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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Como James Ward conheceu Gygax

Encontrado originalmente aqui.
Tradução livre abaixo do original

James Ward, sobre como conheceu Gygax:
One fateful Tuesday, I was poring through the racks, picking up the newest Conan and Arthur C. Clarke novels. When I reached the end of the racks, I had seven books in my hand. There was a gentleman doing the very same thing beside me. When he got done, he and I had the exact same books in our hands. We laughed at the coincidence and he started talking about a game he had just invented where a person could play Conan fighting Set. I was instantly hooked on the idea. A few weeks later I was regularly going over to Gary Gygax’s house to learn the game of Dungeons & Dragons.

Numa terça feira, eu estava procurando novidades de Conan e Arthut C. Clarke. Quando cheguei ao fim da prateleira, tinha sete livros em minhas mãos. Tinha um senhor fazendo a mesma coisa ao meu lado. Quando ele terminou, tínhamos os mesmo livros em mãos.
Rimos da coincidência e começamos a falar sobre um jogo que ele tinha recém inventado onde uma pessoa poderia jogar no cenário do Conan. A idéia me fisgou na hora. Algumas semanas depois eu estava indo regularmente na casa de Gary Gygax para aprender a jogar Dungeons & Dragons.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Up On a Soapbox (Dragon Magazine #287)

A seção “Up On a Soapbox” teve sua estreia em 2001 na Dragon Magazine # 287, já na época da 3ed. Escrita por Gary Gygax, a seção apresenta curiosidades e histórias bacanas das experiências de Gygax, sempre com um “moral”. Esta que estou trago hoje, em livre tradução e adaptação, foi publicada originalmente na edição 302 (dez/2002) da Dragon Magazine.

Tudo que eu precisava saber eu aprendi com o D&D: Uma moeda por seus pensamentos

Diga isso para o Tio Patinhas (um dos meus heróis, é claro), e ele aceitaria prontamente. Isso nos leva a questão: é possível dar tesouro demais? É claro, mas não se feito da maneira correta. Apenas o avarento mais respeitável com sua gigantesca caixa forte de moedas poderia dar conta de tantos tesouros. Descobri isso por acidente quando detalhando as áreas de encontro da dungeon do primeiro nível do Castelo Greyhawk original.

O que parece muito nem sempre é muito. Quando os intrépidos personagens dos meus filhos Ernie e Elisa descobriram e derrotaram o covil dos kobolds, sua subsequente busca  revelou um grande baú de ferro. Este recipiente continha centenas de moedas de cobre!
“Ah-há”, eles pensaram, “mesmo com a taxa de câmbio por ouro nós encontramos uma soma valiosa”. Certo...e errado!


É claro que a pesada caixa cheia de moedas de cobre era mais do que dois personagens poderiam lidar. Depois de muito debate, pegaram o máximo que conseguiriam, saíram da dungeon e foram até a cidade para trocar o dinheiro por moedas de valor maior, e depois retornaram ao primeiro nível da dungeon para mais tesouros. Imagine a indignação várias horas de jogo depois quando os aventureiros descobriram que em sua ausência outros se aproximaram e levaram o resto do tesouro.

Não me diverti apenas com a ideia de uma “arca do tesouro flutuante”, com várias criaturas da dungeon levando a arca para seus covis apenas para que encontrassem a arca novamente, mas a ideia de um vasto tesouro, impossível de ser plenamente conquistado se solidificou em minha mente e se tornou uma importante ferramenta em criar possiblidades interessantes de aventura. Em níveis mais profundos da dungeon, as moedas se tornaram prata, electrum e eventualmente ouro. Mesma naquela época onde a quantidade de tesouro carregado significaria mais xp ganho, estes valores absurdos seriam praticamente inúteis.

Sacolas encantadas com espaço extraordinário eventualmente se tornaram disponíveis, mas até chegar lá o xp necessário para passar de nível fazia com que mesmo 20 mil xps extras [N.T: no caso, ele se refere ao fato de levar 20 mil moedas] fossem pouca coisa quando divididos entre os jogadores.

