se adequar para entrar no “canon” de Greyhawk. Não da pra imaginar um assassino maníaco destes num produto de 2ed, quem dirá num de 3x/4 ed! No Monstrous Manual II para o 1ed, alguns detalhes sobre a prisão e conseqüente libertação de Fraz-Urb’luu também são um pouco diferentes, mas a versão acima é como ocorreu na campanha de Gary Gygax.

Mais uma vez, agradeço ao Scott Gregg por esclarecer as dúvidas e me dar apoio com o texto.
Até a próxima!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Read Magic! - Erac's Cousin, parte 2

Uma das aventuras mais memoráveis de Erac’s Cousin ocorreu quando ele avistou uma desconhecida estrela vermelha a noite nos céus. Caiu no sono pensando na estrela peculiar e quando acordou descobriu que havia sido transportado para Marte. Para sua surpresa havia chegado completamente nu. Logo após sua chegada, o arcano for a atacado por Canibais de Urgor.

Para seu desapontamento, descobriu que magia não funcionava lá, sendo forçado a lutar mano-a-mano com os canibais sedentos de sangue usando nada mais do que um galho de árvore.


Com o passar do tempo, o aventureiro sem nome se adaptou e superou o novo ambiente. Devido à baixa gravidade do planeta, a força aprisionada do mago tornou-se heróica. Poderia saltar de 20 a 40 pés [N.T: algo em torno de 6 a 12 metros] para cima, e muito mais que isso para frente. Durante os vários meses que ficou lá, impossibilitado de usar magia, Erac’s Cousin começou a treinar como um guerreiro. Ao invés de usar magia para derrotar seus inimigos, ele agora os cortaria com uma espada.


Antes de voltar à Oerth ele havia massacrado hordas de Marcianos Verdes, e organizou uma fuga das minas dos Marcianos Amarelos.

Finalmente descobrira um método para retornar à Greyhawk. Ele encontrou Oerth no céu a noite antes de ir dormir e quando acordou estava em casa. Infelizmente ele regressou de maneira semelhante à que havia chegado em Marte: pelado. Toda sua fortuna havia ficado para trás no planeta vermelho.

Enquanto Erac’s Cousin aumentava sua força, uma rivalidade crescia entre ele e alguns dos outros personagens poderosos de Greyhawk, particularmente Lord Robilar, que persuadira vários empregados do arcano sem nome a deserdar seu mestre e segui-lo. Erac’s Cousin era muito poderoso, mas permanecia relutante em confrontar o poderoso guerreiro. Robilar estava sempre na cabeça do arcano que assegurava-se de ter algumas magias que afetassem area memorizadas para evitar o Ring of Spell Turning (“Anel de Voltar Magia”) [N.T: ou algo assim. Magias lançadas diretamente no usuário do anel podem voltar a quem lançou-as], e uma Dimension Door (“Porta Dimensional”) pronta em caso uma retirada apressada fosse necessária.

Apesar de já ser um mago poderoso e um guerreiro capacitado, Erac’s Cousin tornou-se ainda mais mortal depois que fora transportado ao Wonderland [N.T: é o “País das Maravilhas”, da Alice mesmo. Esta presente em módulos como EX2- The Land Beyond the Magic Mirror] através de um portal nas masmorras de Greyhawk. Enquanto atravessa este semi-plano bizarro, encontrou Tweedle Dee e Tweedle Dum. Os irmãos gêmeos ofereceram uma quinquilharia boba em troca de uma varinha que ele estava carregando. Quando retornou às masmorras de Greyhawk, a quinquilharia se transformou numa espada Vorpal. Mais tarde ele havia adquirido uma segunda espada Vorpal como parte de um tesouro descoberto enquanto se aventurava em regiões despovoadas. Ambas espadas eram sagradas e tinham poderes adicionais que funcionariam apenas para um paladino, mas o ganancioso aventureiro nunca desejou se separar de suas estimadas armas.Em combate ele invocaria monstros, lançaria algumas magias de dano como Magic Missile (“Mísseis Mágicos”) e Cone of Cold (“Cone de Gelo”) e então partiria para a batalha com suas duas poderosas espadas mágicas.