A reação inicial dos jogadores ao encontrarem grandes somas de moedas de baixo valor era de contratar mercenários. Eles recrutaram orcs como mercenários, pagando-os com parte do que estes serviçais conseguissem levar para fora da dungeon. É claro, isso mudava a maneira de jogar, incentivava a cobiça e o desejo de posse, e geralmente fazia da minha vida como DM algo mais interessante. Quando pilhas de moedas de ouro eram o alvo, os personagens faziam o possível para pegar a quantia. O tesouro de um dragão era o mais cobiçado. Claro que as montanhas de moedas eram um misto de prata, ouro e todas as outras moedas. Depois de terminar o temível combate, o tempo gasto verificando o que foi ganho, procurando moedas valiosas e tentando descobrir como levar a maior quantidade de tesouro possível oferecia muitas oportunidades para novos oponentes surgirem na cena.

Isso duro algum tempo, mas eventualmente os jogadores descobriram os truques, davam apenas uma “varrida” no que fosse mais valioso e deixavam o resto para quem ou o que se importasse. Isso acabou, então, com o que parecia com a possibilidade de encontrar tesouro demais. Os jogadores descobriram que “sim”, era demais.

Existe também uma lição de moral neste pequeno conto. Diferente de macacos, os jogadores eventualmente aprenderão a deixar passar prêmios aparentemente valiosos, pois continuar a segurá-los pode significar que eles serão o prêmio de algum captor.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Gygax sobre os tipos de dragões


Gygax sobre os tipos de dragões:

“...Tudo ia bem, mas a emoção foi passando. Algumas referências “históricas” falavam de dragões como “serpentes” com hálito venenoso. Existem menções de dragões de cor verde. Então, era simples incluir o dragão verde que espirava uma nuvem de gás venenoso, tendo o gás clorídrico uma cor esverdeada.
A mitologia oriental inclui muitas cores de sua forma particular de dragão, e o jogo de mahjong tem três tipos de peças chamadas “dragões” – verde, vermelho e branco. Tendo jogado mahjong desde criança, como eu poderia ignorar o dragão branco? Então, que forma de sopro cairia bem com essa cor? Neve e frio, é claro. Então outro tipo de dragão for a criado.
Depois de pensar um pouco, adicionei a cor “azul”, pois esta poderia muito bem representar relâmpagos, e existia uma magia nas regras que cobria este raio elétrico. Sopro ácido parecia outra forma razoável de ataque, representada como “preto”, e então o quinto tipo de raça maligna dos dragões fora criada.
Isto terminou com a quase condescendia dos aspirantes a matadores de dragões. Não mais um único tipo de ataque e defesa seriam aplicados quando um dragão fosse encontrado. Melhor ainda, a simples visão poderia ser um enigma, porque sua cor, armas e vulnerabilidades poderiam ser de qualquer um dos cinco tipos.

 
 Gary Gygax, em “Slayer’s Guide to Dragons” (Mongoose, 2002)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Jogando com Gary Gygax - os "extras"!


Após a grande história, muitos comentários seguiram (em 17 páginas!), explicando em maiores detalhes ou acrescentando um pouco à história.

-A dungeon que eles jogaram foi a primeira dungeon que Gary fez, e ele ainda usou seu d20 original!

-Aparentemente, “Poxy” é um adendo que pode ser usado no nome de qualquer elfo, de forma cômica. Tem um significado pejorativo.

-Lembram do clérigo? Ele guardou as magias de cura pra si (1d6+1), e conseguiu tirar um “1” nas duas vezes, se auto curando

-Com o elfo desmaiado em cima do Carrinho de Dungeon, o mago (personagem de “Rel”) usou o carrinho para abrir umas portas, e claramente, atrair alguns monstros errantes

-Conversa entre Piratecat e Gary Gygax:
  • - Piratecat: "Os caras que construíram esse lugar [N.T: uma sala 6 x 6] poderia ter contratado alguns capangas para construir alguma mobília!”
  • Col Pladoh [N.T: apelido de Gary Gygax no fórum]  "Bem, eu tenho uma tabela com 500 itens aleatórios de mobília, mas não trouxe comigo.”
  • Piratecat pálido: "Oh, n... n-não... n-n-não... eu não estava criticando....!”

-Gary: “Mulas e carrinhos de dungeon podem carregar mais ou menos a mesma coisa—digamos quarto pés cúbicos, por volta de 200 pounds --  e são garantia de atrair monstros e ficarem no caminho. ADORO quando usam eles!”