A seguir, na parte final: a participação de Fraz-Urb'luu, Zeus e Asmodeus, e o destino das espadas Vorpal!
(é, não deu pra contar tudo aqui por questão de espaço, mas logo já sai a parte 3, ok?)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Read Magic! - Erac's Cousin, parte 1

Iniciamos hoje uma nova seção chamada “Read Magic!”!
Mas por que este nome, você deve estar se perguntando?

Existem tantas histórias fantásticas sobre os personagens dos criadores do RPG (em diversos aspectos) como Gary Gygax, Robert Kuntz e Jim Ward que podemos dizer que são histórias mágicas.
Mágicas, na minha opinião, por remeterem à uma maneira de jogar RPG cheia de imaginação e invenção, onde as ações muitas vezes eram espontâneas e os jogadores confiavam no bom senso do mestre.

Os textos apresentados serão traduções de textos feitos por pessoas ligadas aos personagens de alguma maneira, ou que já tenham feito entrevistas e pesquisas com o jogador/mestre do personagem em questão.

Bom, o pergaminho de hoje foi escrito por ScottG do fórum Canonfire! em seu próprio board , o Doomsday, e conta a história de Erac e Erac’s Cousin (“O Primo de Erac”), ambos jogados por Ernie Gygax, filho mais velho de Gary Gygax.




Erac

Erac foi um arcano Leal e Bom (lawful good) que alcançou o nível de Warlock (8º nível) [N.T: lembrem que os níveis tinham “títulos”, então nesse caso um Magic User de 8 nível recebia o título de “Warlock”] se aventurando nas ruínas do Castelo Greyhawk. Em uma expedição nas masmorras abaixo do castelo, enquanto explorava o sexto nível da masmorra, encontrou um pequeno sub nível separado da masmorra principal por um único corredor. No fim deste corredor, Erac descobriu uma pequena área contendo várias piscinas rasas, e o teto era decorado para parecer como uma noite cheia de estrelas. Entrando na área, um muro fechou atrás dele, separando-o da masmorra principal e o aprisionado no recém descoberto sub nível. Erac nunca descobriu o segredo para escapar desta prisão, e eventualmente sucumbiu à fome.


Erac’s Cousin


Muitos meses depois um arcano que recusou divulgar seu nome, mas declarando ser Erac’s Cousin (o primo de Erac), começou a se aventurar nas masmorras de Greyhawk. Erac’s Cousin, como ficou conhecido, descobriu os restos de Erac. Ele também descobriu o segredo de escapar da masmorra. As palavras mágicas necessárias para escapar estavam escondidas entre as estrelas no teto. Erac’s Cousin deve muito de seu sucesso no início de carreira à Wand of Fear (“Varinha do Medo”) e ao Silver Horn of Valhalla (“Chifre Prateado do Valhalla”) que havia recuperado do corpo de Erac.

Erac’s Cousin nunca revelou seu nome verdadeiro pois acreditava que havia poder em saber o nome de outro.

Erac’s Cousin era Leal e Bom, mas também ganancioso, um traço que o arcano Bombadil [N.T: personagem de Jim Ward] pode usar à seu favor. Nas profundezas do Castelo Greyhawk há uma enorme estátua de pedra conhecida como The Great Stone Face (“A Grande Face de Pedra”), ou The Enigma of Greyhawk (“O Enigma de Greyhawk”). Um anel de estranhas runas circula a base da estátua, e a própria estátua irradia magia. Muitos aventureiros tentaram em vão descobrir os segredos do enigma .


[N.T: este desenho foi feito por Gary Gygax para o Dungeons & Dragons Supplement I: Greyhawk (1975)]


Enquanto se aventurava sozinho nas masmorras, Bombadil lançou a magia Magic Mouth na face de pedra, e quando ativada dizia “Os caminhos do equilíbrio precisam ser mantidos. Dê sua posse mais estimada como presente gratuitamente para aquele que segue o caminho do equilíbrio e sua grande recompensa virá em breve”.
Pouco tempo depois Bombadil retornou à sala da The Great Stone Face, desta vez acompanhando de Erac’s Cousin. Enquanto exploravam a área, Bombadil convenientemente se posicionou fora de alcance para não ouvir a magia. Como planejado, seu companheiro sem nome acionou a magia, e pouco depois doou um potente item mágico ao astuto Bombadil, que por acaso era o primeiro personagem neutro que Erac’s Cousin encontrou...




A seguir, na segunda parte: Marte, canibais, espadas vorpal, demônios e muito mais!