E por fim, o mapa da aventura, refeito pelo Hypersmurf:

E o mapa original de Gary:



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Jogando com Gary Gygax - parte 3 (final)


Bom, de qualquer maneira conseguimos lutar e derrotar os bandidos com bestas graças a heroísmo insolente e uma boa quantidade do combo magia Sono/cortar gargantas do Mago. Me ocorreu enquanto escrevia isso que o abuso desta tática pode ter sido a razão para inventarem o Paladino. Então, os matamos e pegamos suas coisas. E também matamos o Gnoll e pegamos suas coisas.

(Uma nota sobre pegar coisas: Quando saio de ferias, gosto de pegar leve. E parte do pegar leve significa não fazer mais matemática do que o necessário. Então fui extremamente grato ao “Piratecat” por cuidar das anotações dos tesouros onde ele normalmente iria simplificar as coisas pra mim dizendo “Vamos ver, 80 peças de ouro então isso dá 10 para cada um de vocês cinco. Vamos nessa”. Elfos são demais)

Com a poeira baixando da luta contra os bandidos, ficamos cientes de um terrível barulho por causa de Gary “Vocês escutam um barulho horrível...” Mas este não era um barulho horrível ordinário. Estava vindo da mula de “Piratecat” (lembrem-se ele comprou uma mula). E este barulho horrível era compreensivel visto que “…parece que sua mula está sendo devorada por algo GRANDE e GELATINOSO.”

 
Neste momento, olhei para a outra ponta da mesa em direção à “Piratecat” e nossos rostos se banharam em PURO PRAZER que só poderia ser criado com Gary Gygax atacando com um Cubo Gelatinoso. Acho que meu prazer pode ter sido um pouco mais puro porque era a mula do “Piratecat”. Esta teoria pode ser apoiada quando  “Piratecat” saiu de sua cara banhada em puro prazer e disse, “Rápido! Salvem a mula!!”
 
Perguntei a Gary se havia algum espaço livre acima do Cubo e ele disse que tinha por volta de 60 centímetros entre ele e o teto da dungeon. Então eu disse “Quero acender meu frasco de óleo (lembrem-se que comprei um frasco de óleo) e joguei para que quebrasse no teto ACIMA do Cube e chovesse fogo em cima dele. Gary olhou para minha ficha de personagem. Olhou minha DES 6. Olhou nos meus olhos. “Bem, você pode tentar mas terá que acertar contra um CA 2”.
20. NATURAL. BABY
 
Foi com se fossemos do tipo Americano das Olimpíadas do D&D e acabássemos de derrotar os Franceses pela medalha de ourp. Pulávamos de nossas cadeiras. Estávamos trocando “high five” [N.T: quando você bate com sua palma na palma do outro]. Pessoas estavam tirando fotos do meu d20. Eu estava sorrindo como um IDIOTA. Um idiota que ACABARA DE MATAR O CUBO GELATINOSO DE GARY GYGAX!!

A mula não sobreviveu.

 
Finalmente nos acalmamos e seguimos com a exploração que nos levou leste e sul e depois oeste (fomos ao oeste porque “Henry” pediu a orientação de St. Cuthbert e ele disse “Vá ao Oeste, meu jovem!”). Afastamos alguns esqueletos, descemos algumas escadas e achamos um beco sem saída. Acampamos.

Enquanto acampamos, fomos encontrados por orcs errantes que NÃO nos atacaram e os esqueletos do andar de cima que nos atacaram. Matamos os esqueletos.

E pegamos as coisas deles.

 Então, com nossa mula morta, nosso Carrinho de Dungeon praticamente cheio e com a noite de quarta feira quase terminando, recuamos da dungeon com muito tesouro e nenhuma fatalidade (fora a mula, e eu lhes digo que eu trocaria três destes Poxy Elves [N.T: não entendi] para ter nossa fiel mula de volta). No fim da tarde, pela PRIMEIRA vez em um jogo de Con, eu ganhei XP. Na verdade, graças ao ter pego um escudo dos bandidos que viria a se mostrar mágico, eu ganhei mais XP que qualquer um do grupo! Woohoo!

 Tiramos nossa foto com Gary, ele autografou nossas fichas de personagem e livros em alguns casos. Então descobrimos que aquela noite era seu ANIVERSÁRIO DE 20 ANOS DE CASAMAMENTO!! Gary estava jogando D&D com um bando de geeks em um hotel no seu 20º aniversário de casamento!! E ela estava lá O TEMPO TODO e foi uma mulher muito cortês, adorável e encantadora, que você nunca poderia esperar encontrar. Inacreditável.

 No fim, “Hypersmurf” deu uma cópia do jogo Empire, das novelas de Greyhawk (eu acredito), que ele mandara fazer, com peças de acrílico e uma caixa de madeira muito legal para guardar. Parece ter sido muito bem recebida e agredeço Hyp por oferecer um presente que mostra o tipo de gratidão que sinto pelo Sr. Gygax, por ter me dado algo que recordarei com felicidade pelo resto da vida.

 Obrigado, Gary, do fundo do meu coração. E obrigado também aos outros Mods que jogaram. É uma honra e privilégio chamar vocês de colegas moderadores e amigos. Exceto “Piratecat” que tentou nos sacanear com o tesouro.* ;)

*Ele não podia evitar. Ele estava jogando com um Poxy Elf!
 



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Jogando com Gary Gygax - parte 2


Então fomos jogar e fizemos “Henry” o Clérigo, “Hypersmuf” o Homem de Armas, “elremmen” o Mago, “Piratecat” o Elfo”, eu o Anão e acho que “Eridanis” era outro Homem de Armas mas não estou 100% certo. Rolamos 3d6 mas, numa momento que ATERRORIZARIA “diaglo”, Gary nos deixou arrumar os valores onde quiséssemos. Pouco importava pra mim porque minhas jogadas eram UMA DROGA. Só tive um 14 e um 11. O resto era tudo abaixo de 10. Minha DES era 6! Me lembro que todos os pontos de vida eram 1d6 por nível (com nossos personagens sendo de 2º nível) e que “Hypersmurf” conseguiu um par de 2, deixando seu Homem de Armas com metade  dos pontos de vida que o Mago de “elremmen”.
Gary foi tranqüilo sobre compra de equipamentos, então meu anão tinha uma armadura de placas, escudo, machado, 15 metros de corda e, é claro, um frasco de óleo. “Piratecat” tinha uma mula.
Retirado do site The Mule Abides
Gary não perdeu tempo com coisas tipo “Vocês se encontraram numa taverna”. Fomos direto até as ruínas de um castelo e lá havia entradas para a dungeon em cada canto e uma no centro. Tinha um cara lá for a vendendo “Carrinhos de Dungeon”. “Pra quê?” perguntamos. “Para colocar sua pilhagem dentro”.
“Eu levo um!” eu disse (sendo otimista). “Piratecat” rejeitou o Carrinho de Dungeon. Ele tinha uma mula. Jogamos aleatoriamente e entramos pelo canto nordeste.

Então entramos na dungeon e a felicidade começou NA HORA. “Henry” (Deus o abençoe!) tomou a liberdade de comprar um bloco de papel gráfico [N.T: ok, acho que a tradução não é essa, mas é o papel quadriculado, sabem?] e iria mapear pra gente. Ele desenha uma pequena escada no centro do mapa. Gary se inclina na mesa e diz “Vocês estão entrando pelo canto nordeste. Você pode querer começar a mapear no canto nordeste da página”. “Henry” apaga sua pequena escada e a redesenha no canto nordeste da folha de papel.

“Vocês descem as escadas e encontram um corredor. Ele segue a 9 metros para o oeste”. Então lá fomos nós além da primeira folha e “Henry” puxa outra e continua mapeando.
“A passagem leva até uma intersecção em T e vocês podem ver norte e sul por uns 9 metros”. Nós saímos do topo da segunda folha e “Henry” nos mapeou na terceira folha no primeiro minuto e meio de nossa aventura. Hilário.

De qualquer forma, fomos explorar e escutar portas, e a atravessei em uma queda num poço de 3 metros. E algo dentro de mim disse “Oh. Meu. Deus. Você acaba de cair num poço de 3 metros de Gary Gygax! Você tem sonhado com isso desde os 11 anos!!”.
Depois disso, começamos a usar o bastão de 3 metros de “Piratecat” para verificar o piso com mais cuidado.

Ótimo desenho, encontrado em Underworld Ink

 Depois de algumas voltas, viradas, salas vazias e “portas que não abrem tão fácil”, encontramos um besouro. Eba! Nós o matamos e pegamos suas coisas! [N.T: essa parte é uma brincadeira por conta da maneira que acredito que quase todos nós jogávamos, quando éramos crianças. Todos os bichos do manual tinham algum tesouro, como nos jogos de videogame]

Mais tarde encontramos um Gnoll que tentamos encantar e pegar suas coisas mas ele passou na jogada de proteção e fugiu. Nós o perseguimos até uma sala cheia de bandidos com bestas. Eles atiraram em mim. Eu tinha 3 pontos de vida.

 Eu: “Ei Clérigo, pode me dar alguma cura?”
Henry: “Estou guardando para uma situação desesperadora.”
Eu: “Tipo o que?”
Henry: “Tipo se eu me ferir.”

Com amigos como esses...


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As aventuras continuam na próxima postagem!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Jogando com Gary Gygax - parte 1


Pessoal, hoje trago o relato de um jogo mestrado por ninguém menos que o ilustre Gary Gygax!
Em 2007, Gary mestrou uma partida de OD&D para algumas figuras ilustres do fórum ENWorld. O relato feito por u dos jogadores, “Rel”,  é muito interessante, e apresento agora a primeira parte, traduzido.
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Sei que muitos de vocês já me escutaram falando sobre isso e estou quase cansando de recontar novamente, a pedidos na GenCon. Mas “der_kluge” [N.T: outro usuário] perguntou novamente então pensei que poderia escrever de uma vez ao invés de ficar repetindo quando indagado. Abaixo está a (longa) história. Notei que é contado somente do meu ponto de vista então é claro que meu foco será na minha participação nisso.

Então primeiro temos que agradecer a Henry por esta experiência. Ele procurou Gary meses atrás e comentou da possibilidade de mestrar uma partida para os moderadores do ENW [N.T: abreviação do nome do site/fórum, ENWorld] na GenCon e Gary foi legal em concordar. Ficamos empolgados com isso mas decidimos que era melhor deixar quieto por enquanto. Não pude me conter quando chegamos na GenCon na quarta feira e quando o pessoal me perguntava onde estava indo e dizia “não tenho liberdade para contar mas é suficiente dizer que a partida será mestrada por alguém cujo nome rima com Mary Myrax”. Isto causou algumas sobrancelhas levantadas.

Deve ter sido uma oportunidade e tanto....
 
Nos dirigimos do Hyatt até o Embassy e passamos por “diaglo” no caminho [N.T: outro moderador, conhecido pelo seu fanatismo pelo OD&D]. “Piratecat” [N.T: isso ai, outro moderador], muito mais bastardo sem coração do que podemos lhe dar crédito, disse “Ei David! Adivinhe onde estamos indo!”. Vocês deveriam ver a cara do “diaglo” quando ele descobriu que EGG [N.T: Ernest Gary Gygax] iria mestrar uma partida de OD&D de 1974 e ele não estaria participando. Depois alguém disse : “ ’Rel’ não tem os culhões para contar a ele”. Não é verdade. Eu não tinha CORAÇÃO para contar a ele. É por isso que mantive o desalmado “Piratecat” por perto.
 
Enfim, fomos até o Hyatt e fui até a recepção para que pudéssemos ligar para o quarto de Gary e avisar que estávamos aqui. A atendente verificou e...Gary ainda não tinha dado entrada! Tentei manter minha compostura e perguntei se podíamos deixar uma mensagem e ela disse que não teria problema. Pedi que a mensagem fosse “ EN Mods esperando...” [N.T: mods= moderadores]  com meu número de telefone. Então a mulher disse, “Então, Ê Ene Mods é o seu...personagem? E eu pensando “eu GERALMENTE não dou em cima de mulheres grávidas, mas...”

Bom, estávamos CERTOS que nesse ponto, o jogo tinha sido cancelado. Gary deve ter sofrido algum atraso e simplesmente não iria acontecer. Nós começamos a xingar “Piratecat” por se gabar na frente do “diaglo” antes que a galinha nascesse. Mas então, Gary aparece. Ele se desculpa pelo atraso e nos convida para começar imediatamente.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Saberdoria de Gygax: Anãs com barba

Existe uma discussão (não muito série) entra a comunidade RPGística sobre anãs terem barba ou não. Independente do que Tolkien ou Pratchett já mencionaram sobre isso, queria falar hoje sobre o fato de Gary Gygax ter feito tal afirmação.

Muito do que li sobre Gygax fala como ele gostaria que as pessoas usassem o D&D não como algo definitivo, mas até mesmo como um "conjunto de sugestões". Todas as regras poderiam ser alteradas (e "regras da casa" eram incentivadas ao máximo"), e cada um tinha no fim, o "seu " D&D.

Acredito que como wargamer, Gygax sabia que muitas coisas são circunstanciais, e que as regras devem ser ao mesmo tempo sólidas (no sentido de "bem feitas") e flexíveis (no sentido de "adaptáveis).

Dito isso, a afirmação de Gygax sobre anãs terem barba era na verdade uma provocação. Não seria a primeira vez que ele diria algo absurdo apenas para que as pessoas entendesse que ele não queria ser uma autoridade, a palavra final, mas sim "um DM como qualquer outro". É claro que toda a experiência de Gygax em jogos e sua dedicação ao hobbvy são grandes diferenciais, mas mesmo assim, ele queria ser visto como "um colega" ao invés de "o dono da bola". Isso pode ser observado em comentários de outros ilustres Mestres da época, como Tim Kask e Rob Kuntz.

Por fim, creio que este tipo de pensamento é muito legal e verdadeiramente old school. O jogo é uma excelente ferramenta, mas sem um bom artesão, não serve para muito.



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Filme sobre Gary Gygax?

Gail Gyax, a segunda esposa de Gary mencionou no Facebook sobre algo "especial para os fãs". George Strayton, escritor responsável por Xena, Hércules e o desenho de Dragonlance (dentre outros) fará o roteiro do filme baseado na vida de Gary, com um orçamento de 150 milhões.

George disse que "uma grnade estrela" fará o papel de Gygax (mas isso não nos diz nada), e Vin Diesel falou que gostaria de fazer parte do filme (já que ele foi um grande fã na sua infância).

Vamos esperar para ver no que vai dar.

domingo, 7 de agosto de 2011

Gygax sobre atributos dos monstros em livros

"If: "Hey! you can't do that because X isn't like that in the book," so what? Who says that the information in that work is correct in regards to deities? Do you imagne they are going to reveal their secrets to the likes of you?"

"Se: "Ei! Você não pode fazer isso porque X não é assim no livro", então e dai? Quem disse que a informação neste trabalho [N.T: no caso, o MM2] está correta em relação às deidades? Você acha que eles revelariam seus segredos para tipos como você?"


Gary deixa bem claro seu desgosto pelos "advogados de regra". Podemo levar esse exemplo, que no caso era uma pergunta sobre Asmodeus, para criaturas mais simples: se um orc de repente tem um bônus para atirar com arco e flecha, pois sua tribo é especialista nisso (tipo os mongóis), não seria uma surpresa para os jogadores?

Ou melhor ainda: um Death Knight que curasse com o toque?

Pequenas alterações, justificadas pela mestre (quer dizer, o mestre deveria criar isso com um propósito, não para ser "contra os jogadores") podem acrescentar muito ao jogo.

O que acham?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Q&A de Gary Gygax compilado em livro

"The book, Cheers Gary, which compiles the best of Gary's half-million words on the EN World Q&A threads, will be available at Gen Con." (En World forum)

Essa é uma ótima notícia. Como o texto diz, durante anos Gary Gygax respondeu pacientemente várias perguntas (e muitas vezes, a mesma pergunta) sempre de forma bem educada e humorada.

Tive a honra de participar dos tópicos de Q&A e fazer perguntas ao Grande DM (com o nick "rossik", caso tenham curiosidade), e por isso veja importância dessa compilação. Resta saber se haverá a possibilidade de adquirir o livro fora do evento. De uma forma ou de outra, é uma peça importante na história do D&D e do RPG que não deveria faltar para os amantes do jogo.


(para quem não sabe, Gary costumava terminar suas postagens com "cheers", uma saudação informal)